Auditor fiscal, Moacyr Mondardo Júnior (foto) comenta o artigo Epístola à Raimunda Monteiro, da lavra de Álvaro Cunha:
Acrescento a necessidade da Universidade do Oeste do Pará ter um planejamento de longo prazo, em que incluiria pensar se a localização das atuais instalações é a mais adequada. Me formei na UFSC em Florianópolis.
A UFSC foi criada espalhada em prédios no centro da cidade, na década de 70 ela mudou-se para uma região a época distante.
Hoje ela funciona numa verdadeira cidade universitária, um polo de desenvolvimento urbano para a cidade, que permitiu que muitas atividades, empresas que tem relação com a universidade ficassem próximas bem como muitos estudantes moraram e moram neste entorno.
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Entendo que uma grande função da Reitoria é ter um olhar para o futuro e não simplesmente ficar resolvendo “problemas”, se não nunca vai sair do “apagar de incêndios” cotidiano.
Corrigenda: desapropriação no lugar de despropriação
Entre outros questionamentos o do professor W. Sacco é extremamente válido e procedente, paira a dúvida no ar, razão pela qual talvez a gestão do Dr. Seixas não tenha conseguido fazer seu sucessor pois essa foi uma das principais cobranças da comunidade acadêmica da UFOPA, qual seja a de maior transparência na gestão. Particularmente sou simpático a idéia de um único campus. No entanto do ponto de vista prático penso que há vários entraves jurídicos e burocráticos, o que requer boa articulação, cautela, coragem para contrariar interesses econômicos envolvidos e sobretudo vontade política. Quem tiver um pouco de paciência pode despender um pouco de seu tempo e verificar que muitas das Universidades Públicas brasileiras foram formadas a partir de faculdades e como consequência até hoje essas universidades são fragmentadas em diversos espaços dentro de um único município. Um dos principais exemplos é o da Universidade de São Paulo (USP) com seu Campus principal no Butantã, a Faculdade de Direito no Largo São Francisco e a Faculdade de Medicina da USP na Av. Dr. Arnaldo. De fato enquanto Universidade recém criada talvez tenhamos perdido uma grande oportunidade pois estamos no século XXI e o regime de um Estado Democrático de Direito deve imperar de tal sorte que ainda que uma eventual fragmentação em diversas unidades, como ocorrido no caso da UFOPA de repente pensada e arquitetada, não encontra sustentação apesar do aparente obstáculo interposto. Uma vez que os meios de transporte e de comunicação estão bem mais eficientes hoje do que há cerca de 40 anos. Não obstante é crucial se pensar a Universidade para além de seus muros, para os próximos 10 anos, 20 anos, 30 anos, …Dentro dessa perspectiva me ocorre outro questionamento. Além de nos questionarmos se a localização das instalações da atual UFOPA é a mais adequada, podemos também questionar se a CDP, Equador, FOGAZ, RAIZEN, terminais graneleiros e de fertilizantes também estão instalados no local mais apropriado? Com efeito muitas são as dúvidas mas que acreditamos serão discutidas e aprimoradas esperamos de modo democrático, envolvendo todos os atores desse processo, o poder público, a sociedade civil organizada, as comunidades afetadas, empresários e Academia. Penso que o diálogo será fundamental para avançarmos.
Há muito opinei no mesmo sentido, inclusive no Blog, sugerindo a despropriação da área da família Correa, com projeto de loteamento embargado, que vai do lago do Juá à pista do aeroporto, de fácil acesso etc. Veja a matéria.
UFOPA no Juá, à semelhança da UFPA, no Guamá.
Sempre imaginei a UFOPA assim, futurista, exatamente como a UFPA, concentrada em um único lugar, precisamente na margem do lago do Juá, pelo rio Tapajós, com ingresso pela rodovia Fernando Guilhon, no ocioso terreno da família Corrêa, invadido àquela época por inúmeros posseiros, portanto, de fácil negociação, onde hoje está situado o questionado empreendimento Buriti, objeto de demanda judicial, mas infelizmente ninguém quis me ouvir.
https://blogdojcampos.blogspot.com.br/2013/01/cade-os-pseudoambientalistas.html: CLICK NO LINK E LEIA: CADÊ OS PSEUDOAMBIENTALISTAS: RESIDENCIAL BURITI RECOMEÇA OBRAS E LAGO DO JUÁ VAI VIRAR ATRAÇÃO APENAS PARA MORADORES DO RESIDENCIAL
Observem agora o estrago!
Interessante o José Ronaldo dizer isso, mas ter apoiado o Aldo.
A oposição que se formou foi exatamente por este tipo de falta de diálogo.
Se ele não era ouvido, ainda acreditava naquele grupo?
Será que é porque ele tem uma função gratificada como assessor jurídico da Ufopa?
O fato de ter apoiado o Aldo, como declarei, não retira a minha independência, nem o direito de pensar diferentemente, em determinados aspectos, camarada. Quanto a função exercida, além do cargo de professor na Ufopa, antes UFPA, ela n interfere na minha maneira de pensar nem me faz ser injusto, além de n me fazer falta alguma, deixando o cargo gratificado (função) à disposição da nova Reitora. O advogado mantém o professor, amigo! Não abro mão da minha independência nem negocio minha liberdade de pensar e agir por $$ nenhum neste mundo. Algumas opiniões minhas sobre a Ufopa estão registradas no Blog, inclusive em forma de embate com o próprio Aldo, o que n retira o meu direito de, entre as 2 chapas, optar pela dele, justamente por ser a pessoa que mais conhece os problemas da nossa universidade, e, com a ajuda de todos, quiçá, apontarmos para um futuro promissor. O momento agora é de união em função do bem comum e n de revanchismo.
Passe bem!!!
Cargo de confiança (FG, CD) exige dedicação exclusiva, ou permite que o ocupante trabalhe também em outras instituições?
Parabéns Moacyr Mondardo por abordar esse assunto.
A UFOPA, está instalada ao lado de áreas da Equador, Raízen e Fogás, que movimentam combustiveis e gás. Todas pertencentes a CDP, que arrendará mais três áreas para dois Terminais de Grãos e um de Fertilizantes.
Compartilho da mesma idéia Moacir. A UFOPA tem que determinar o caminho do crescimento, direcionamento, planejamento, pensar crítico na construção de uma cidade sustentável e bela. Pra que isso aconteça, tem que haver determinação e comprometimento de seus dirigentes. Santarém está precisando de olhar futurista, pensar Amazônico.
Em 2009, Seixas Lourenço teve oportunidade de comprar um enorme terreno ali próximo de onde será o novo shopping pelo equivalente a um ano de aluguel do Hotel Boulevard. Não quis, sabe-se lá porque. E em 2012 comprou por 1/3 do preço um terreno umas cem vezes menor.
Ai tem coisaaaaaaaaaaa