Governo apresenta plano de resgate do rebocador da Bertolini em Óbidos

Publicado em por em acidente, Óbidos

Governo apresenta plano de resgate do rebocador da Bertolini em Óbidos
O acidente fluvial ocorreu em agosto, no rio Amazonas

Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Pará reuniram-se em Santarém com representantes de outros órgãos públicos e das empresas Bertolini e Smit Salvage BV, do Grupo Boskalis, da Holanda, para informar as principais ações do Plano de Atuação Integrada, destinado a retirar do fundo do rio Amazonas o recobador CXX, da Bertolini.

O naufrágio, ocorrido em Óbidos em agosto deste ano, foi provocado pela colisão entre o empurrador e o navio mercante Mercosul Santos.

De acordo com o plano, participarão da operação:

— Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup);
— Marinha do Brasil;
— Corpo de Bombeiros;
— Polícia Civil;
— Polícia Militar;
— Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec);
— Centro de Perícias Científicas Renato Chaves;
— Secretaria de Estado de Comunicação (Secom);
— Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster);
— Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp);
— Smit Salvage BV;
— Transportes Bertolini Ltda. e
— Mercosul Line.

O início das ações depende apenas da chegada da estrutura da empresa Smit, composta pelo guindaste flutuante Cábrea e outros equipamentos ao local da operação, que deverá ser realizada em 12 dias.

O Plano de Atuação Integrada será desenvolvido em três etapas.

ALTA DEFINIÇÃO

A primeira inclui a chegada do guindaste flutuante e a realização da inspeção por sonar estacionário de alta definição, para saber o posicionamento do empurrador no rio Amazonas, e, posteriormente, a instalação do sistema de fundeio (quadro de boias).

Na segunda etapa serão resgatados os corpos dos desaparecidos, com a participação do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, auxiliado pelo Corpo de Bombeiros.

Só após o içamento, as equipes desses órgãos terão acesso ao empurrador.

Nesta etapa, a operação de salvatagem e resgate será realizada pela empresa Smit, com lançamento da rede e içamento, utilizando garra hidráulica.

Quando o empurrador vier à tona e for devidamente posicionado na vertical, iniciarão as atividades da Marinha, Polícia Civil e Centro de Perícias Científicas, com os procedimentos investigatórios, periciais e inspeções navais.

FAMILIARES

Entre as atividades prioritárias da equipe do CPC está a remoção dos corpos das vítimas que ficaram presas no empurrador, com o auxílio do Corpo de Bombeiros. As duas equipes serão as primeiras a entrar no empurrador, para preservar o local e não comprometer as investigações e a perícia.

A terceira etapa é destinada ao transporte das vítimas, em uma embarcação específica, e desmobilização.

Atendendo ao pedido das famílias, o Centro de Perícias vai acelerar a retirada e identificação prévia, para evitar a exposição das vítimas. Após esses procedimentos, os corpos serão transportados para a sede do Centro de Perícias em Santarém, onde há estrutura adequada para complementar os trabalhos, com a realização de autópsia, identificação e liberação para as famílias.

Segundo o tenente-coronel Luis Cláudio Rêgo, comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM), serão dois momentos essenciais toda a operação: a chegada dos equipamentos da empresa de resgate a Óbidos e o içamento do empurrador.

Após ser apreciado pelos representantes dos órgãos que atuarão na operação, o Plano será enviado pelo Comando do 4° GBM ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros, e depois à Segup.

Com informações da Agência Pará

Leia também:
Ação pede à Justiça que obrigue prefeito a pagar servidores até o 5º dia útil


Publicado por:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *