O evento é inédito, e será realizado hoje (1º) à tarde em Santarém.
Pela 1ª vez, professores da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) participarão de um encontro cujo pano de fundo é a criação da futura ADUFOPA (Associação dos Docentes da UFOPA).
No Leia Mais, abaixo, a programação do evento
Luís Henrique Schuch, vice-presidente da Andes, sindicato nacional da categoria, estará presente no auditório Wilson Fonseca ministrando a palestra Sociedade e educação: crise no ensino superior no Brasil.
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Programação
14:00h: Abertura
14:10h: Painel: A importância da sindicalização dos docentes
Profa. Dra. Rosimê Meguins – ADUFPA/ANDES
Profa. Dra. Sandra Moreira – ADUFPA/ANDES
Profa. Dra. Fátima Lima – Diretora ICED/UFOPA
15:00h: Debate: A proposta de Estatuto da ADUFOPA
16:00h Intervalo
16:15h: Carreira docente: o estágio probatório e outras questões funcionais
17:15h: Palestra: Esclarecimentos sobre o PARFOR
Profa. MsC. Terezinha de Jesus Dias Pacheco – Coordenadora Geral e Institucional do PARFOR/UFOPA
18:15h: Intervalo
20:00h: Palestra: Sociedade e Educação: a crise do Ensino Superior no Brasil.
Prof. Dr. Luis Henrique Schuch – Vice- presidente do ANDES
20:40h: Debate
22:00h: Encerramento
Jeso Carneiro,
Obrigada por divulgar o nosso evento e destaco que, apesar de ser um encontro docente, ele é gratuito e aberto para todos/as que queiram participar.
Abraços
Profa. MsC Heliana Aguiar
Programa de Pedagogia-ICED/UFOPA
Nas cercanias da Universidade Estadual do Pará (Uepa), é comum jovens estudantes fazerem suas refeições de meio dia em algum dos restaurantes simples por lá instalados. Negócio oportuno.
Gente nova, aplicando seus investimentos no sonho do futuro ideal. Por certo todos em medicina, a identificação está nos trajes. Em suas características percebem-se traços de quem foi bem cuidado. Semblantes descansados, muito vigor, sem grandes preocupações, a não ser estudar. Estão aqui para no momento viver e se preparar para a profissão. Me repreendo para não cair no preconceito ou qualquer discriminação. Há méritos no que conquistaram, o que lhes custou esforço para aproveitarem a oportunidade que se apresentou. E deve custar ao bolso dos pais em custear seus filhos distantes de casa, em aluguel, alimentação, transporte, livros. Mais ainda para quem mantêm a bela estudante estacionando o carro, denunciada pela procedência na identificação da placa de uma capital de outro estado.
Também almoço por vezes no local. Para mim, água para acompanhar. Vêm-me à memória os tempos que vivi a mesma situação de estudante longe de casa, das cartas pedindo dinheiro aos pais. Tempos bons. Só estudar. Talvez por isso não possa me autorizar a olhar tão negativamente para este privilégio que vivem estes jovens de agora.
Não pude evitar, no entanto, os maldosos sentimentos que de lance atravessaram-me a mente. “Sustento a faculdade desta turma com meus impostos”. Me vejo amanhã numa fila para ser atendido por algum deles no sistema público de saúde. Me antevejo também tendo preferência passando à frente dos demais porque paguei caro uma consulta particular.
À noite receberei minha turma de acadêmicos em instituição particular. Eles me pagam. Vindos atrasados. Ainda com o uniforme do trabalho. Semblantes suados, e cansados depois de mais um dia de luta pela sobrevivência. O que ganham mal cobre o custo da mensalidade. Mantemos e perpetuamos todos este sistema. Criamos, produzimos, sustentamos nossos algozes.