Jornalista engrossa criticas a repasse de dinheiro público a clubes no Pará

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Do jornalista e servidor público do Judiciário Jota Ninos [foto], sobre o artigo O patrocínio útil, de Helvecio Santos.

Jornalista Jota NinosSaudações alvinegras, Helvécio!

Comungo de sua ideia pelo simples fato de que os clubes são associações privadas e deveriam através de sua gestão buscar patrocínio na iniciativa privada.

Muita gente reclama quando o Poder Público investe recursos em outros eventos de caráter privado como os religiosos ou culturais (principalmente o Carnaval, que é outro eterno buraco sem fundo), mas todo mundo se anestesia quando esses recursos vão para clubes que tendem a ter desempenho pífio em um campeonato de cartas marcadas como o Parazão (que deveria se chamar RE-PAzão).

Clubes do interior têm até conseguido bom desempenho, mais por conta da péssima gestão dos clubes da capital que acabam não aproveitando as benesses da FPF.

Além disso, todos os clubes beneficiados com dinheiro público não demonstram transparência em suas contas.

Os dois grandes de Santarém, São Raimundo e São Francisco, por exemplo, já estiveram no fundo do poço por causa de gestões fraudulentas. O seu Leão perdeu até a sede e o São Raimundo ainda luta para manter a sua.

Gestores que se utilizaram do legado dos clubes, podem ter desviado recursos, mas nunca foram sequer processados por isso. Uma nova gestão assume, passa a mão na cabeça do gestor que deixou o clube no buraco e começa um novo ciclo. E a gente continua torcendo…

Aliás, apenas copiamos o que ocorre em nível nacional, já que o futebol é um saco de gatos com uma CBF corrupta que tem a cumplicidade de órgãos de imprensa, já que todo mundo quer faturar com o futebol. Daí a crise do nosso maior esporte, que encontrou seu ápice no famoso 7 X 1 da Alemanha contra o Brasil em 2014.

Existe um “estatuto do torcedor”, mas os clubes sequer ouvem suas torcidas. Quando muito, dão espaço às “Organizadas”, que muitas vezes acabam compactuando com as más gestões em troca de ingressos ou formam torcedores fanáticos que em alguns casos viram bandidos, ao insuflarem a violência nos estádios.

Não há democracia nas gestões e os clubes de Santarém, até onde sei, nem são abertos a novos sócios para oxigenar as futuras gestões, na maioria funcionam como feudos de famílias, que depois se propagam na política local e regional.

Portanto, qualquer dinheiro público investido é jogado no ralo de um populismo demagógico, para estar de bem com uma torcida anestesiada, que vai pros estádios acreditando que “agora vai!”….


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One Response to Jornalista engrossa criticas a repasse de dinheiro público a clubes no Pará

  • O meu caro Jota Ninos, este é o meio de justificar o desvio de verbas públicas, será que o valor contabilizado é o mesmo que foi repassado ?

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