Do leitor Jonivaldo Sanches, sobre o post Indígenas farão prova de redação na UFOPA:
Embora inexista comprovação científica de que existam indígenas em Santarém, a UFOPA continua ofertando vagas em separado para para quem se autodenomina índio.
Continuam os dirigentes dessa instituição adotando um prática fruto da orientação do governo federal, que utiliza o critério raça (conceito cientificamente inaplicável ao ser humano) como diferenciador para ingresso de determinadas pessoas nos quadros discentes da univerdade.
Infelizmente, essa prática, além de ferir o princípio da meritocracia, reforça questões racistas de que deveriam ter sido há muito superadas. Parte do pressuposto de que algumas supostas raças teriam de ser compensadas por perdas históricas já que o Estado não lhes teria oportunizado condições de desenvolvimento.
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Esquecem-se, contudo, os arautos desse tipo de política, que somos o conceito de raça não pode ser utilzado como diferenciador para políticas compensatórias por ser inaplicável ao ser humano. Se tivessem de aplicar alguma compensação deveriam adotar critérios socio-econômicos.
Esse erro é algo grosseiro, principalmente vindo de uma institução Universitária que deve se apoiar no tripé ensino, pesquisa e extensão.
É simplesmente lamentável esse tipo de política.
eu gostaria de saber em que grupo de indígenas me encaixo. Sou uma vítima da campanha para a integração da Transamazônica. Enganados por uma politicagem meus pais vieram do sul e eu, consequentemente, vim com eles. em plena selva amazõnica cresci. Sem escola até meus dez anos, só a partir daí pude ser “alfabetizada”. Mas, por ser descendente de alemaes e italianos sou DISCRIMINADA. Passei no vestibular da UFPA, mesmo vítima dessas condições citadas. NÃO concordo com esse tipo de DISCRIMINAÇÃO que é a reserva de cotas pois, não sou a única a qual o estado deve algum tipo de reparação pelos erros causados por suas políticas danosas.
As cotas não devem ser eternas, mas no primeiro momento, elas são necessárias como forma de reparar o erro grosseiro da discriminação sofrida por milhares de seres humanos no mundo, e em especial nesse Brasil gigante de preconceito velado.
Minha definição : ‘Pedagogia do Espantamento’ – Método desenvolvido
pelos vestibulares das públicas que consiste de quesito que quase nada
avalia, visando apenas assombrar o candidato quando abrir a prova. E
tudo faz parte do processos histórico, implementado/implantado pela
ditadura, das públicas alijarem ingresso da rede pública e favorecer
quem paga pré-vestibular.
Ex: Questão 07, vestibular 2012/UFPA
https://www.ceps.ufpa.br/daves/PS%202012/prova/Prova_Objetiva_PS_2012.pdf
Pior ainda: Essa notícia – 15.12.2011, Eventuais vagas remanescentes do PS
2012 serão preenchidas via Enem,
https://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=5360, mostra até todo o
institucional desesperado como se já soubessem que irá sobrar vagas,
mesmo que tenha mais de 70 mil candidatos para pouco mais de 7 mil vagas.
Por quê?
A minha pesquisa prova como historicamente universidade pública tem alijado ingresso da rede pública. O fato de não haver, e nem haverá, grupo de cotista com desempenho acadêmico inferior aos demais já prova tudo cabalmente.
Quem quiser discutir mais: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
As políticas afirmativas são um avanço para a nossa democracia, porque representam um enraizamento social da mesma, mas precisamos tomar cuidado para que elas ao invés de eliminar, acabem por aprofundar certos vícios culturais que reproduzem os preconceitos e injustiças que elas combatem. Só para esclarecer um pouco algumas pessoas aqui: o amigo Jonivaldo carrega em seu fenótipo traços negros e indígenas, veio de família pobre, é formado em Sociologia e trabalha no Ministério Público. Não é, portanto, um membro da elite, nem branco de descendência européia, como alguns devem estar imaginando. Abomino os comentários que, ao invés de combater as ideias com outras ideias, atacam a pessoalidade dos outros, porque isso demonstra que aquele que ataca está despreparado para se defender intelectualmente. Admiro o Jonivaldo pela postura de defender as suas ideias, mesmo quando elas estão na contramão das correntes políticas e ideológicas. De cerro modo, ao contrário do que pregam alguns comentadores aqui, ele tem razão quando diz que o conceito de raça deveria ser revisto pelo governo como critério de compensação social, uma vez que, historicamente, este conceito foi utilizado pelos povos europeus para formular suas teorias da superioridade racial e justificar seus massacres contra populações da África, Ásia e América Latina ao longo dos séculos XIX e XX. Aliás, quem propõe o abandono do uso político e científico deste conceito são, principalmente, antropólogos que, contraditoriamente, lutam para manter seu uso quando se trata do desenvolvimento das tais políticas afirmativas. Além disso, todo e qualquer estudante de ensino fundamental sabe também que este conceito não se aplica à espécie humana, então ele tem razão nesse aspecto também. O critério socioeconômico que o jonivaldo e outros estudiosos propõem, então, seria o mais honesto mesmo, e isso não implicaria em prejuízo às populações afrodescendentes ou indígenas e remanescentes identificados como tais, mesmo porque, para lembrar Florestan Fernandes, a questão social no Brasil sempre foi uma questão “racial” -eu prefiro chamar de étnica-, o que significa dizer que essas populações historicamente marginalizadas e oprimidas é que formam o grosso dos pobres, miseráveis e indigentes do Brasil e que seriam elas as compensadas com estas políticas. Mas, ao mesmo tempo, isso ampliaria a abrangência dessas políticas afirmativas, visto que há milhares de pessoas descendentes de europeus e outros povos que também se encontram sem oportunidades sociais em virtude da pobreza e da miséria. Isso eliminaria a polêmica que se tem em torno do tema, principalmente em âmbito acadêmico, em virtude do uso do conceito de raça, mas também seria um forte golpe aos opositores políticos e ideológicos dessas políticas sociais, como os partidários do DEM e do PSDB -temo, inclusive, que essas políticas não sobrevivam, por questão ideológica e classista, caso esse pessoal volte ao poder. Outra medida, ainda que paliativa, porque não eliminaria em todo a polêmica ideológica, seria usar o conceito de etnia ao invés de raça, o que seria mais coerente e honesto em termos científicos e acadêmicos. Não podemos perder de vista a necessidade de continuar a fazer um debate mais sério, menos ideológico, em torno desse assunto.
Perfeito o texto do professor Samuel Lima, aliás, excelente a lembrança do dia em que a professora Raimundinha Yawanawa simplesmente desmoralizou o Demétrio Magnoli e, por tabela, o Jonivaldo. E por falar nesse rapaz, lembro que ele não é nenhum ariano, mas sim um caboclo com todas as características amazônicas, logo um índio, embora não assuma.
Caros,
A posição do Jonivaldo, a rigor, repete os argumentos de Demétrio Magnoli (doutor em geografia pela USP), articulista e arauto do conservadorismo brasileiro, que é “fonte única” na mídia tradicional quando se trata de desqualificar as políticas de ações afirmativas, nas quais se incluem as cotas. Em torno do conceito de raça existem posições diversas, no meio científico e político.
Em 2009, tive a oportunidade de ver a professora Raimundinha Yawanawa, índigena, vestida à caráter, mestra em pedagogia pela UFPa, detonar esse sujeito, numa audiência pública na Câmara dos Deputados, justamente defendendo o direito dos povos da floresta, negros e demais grupos étnicos acessar as universidades públicas. Magnoli é autor do livro “Uma gota de sangue” no qual defende sua indefensável tese, historicamente falando, de que não há racismo no Brasil, logo o conceito de raça não poderia ser aplicado e blá-blá-blá. Aqui um link de uma entrevista sua no programa Roda Viva (TV Cultura): https://www.youtube.com/watch?v=o8riQ-9z86k&feature=related
Um simples olhar na história do Brasil, prenhe em injustiças sociais, genocídio de populações indígenas, destruição de suas culturas, a chaga da escravidão que persiste nas formas desumanas do trabalho escravo (a ponto do Ministério Público do Trabalho ter uma coordenadoria nacional só para combater essa praga), já seria suficiente para justificar essas políticas.
Como um sobrevivente das margens do Tapajós, que foi construindo seu caminho em paragens tão distantes do estado tapajônico, senti na pele muitas vezes essa coisa abjeta da discriminação. Por isso, meu apoio irrestrito às políticas afirmativas, no geral.
Abraços fraternos,
Samuca
Mestre Samuel,
Apoiado, assino em baixo!
Nazareno Lima
Caso pensemos um pouco, vamos ver que o Jonivaldo tem razão. É só lembramos que de índio e de negro a maioria da população brasileira tem um pouco. Então, não cabe, a essa altura, separar ninguém por raça. As oportunidades sim, devem ser iguais. Para isso, o ensino básico público é que tem que ser de primeira grandeza. Faculdade é para quem está preparado sim, porque senão vamos ter gente formada sem capacidade profissional. Aí, o termo meritocracia cabe.
Comprovação científica?
isso que é pelego da cientocracia.
Por isso que não existem índios que nunca foram descobertos, porque a ciência não os achou……fala sério
Se não há indígenas em Santarém, não deve também haver eslavos na Rússia, nem latinos na Itália, Espanha e Portugal, nem negros na África inteira…
Caro Jonivaldo, sei que você deve ter uma explicação técnica para sua afirmação, afinal essas teorias antropológicas são bem “variadas”…
Umas das afirmações mais absurdas que já ouvi na vida foi uma feita por aquela atriz do filme Tainá – Eunice Baía -, no Programa do Jô, há um tempo atrás…
Peguntada pelo apresentador se ela é índia, ela disse que NÃO… mesmo afirmando que sua avó ainda vive na aldeia, vivendo absolutamente uma vida segundo a tradição indígena, como lhe convém…
Se essa atriz não é índia, Pelé é nórdico
Claudiney Quirino, corredor negro, em entrevista na televisão se posicionou de maneira idêntica ao Jonivaldo. E agora, Tibério?
Claudiney Quirino, corredor negro, em entrevista na televisão se posicionou de maneira idêntica ao Jonivaldo. E agora, Tibério?
Obama também é um individuo negro, e não mudou em nada a politica dos EUA.
Tiberio Alloggio
Se você fosse indio, negro ou nordestino saberia do valor desse tipo de política e não faria esse tipo de comentario analfabetico, se bem que tem muitos analfabetos que tem maior visão que a sua. Concerteza você deve ser um boa vida que não precisou dessas políticas e que não tem na sua empresa vagas para indios e negros, quantos indios vemos empregados em empresas de brancos? quantos talentos negros que são dispensados pela cor da pele para não marcar as tradicionais instituições? quantos valores nordestinos que não tem vez no mercado de trabalho por falta de estudos e oportunidades o que os levam a fazer comedia. Infelimente o preconceito ainda é muito forte em nossa sociedade, embora tentem esconde-lo ele se manifesta toda hora, que o diga os negros, indios, nordestinos e etc.
Se você fosse indio, negro ou nordestino saberia do valor desse tipo de política e não faria esse tipo de comentario analfabetico, se bem que tem muitos analfabetos que tem maior visão que a sua. Concerteza você deve ser um boa vida que não precisou dessas políticas e que não tem na sua empresa vagas para indios e negros, quantos indios vemos empregados em empresas de brancos? quantos talentos negros que são dispensados pela cor da pele para não marcar as tradicionais instituições? quantos valores nordestinos que não tem vez no mercado de trabalho por falta de estudos e oportunidades o que os levam a fazer comedia. Infelimente o preconceito ainda é muito forte em nossa sociedade, embora tentem esconde-lo ele se manifesta toda hora, que o diga os negros, indios, nordestinos e etc.
Comprovação cientifica… Meritocracia…. Orientação do Governo Federal… Supostas raças….Politica Compensatória Inaplicável ao ser Humano
Quem é esse Jonivaldo Sanches ? Um leitor do Livro de Alí Kamel “Não somos racistas” , o golpista de plantão da Rede Globo ?
Ou o cara é um alienígena que chegou na Amazônia e no Brasil ontem?
Jeso, desculpa, mas eu acho um erro publicar “caldo rescaldado racista” que tenta manipular, mais uma vez, uma suposta “paridade racial” para justificar o privilegio e a superioridade de raça dos Jonivaldos da vida.
Tiberio Alloggio
Erro, Tiberio, é publicar o “pensamento único”. Lembre-se: o blog é plural. Jonivaldo opinou, lançou suas teses. Vc. tem todo o direito de discordar dele, como o faz, mas não de fazer apologia à censura, ainda mais contra quem fomenta ideias, se apresenta com a “cara limpa”, como fazes aqui e, por isso, tem a admiração de muita gente. Não concordo com Jonivaldo, mas ele tem todo o direito de emitir a opinião dele sobre esse tema.
Esse Jonivaldo não existe. É o Regis qualquer coisa, aquele que nunca consegue publicar um livro com as bobagens desse tipo que ele escreve a mando, e dinheiro, dos madeireiros.
Será que o Jonivaldo que não enxerga a diversidade cultural vai conseguir entrar na universidade se não tiver cota para racista?