Modelo da UFOPA: sucesso ou tragédia?

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por Ib Sales Tapajós (*)

Ao término do dia de hoje (9 de fevereiro de 2011), um resultado desolador incomodava (e muito!) os dirigentes da recém criada Universidade Federal do Oeste do Pará: das 1.150 vagas ofertadas no primeiro processo seletivo da instituição*, apenas 25% delas foram preenchidas na habilitação – ato que precede a matrícula numa universidade pública.

Esse resultado pífio contrasta com as manifestações ufanistas da Administração Superior da UFOPA quando da divulgação do total de inscritos para o processo seletivo 2011: 17.585 candidatos. Um número deveras elevado, que foi utilizado como argumento para defender o “sucesso” do modelo acadêmico “inovador” implementado unilateralmente pela gestão do reitor pró-tempore José Seixas Lourenço.

Veja-se nesse sentido o discurso do prof. Rodrigo Ramalho, pró-reitor de ensino da UFOPA: “Estamos muito felizes com esse resultado. Superou todas as nossas expectativas, pois esperávamos por volta de 10 mil inscritos. Isso mostra que a Universidade já inicia tendo boa aceitação entre os estudantes, pois esses 17.585 inscreveram-se na UFOPA e não em um curso específico” (Jornal da UFOPA, Edição de Lançamento, dezembro de 2010, página 4).

Ocorre que o pequeno número de habilitados nos força a questionar o “sucesso” da estrutura acadêmica da Universidade. Tudo bem, serão realizadas outras chamadas para habilitação, na famosa “repescagem” (ainda não se sabe quantas).

É possível, inclusive, que as 1.150 vagas sejam preenchidas. E espero que assim o seja. No entanto, no atual momento, é fundamental haver crítica e autocrítica sobre a forma como a UFOPA vem dando seus primeiros passos. Apesar de a Reitoria do Sr. Seixas não estar efetivamente aberta ao diálogo, um debate sério precisa ser travado na comunidade acadêmica e na sociedade do oeste do Pará: o atual modelo acadêmico é realmente o que queremos e precisamos?

Ao contrário do que afirma o pró-reitor de ensino, o número de inscritos no processo seletivo não guarda correspondência com a aceitação da estrutura acadêmica da UFOPA**.

Prova disso é que muitos dos inscritos sequer entendiam como se dará na prática o funcionamento desse modelo. As dúvidas são constantes inclusive entre os calouros habilitados. Não foram raros os casos de estudantes recém-aprovados que indagavam pelos corredores o que teriam de fazer para chegar ao curso que desejavam.

E muitos dos que passaram a entender o funcionamento da estrutura acadêmica da UFOPA desistiram de ingressar na instituição. Isso porque compreenderam que teriam de passar por mais dois processos de disputa de vagas dentro da própria Universidade para poder chegar ao curso almejado.

Para ser mais claro: se o candidato X é aprovado na UFOPA e no mesmo período consegue bolsa integral numa instituição privada através do PROUNI, ele tenderá a optar por esta última, uma vez que, na UFOPA, a vaga no curso almejado não estaria garantida. O mesmo raciocínio é perfeitamente cabível para o estudante que obteve sucesso no processo seletivo da UFOPA e no de outra universidade, federal ou estadual.

E qual o motivo dessa “fuga”? Medo do “novo”? Com certeza não. A causa central é a competição dentro da Universidade. O estudante que deseja ingressar no ensino superior precisa de um grande período de preparação, tanto para os vestibulares quanto para o ENEM. Período que, via de regra, é desgastante, estressante e, para alguns, até traumático.

O grande problema é que na UFOPA há um “vestibular” prolongado, que se dá na passagem do CFI para o instituto e na passagem deste para o curso de graduação. Nem todos estão dispostos a passar por isso novamente. Por isso a UFOPA é a última opção de boa parte dos vestibulandos.

Diante dessa realidade inquestionável, os dirigentes da nossa Universidade do Oeste insistem no discurso da “meritocracia”, afirmando que a competição é importante e saudável. Pode até ser, mas na lógica do mercado, e não na lógica de uma universidade pública federal. Nesta, o objetivo central é a produção e difusão de um conhecimento crítico e voltado para o atendimento das necessidades da população.

Os acadêmicos têm de ser colegas, e não adversários; precisam caminhar juntos na construção do conhecimento, e não ficar disputando quem vai tirar a melhor nota – infelizmente é isto que vai ocorrer com o atual modelo acadêmico-curricular. A lógica “meritocrática” aplicada na Universidade terá, indubitavelmente, um efeito catastrófico.

Outro fator que contribuiu para a não-habilitação de muitos candidatos aprovados é a ausência de uma política séria de assistência estudantil. Muitos dos aprovados são de outras cidades do Pará e, para estudarem na UFOPA, precisariam de recursos que hoje não são disponibilizados pela Universidade. Não temos um Restaurante Universitário (RU) e nem uma moradia estudantil (Casa do Estudante). Dessa forma, o estudante proveniente de outro município, cuja família não possuir renda considerável para mantê-lo em Santarém, fica impossibilitado de desenvolver seus estudos na UFOPA.

Tivemos conhecimento do caso de alguns estudantes que, ao serem aprovados na UFOPA, vieram para Santarém acreditando que a Universidade lhes daria um suporte material mínimo. Após conhecerem a realidade, acabaram desistindo e voltando para suas cidades de origem. Essa situação é triste e deveria receber atenção especial dos dirigentes da Universidade.

Entretanto, a atual concepção de expansão do ensino superior adotada pelo Governo Federal, e defendida pela Reitoria da UFOPA, privilegia a quantidade de vagas criadas, em detrimento da qualidade. Em outras palavras, a expansão acontece de qualquer jeito, sem se garantir a estrutura e os recursos necessários para as vagas ofertadas.

Diante de todo esse cenário, a conclusão a que se chega é que muita coisa precisa ser repensada na UFOPA. Em especial a estrutura acadêmica, que tem de ser debatida democraticamente com a comunidade acadêmica e com a sociedade em geral. O atual sistema autocrático de gestão da Universidade, em que o Reitor decide sobre tudo e sobre todos, dá sinais claros de falência e precisa urgentemente ser substituído por um sistema democrático e participativo, onde todos tenham voz e vez e possam contribuir na definição dos rumos da instituição.

Caso contrário, estaremos desperdiçando o enorme potencial da Universidade Federal do Oeste do Pará. E é muito fácil prever as conseqüências negativas disso, já que a UFOPA é o principal projeto de desenvolvimento social em execução na região nos últimos anos. Mas para que ela efetivamente cumpra seu papel protagonista na região, muita coisa precisa mudar. Eis o nosso grande desafio: (re) construir uma Universidade no interior da Amazônia.

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# Ib Sales Tapajós é acadêmico de Direito da UFOPA, militante do coletivo estudantil Romper o Dia! e coordenador geral da União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES).

* Além das 1150 vagas ofertadas no processo seletivo 2011, que utilizou as notas do ENEM, foram reservadas 50 vagas para candidatos indígenas, a serem preenchidas através de processo seletivo especial.

** Na estrutura acadêmica da UFOPA, o estudante ingressa inicialmente no ciclo de formação interdisciplinar, com disciplinas comuns a todos os 1.200 alunos; posteriormente, segue para algum instituto; e por fim chega num curso de graduação. É importante destacar que haverá uma competição interna para se passar de uma fase à outra: os acadêmicos serão classificados de acordo com o índice de desempenho acadêmico (IDA) que atingirem.


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142 Responses to Modelo da UFOPA: sucesso ou tragédia?

  • Gostaria de entender melhor este modelo da UFOPA. Alguem tem o projeto politico para que eu possa ler?
    Rosely

  • pesar de não ser santareno amo este pedaço do Para, pelo que li nos comentários infelizmente os Jovens de santarém e municípios vizinhos não mereciam este tipo de tratamento mais ao analisar o caso com mais calma vejo que no final da contas o responsável por esta tragedia somos nos mesmos que não sabemos votar.

  • Jeso, o link que me direcionou a este post foi “membros do DCE visceralmente contrários ao modelo pedagógico da universidade”.
    Não vejo isso no presente artigo. Nele, o autor expõe com objetividade e consistência os principais defeitos do projeto acadêmico da UFOPA. A meu ver é uma crítica construtiva, de alguém que quer o melhor para a Universidade.
    Eu sou formado em Direito e trabalho na seara jurídica em Belém. Na minha época de vestibulando, eu não faria uma opção pela UFOPA, pois não teria assegurada minha vaga no curso de Direito, que sempre desejei fazer.
    Imagino que, assim como eu em minha época, boa parte dos estudantes da nova universidade já sabem com precisão que curso querem (com certeza boa parte quer o Direito). Assim, é um desperdício de tempo e de dedicação forçar alguém a cursar dois anos de generalidades para, depois, se dar conta de que não conseguirá ingressar no curso de graduação pretendido – afinal de contas, não há vaga em Direito para todos, por exemplo.
    Esse problema tem que ser resolvido, caso contrário a UFOPA cairá em mais descrédito do que já caiu.

    1. Concordo plenamente. Apesar de o protesto na aula magna não ter ocorrido em momento oportuno, o movimento estudantil tem todo o direito de criticar esse modelo absurdo, que impede os estudantes de ingressar no curso que desejam logo no início da universidade.

  • Este artigo e o do Prof. Gilson demonstram cablmente porque esse modelo não serve pra nossa região. A juventude santarena merece um ensino superior de qualidade. Abaixo o ciclo básico!

  • Ops ! por um momento pensei estar no Iraque líbia ou na China !!! Os Rei Torres ( os res que ficam nas torres de marfins acadêmicas, os PHdeus ! imagina ! não toleram ser criticados e nem as instituições que não adimistram como Re (cois ) Pública ! Ei ! filhote de Rei Tor vai sentar no pudim que é mole vai ! se queseres ser dedo duro ainda existe os curso da Escola Superior De Guerra de maldita memória !!! Viva Montesquieu !! Viva a Liberdade de expressão !!! Chora Cavaco !!!!!

    1. hahahaha
      Muito bons os trocadilhos!
      Deveriamos fazer concurso pra comediante na UFOPA.
      É rir pra não chorar..

    1. “jorge moraes”, qual o seu número de matrícula e seu RG?
      Vc fica com ironias e desrespeitando a UFOPA.. Saiba que isso dá processo disciplinar.
      Nosso reitor não está gostando nada disso, assim como não gostou nem um pouco desse post, Jeso. Vamos respeitar a UFOPA!

      1. Ai, meu Deus! Tô morrendo de medo desse professor puxa-saco do REItor.
        Meu amigo, se o Seixas não aguenta a pressão, pede pra sair!
        O Jeso tá de parabéns por divulgar informações e matérias como esta, que permitem a sociedade formar seu convencimento de modo qualificado.
        E vamos continuar criticando essa reitoria, aqui nesse blog e em qualquer lugar onde tenhamos abertura para tanto..

        Ass.: o INIMIGO DO REI.

    2. Quem dera fizesse convênios com o Circo de Soleil ou outra instituição cultural ou de diversão – o lazer e a cultura também devem fazer parte do universo acadêmico.
      A UFOPA só está aberta a convênios com grandes empresas como a ALCOA, que só trazem infelicidade ao povo da região. Além de matar recentemente um trabalhador na linha de trem, a ALCOA mata a cultura da numerosa população tradicional do interior de Juruti.
      Como diz o adágio popular, “diga-me com quem andas que te direi que és”. Viu, UFOPA?!

  • pô ! os mocorongos sempre se acharam a elite pensante da várzea !!! a Várzea City sempre se considerou a Atenas do baixo amazonas ! não tem vida inteligente aí prá dirigir uma un iversidade ????? What a shame my god !!!!!!

    1. Tem vida inteligente sim!
      A UFOPA possui um quadro docente muito bom e preparado.
      Mas pra que tenhamos a direção que queremos, essa politicagem de Brasília precisa acabar.
      FORA SEIXAS!
      Queremos eleger nossos representantes já!!

      1. Temos que exigir também o FORA RAIMUNDA MONTEIRO, vice-reitora que defende esse sistema de ciclos.
        Queremos eleger nosso reitor e nosso vice-reitor!

  • eita porra ! baixou o FEBEASAN ( FESTIVAL DE BESTEIRA QUE ASSOLA SANTARÉM ) NA UFOPA ! TAVA DEMORANDO !!!!!

  • os mocorongos vivem berrando por autonomia quando a tem na maão a jogam fora por pura incompetência ! não sabem administrar um simples universidade e se arvoram a dirigir um estado !!!!

    1. Pô, Jorge Moraes, não mude o foco do debate.
      Já basta o prefeito de Manaus falar um monte de idiotices sobre os paraenses. E agora vem você falar mal dos santarenos.
      Fique sabendo que quem dirige esta Universidade – UFOPA – não são os santarenos. Embora haja alguns mocorongos na atual Administração, quem de fato dá as linhas são pessoas como Seixas Lourenço, Nilson Pinto, Rodrigo Ramalho, Arlete Moraes, Dóris Faria, etc. Nenhum deles nasceu nesta cidade bonita chamada Santarém.

    2. cara, voce tá por fora, mas o Pro-reitor de Ensino Rodrigo Ramalho, não tem nada haver com Santarém e muito menos com o Pará, pois ele é do Alagoas, assim como a mentora deste modelo de ciclos é a Prof. Doris que veio da UNB de Brasília, e o Reitor Seixas Lourenço nem mora em Santarém.
      O erro de Santarém foi votar no Flexa e Nilson Pinto (PSDB) que indicaram esses figurões ao MEC, e o Ministro Haddad (PT) concordou e os impos a Santarém.

    3. Quando nós, mocorongos, tivermos a possibilidade real de conduzir os rumos de nossas instituições, as coisas vão mudar de fato.
      VIVA O ESTADO DO TAPAJÓS!

  • Atualizando as informações:

    I) Na última sexta-feira (25/02), foi lançado o edital da 5ª chamada da UFOPA. Na lista, constavam mais de 300 nomes.
    II) Como se não bastasse o baixo número de habilitados, que provocou essas várias repescagens, o percentual de matriculados também tem sido baixo. Ou seja, vários estudantes que se habilitaram na UFOPA não realizaram suas matrículas.
    III) O pró-reitor de ensino da UFOPA, Rodrigo Ramalho, já apronta suas malas para dar o fora de Santarém. Devido ao fracasso do primeiro processo seletivo da instituição (motivado principalmente pelo ‘novo’ modelo acadêmico), a moral de Ramalho caiu e ele está sendo destituído de seu cargo.
    IV) O Prof. Carlos Machado, diretor de ensino da UFOPA, pediu exoneração do seu cargo. Não aguentou a pressão e o fracasso do projeto que passou a defender nos últimos 4 ou 5 meses.

    Eis a situação da UFOPA: de mal a pior.

    1. Ouvi dizer que quem vai assumir a pró-reitoria de ensino é o Professor Aquino, um dos maiores defensores das famigeradas licenciaturas integradas, inclusive da junção Matemática+Física.
      Para defender esses cursos monstrengos, Aquino utiliza argumentos como “o professor do ensino básico não precisa fazer pesquisa”; “pesquisa científica é só pros cursos de bacharelado”; “acadêmicos de licenciaturas só têm de aprender a dar aula, portanto não precisam conhecer com profundidade o objeto de estudo da matemática ou da física”…
      Já se vê que as coisas não vão melhorar em nada. Parece que o senhor Reitor não tirou as devidas lições da tragédia das mil repescagens da UFOPA..

  • Caros comentaristas,

    Hoje temos o Prof.Dr.Msc.PhD “GOOGLE” e portanto tanto faz o nível da instituição ou professores.
    Alguns precisam apenas do canudo para concursos ou para empregos em outros estados.
    Com uma cidade como a nossa em que nada funciona, é querer demais que a UFOPA funcione às mil maravilhas.

    Sds

    1. Se nada funciona em Santarém, faça um favor para você mesmo: se retire. Pelo que sei, ninguém é obrigado a ficar aqui..

      1. Boa, santareno. Também fico p. da vida quando vejo pessoas de fora falando mal dos santarenos, como se só por aqui tivessem problemas.
        Nós mocorongos merecemos serviços públicos de qualidade, uma Universidade de qualidade, escolas boas, etc. E precisamos lutar por isso.

  • Acho interessante que a sociedade se reúna em torno dessa discussão acerca do modelo adotado pela UFOPA ser ou não aquele que efetivamente atenda às demandas da nossa região, uma vez que ela atinge diretamente nosso crescimento e relevância no cenário regional.

    Entretanto, usar como um argumento desfavorável ao modelo, o fato da Universidade ainda não ter conseguido habilitar, por falta de aprovados locais, os 1150 candidatos para as vagas que disponibilizou, é no mínimo irresponsável. Pois esse fato serve para atestar uma outra realidade, a do péssimo nível do ensino ministrado aos nossos jovens, principalmente na rede de ensino estadual. É sabido que nossos candidatos não atingiram notas suficientes para estarem entre os primeiros a serem chamados para a habilitação.

    Constatou-se que a maioria dos candidatos aprovados foi da grande Belém, por essa razão tenho certeza que se eles fossem daqui, não haveria a necessidade de tantas listas de recompletamento.

    Aproveito a oportunidade para lançar uma pergunta: Se os candidatos locais estivessem aptos a habilitação na UFOPA (leia-se Universidade Pública) e também aptos às outras Instituições particulares de ensino superior, qual seria a Universidade que eles elegeriam para sua matricula, aquela que precisaria pagar no mínimo R$ 700,00 por mês, ou a pública sem ônus para o aluno?

    Visualizo essa discussão como uma que discute o sexo dos anjos, julgando um modelo que ainda nem foi implementado de fato, e que poderá ser, ao contrário do que muitos apregoam, um modelo que atenda as necessidades regionais, com a formação de profissionais que conheçam com profundidade os problemas locais, para poder equacioná-los.

    Penso que nesse momento deveria ser levantado um outro debate, o de como melhorar o nível da educação da nossa região, para que nos próximos processos seletivos nossos jovens estejam entre os primeiros classificados, seja da UFOPA, seja de qualquer outra em qualquer região.

    1. Caro amigo,
      Sua preocupação com a qualidade do ensino básico é muito pertinente.
      Eu, como professor de alguns cursinhos de Santarém, verifico in loco as inúmeras deficiências conceituais e cognitivas dos nossos jovens, especialmente daqueles oriundos da escola pública.
      E, dentro desse prisma, a UFOPA presta um grande deserviço à sociedade da região: precarizar a formação de professores através das famigeradas “licenciaturas integradas”.
      Não haverá na UFOPA um curso de licenciatura em geografia: esta ciência será fundida à História num único curso de graduação. O mesmo ocorrerá com Matemática e Física, Química e Biologia, Filosofia e Sociologia, etc.
      Quem perde com isso? Os alunos de Santarém e baixo Amazonas, que terão aula com professores que receberam uma formação acadêmica no mínimo questionável.
      Por isso, criticar esse modelo acadêmico não é irresponsabilidade: é, acima, de tudo, comprometimento com a educação no oeste do Pará.

      1. Caro Pedro Silva,

        Em momento algum disse que a crítica ao modelo atual é irresponsável, devemos sim levantar o debate em busca da melhoria e da excelência, mas volto a afirmar que é irresponsável usar como argumento o fato de a Universidade ainda não ter conseguido habilitar os 1150 candidatos para as vagas disponibilizadas.

        1. Tudo bem, respeito sua opinião. Mas ela está descolada da realidade.
          Vários alunos meus deixaram de ingressar na UFOPA por conta dessa nova estrutura acadêmica. Ouvi diversas vezes frases como “Passei na UFOPA, mas não sei pra quê..”.
          Tenho uma aluna que, tendo sido uma das primeiras colocadas na UFOPA, prefiriu continuar fazendo cursinho para se preparar para o vestibular em Direito da UFPA (Belém).
          Obviamente, não é esse o único motivo do baixo número de habilitados, mas com certeza é um dos principais. A realidade o demonstra.

          1. Caro Pedro;

            Muitas vezes esses alunos sequer tinham a intenção real de vir a Santarém; independente do curso que viria a passar, caso fosse o modelo anterior.

            A maioria dos que não se habilitaram apenas se inscreveram por se increver… para verificar seu nível no máximo, afinal, a inscrição era de graça, não é mesmo?

            Concordo do a visão do colega “Leitor do Blog” e creio que, caso houvesse uma taxa de inscrição no processo seletivo, provavelmente o numero de inscritos cairia drásticamente e não haveriam tantos desistentes assim.

            Abraço

          2. Então me explicam porquê a Unicamp está fazendo a 3ª chamada?
            Porquê a UFTM(MG) está na 5ª chamada?
            Porquê no PS 2010 da UFPA não conseguiu habilitar cerca de 900 candidatos aprovados e não conseguindo nem preencher certos curso?

            Será que essa desistência de aprovados é unicamente da UFOPA?

  • Jeso, queria aproveitar este espaço pra repudiar a atitude da Pró-reitoria de Administração, comandada pela Professora Arlete, que decretou ano passado o AI-5 Universitário, impedindo o acesso de estudantes, professores e membros da comunidade externa ao espaço físico da Universidade fora do horário letivo.
    Isso é uma atitude completamente incompatível em uma Universidade PÚBLICA!
    Pelo fim do AI-5!
    FORA ARLETE!

  • Aproveitando esse clima de euforia e indignação da comunidade acadêmica com seu REItor-ditador pró-tempore, dedico ao senhor Seixas Lourenço uma música do nosso inesquecível Chico Buarque:

    “Hoje você é quem manda.
    Falou, tá falado
    Não tem discussão, não.
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado e olhando pro chão
    Viu?
    Você que inventou esse Estado
    Inventou de inventar
    Toda escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar o perdão

    Apesar de você
    amanhã há de ser outro dia
    Eu pergunto a você onde vai se esconder
    Da enorme euforia?
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir em cantar?
    Água nova brotando
    E a gente se amando sem parar

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros. Juro!
    Todo esse amor reprimido,
    Esse grito contido,
    Esse samba no escuro

    Você que inventou a tristeza
    Ora tenha a fineza
    de “desinventar”
    Você vai pagar, e é dobrado,
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Ainda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria

    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença

    E eu vou morrer de rir
    E esse dia há de vir
    antes do que você pensa
    Apesar de você

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia

    Como vai se explicar
    Vendo o céu clarear, de repente,
    Impunemente?
    Como vai abafar
    Nosso coro a cantar,
    Na sua frente.
    Apesar de você

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Você vai se dar mal, etc e tal,
    La, laiá, la laiá, la laiá??

  • Jeso, ao final da segunda chamada da UFOPA (esta quinta, dia 17), ainda sobraram 660 vagas a serem preenchidas.
    Ou seja, mais da metade das vagas ainda esperam ser ocupadas..
    E aí, quem se atreve a defender o sucesso desse modelo acadêmico??

  • Vamos fazer na semana que vem uma grande MANIFESTAÇÃO na UFOPA e exigir que o reitor deixe o cargo. Contamos com todos. Vamos até o fim. A ufopa será nossa!!!!!

    1. e tu vais colocar quem no cargo, seu esperto?

      já viste o que, para que ocorra uma eleição na ufopa, se faz necessária a elaboração da estatuinte, a qual justamente o DCE juntamente com outros professores “revolucionarios” que tanto reclamam deste modelo fizeram questão de inviabilizar?

      acorda pra vida, meu!

  • Como eu já disse em outros comentarios, e volto a firmar! Parece até engraçado, mas tem quem diga coisas do tipo “A UFOPA veio para alavancar a educação na região”, tento buscar provas lógicas e concretas para tentar acreditar nesse tipo de coisa, mas o que vejo e totalmente o contrario. Como estudante vestibulando vejo que a UFOPA está longe de ser expansão da educação, justo porque acabar com duas universidades federais(UFPA e UFRA) e fazer uma junção para criar somente uma (UFOPA) é desrespeito e regreção da educação, pois a UFOPA deveria ser uma nova opção, uma nova universidade, sem acabar com duas já existentes. Isso sim! Poderia ser afirmado como expansão da educação, mas o que acontece é que o governo quer diminuir custos, gastos com a educação. Outra, a UFOPA veio para formar mão de obra para grandes latifundiários, sim! Estou falando das hidrelétricas e mineradoras que estão arrombando e acabando com nossos bens naturais, e só ver a grade de cursos oferecidos, são cursos voltados para a mão-de-obra científica, ciências pesqueiras, física ambiental, etc. Ou seja, futuros profissionais que as grandes hidrelétricas e mineradoras que estão por vim irão precisar bastante, e o governo acha isso simplesmente ótimo, pois os grandes latifundiários geram lucros para o estado, então, pensão eles: “vamos formar mão-de-obra e que se danem os jovens que querem ter um bom ensino superior e um diploma com prestigio”. Os novos calouros estão sendo cobaias de um experimento do governo que nem eles sabem se vai prestar ou não. É uma pena saber que a maioria das pessoas não abrem os olhos para enxerga isso.

    Podem esperar, pelo jeito vem mais listas!

  • Que se façam quantas chamadas forem necessárias para preencher as 1500 vagas.

    Repescagem não é nenhuma novidade nas universidades públicas brasileiras. A conceituada UNESP, por exemplo, prevê 10 (dez) chamadas. Isso mesmo 10 chamadas, com calendário e tudo…

    O importante é que a UFOPA está disponibilizando 1500 vagas no ensino superior em Santarém, que serão preenchidas em conformidade com a demanda de alunos que fizeram o Enem e se tornaram aptos a se habilitarem para cursar numa instituição federal. O resto é “topoca”!

    Parabéns aos novos calouros classificados em 3ª chamada!

    A UFOPA somos nós!

    1. atá,agora que comparar a a unesp com a ufopa que vai colocar seus alunos para estudar em um hotel.É como morar de casa aluga,a qualquer momento vc pode ser despejado.
      ah! parabéns por vc ser um dos aprovados da ufopa,mas cuidado, seu diploma pode não valer no final do curso.

      1. A tradicional UFSCar alugou salas de uma universidade particular em sorocaba para abrigar seus alunos no primeiro ano de Universidade enquanto o predio do campus estava sendo construído.

        Agora pergunto em que critérios você está se baseando para dizer que o diploma da UFOPA pode não ser validado?

        Deixe de argumentos pífios e diga algo concreto!

    2. O pior cego é aquele que não quer ver..
      Dizer que as várias repescagens são algo normal é palhaçada!
      Durante meus 20 anos como professor universitário em Santarém, jamais vi algo do tipo.
      “Ah, mas a UFOPA ofertou 1.500 vagas..”.
      E daí? A UFPA/campus do Guamá (Belém) oferta todo anos cerca de 10 mil vagas e o índice de repescagem não chega a 7%..
      O que está errado na UFOPA é esse modelo acadêmico. Ainda há tempo de corrigi-lo. Mas pra isso acontecer, algumas pessoas precisam superar a cegueira branca que as impede de ver a realidade tal como ela é.

    3. Calouro UFOPA 2011, vá estudar na UNESP então.
      Aqui em Santarém queremos e EXIGIMOS uma Universidade de qualidade, e não esse arremedo de universidade que tá sendo imposto.
      Pare de ser puxa-saco e pense por conta própria!

    4. Calouro UFOPa 2011,

      Primeiro, são 1200 vagas, sendo que 50 são para indígenas, que tem processo seletivo diferenciado, portanto são 1150 vagas para os não-indígenas.

      Para que possamos compreender com clareza os eventos de nosso mundo, temos que nos indagar, dentro dos processos, primeiramente sobre o que nos causa estranheza, por ter um distanciamento tão grande do evento anterior – o que nos leva a crer que o evento posterior ou é muito bom ou muito ruim.

      Primeiro, uma demanda por vagas monstruosamente superior a oferta. Com a adoção de outro processo seletivo, nacional, homogêneo, as vagas não apenas atingem a demanda como a superaram esmagadoramente… Não soa como uma distorção? Como se algo estivesse errado? A UFOPa continua semelhante aos campus da UFPa e da UFRA. Não podemos nos furtar da crítca, da reflexão e da procura por respostas coerentes.

      Ou seremos para sempre apenas cordeiros, que jamais se tornarão leões.

      MOVIMENTO UFOPA LIVRE!

      FORA SEIXAS E REITORIA PRÓ-TEMPORE!

    5. Calouro UFOPA 2011

      Parabéns, vc é o modelo de aluno ideal para a UFOPA, seu IPS está altissimo e isto certamente será levado em conta na hora da sua aprovação para o curso que vc escolher. Pois é, lembro-me do jovem Wallace, ainda no ensino médio, encabeçando algumas lutas estudantis, ocupando a prefeitura e brigando pelos seus direitos e dos demais. É Wallace que bom que o seu ingresso no curso de Direito dependeu somente do seu esforço e competência, porém não será o caso do calouro UFOPA 2011 que terá que engolir todas as faltas que essa nova Universidade tem para oferecer. Faltam salas, cadeiras, biblioteca, restaurante universitário, laboratórios e o principal; faltam professores realmente comprometidos com uma educação de qualidade, professores mais éticos, mais humanos. Pra quê professores doutores que não SABEM dar aula? e ainda dizem que não querem ir para sala de aula, mas fizeram o concurso para PROFESSOR da UFOPA. Meu caro calouro da UFOPA 2011, o problema da repescagem é quase nada perto do que vc irá enfrentar na UFOPA, pois a falta de calouros matriculados é só o reflexo da verdadeira situação. Aceite um conselho: pare de falar “abrobrinhas”, e se junte a esses meninos, Wallace, Ib e cia, pois jovens como eles estão em extinção. Você não vai poder reivindicar nada, pois corre o risco de ficar “marcado” e te expulsarem da UFOPA com o argumenta de que vc não atingiu a média.
      Acho que esse método da UFOPA é um verdadeiro ” calem-se jovens criticos, vcs estão nas nossas mãos” E VIVA A MEDIOCRIDADE!!!!!!!!!

  • tá pra chegar em dez listas. com esses números a ufopa é a faculdade que mais aprova no brasilkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkfora sexas!!

  • estou sabendo que Prof.Machado na 2 feira pediu prá sair da diretotia de ensino porque”colocaram”de para quedas pau mandado do Aldo, Prof. Aquino…na pró reitoria… pois um dos homens de Brasilia Sr. Ramalho já está de malas prontas para outra universidade , por certo lá também implantara sua vasta experiencia de sucesso, como aqui fez…. 3º lista com nnn possiveis alunos para pelo amor de deus matricularem´se na ufopa…
    estamos com o Machado na mira…. sei o quendo é dificil descer do poder…

    1. E fiquei sabendo também que o homem não pisou na lua, que Elvis está vivo em Salinópolis e que o Rodrigo Ramalho é o Raul Seixas, ainda vivo e sob pesudônimo! Ele é a mosca que pousou na sua soooooopa!

  • FORA SEIXAS TODA A SUA EQUIPE DE PUXA SACOS!!!
    Por uma Universidade mais crítica e livre de projetos nebulosos…

  • Realmente é algo constragedor ter q passar anos em escola e pré-vestibulares pra conseguir uma vaga nuam “universidade federal” pra talvez sair com um ano depois (em 2012)? Ja que ninguém tem a certeza de que terá o diploma do curso desejado! Se realmente essa “estrutura acadêmica” fosse positiva, não haveria tantas pessoas desistindo, já que é uma federal, onde todos os classificados deveriam fazer “questão” de se matricular. Não sou do Pará, sou de outro Estado… moro aqui há 3 anos, mas nenhum pouco feliz em saber que “passei na UFOPA” sabendo que a qualquer momento eu possa sair dela e sem “nada” nas mãos ou na mente! Aff

  • Crítica sagaz a sua Ib! Atingistes o cerne do discurso ufanista da Reitoria que procura mascarar toda a precarização que vem no bojo do “inovador” modelo acadêmico que estão tentando empurrar goela abaixo da comunidade acadêmica!

    Para os que querem saber mais sobre o que está havendo na UFOPa, é interessante ler algo que Marilena Chauí (Doutora em Filosofia e professora da USP) escreveu:

    “A universidade pública sob nova perspectiva”
    https://www.scielo.br/pdf/rbedu/n24/n24a02.pdf

    Ela com maestria destrincha e desmascara o discurso de uma pseudo-interdisciplinaridade, que subterraneamente propõe uma Universidade [des]construída para ser Operacional.

    Leiam, reflitam, discutam, propagem!

    MOVIMENTO UFOPA LIVRE!

  • Vamos iniciar uma campanha! Só estou em dúvida por qual eu começo. PROCURA-SE ALUNOS PARA UFOPA OU FORA SEIXAS LOURENÇO!

    O que vocês acham???

  • Diante de tantos fatos fica aqui minha indignação como estudante… É desolador e insustentável que tenhamos que passar por isso, como o próprio Ib fala: “Prova disso é que muitos dos inscritos sequer entendiam como se dará na prática o funcionamento desse modelo. As dúvidas são constantes inclusive entre os calouros habilitados. Não foram raros os casos de estudantes recém-aprovados que indagavam pelos corredores o que teriam de fazer para chegar ao curso que desejavam”
    E com isso me pergunto e abro a respostas de quem poder esclarecer-me: Se o modelo atual for modificado de alguma forma, como estudantes que passaram nesse primeiro processo poderam adentrar nos seus respectivos cursos?? Vai ter uma prova interna? E os que não conseguirem média, teriam outra opção de curso??

  • Eu estava sem acesso à internet nos últimos dias, e só agora pude ler o artigo do Ib Tapajós. Ótima análise. De minha parte, respondo a pergunta lançada no título do post: o modelo da UFOPA é uma tragédia! E uma tragédia que já tinha sido anunciada desde 2009 pelo movimento estudantil dessa Universidade, bem como por algumas organizações do movimento social de Santarém que integravam a Comissão Popular para a Nova Universidade.
    Infelizmente esses setores não foram ouvidos pela Comissão de Implantação do MEC/Reitoria Seixas Lourenço. E o resultado é esse: um desatre.
    Fico muito triste em ver um projeto tão sonhado pelo povo da região ser jogado no lixo por um grupo político oriundo de Brasília que não tem real preocupação com a Amazônia.
    Mas tenho esperança de que a comunidade acadêmica da UFOPA, principalmente os estudantes, travará uma batalha séria em prol de uma Universidade pública, gratuita e de qualidade.
    A vitória será nossa!

  • Será que o reitor com sua equipe de comunicação não irá dar nenhuma satisfação ao povo santareno??????
    Com a palavra o Reitor

    1. A reitoria já deu uma “resposta”.
      No jornal “O Estado do Tapajós”, o pró-reitor de ensino (rodrigo ramalho) disse que o baixo número de habilitados já era esperado, pois boa parte dos aprovados não era de santarém.
      A quem eles querem convencer com isso?
      Se estavam cientes de que a procura seria baixa, por que não disseram isso no tempo correto? Agora querem dar uma de videntes e sair por alto. Mas a história não perdoa erros cruciais como esse. Ao invés de inventar desculpas, o melhor seria esse pró-reitor (que não é de santarém nem da amazônia) tentar conhecer mais a nossa realidade e nossas necessidades. Chega dos pacotes prontos de Brasília.
      Os estudantes e a sociedade merecem uma Administração séria pra UFOPA. E merecem também uma educação superior de qualidade, não esse modelo maluco dos velhos de Brasília.
      Basta!

  • PARABÉNS ao camarada IB SALES TAPAJÓS.
    Seu texto foi um tiro certo nessa Reitoria autoritária da UFOPA
    É assim que atua o coletivo nacional Romper o Dia!, sempre na luta em defesa dos estudantes de todo o Brasil. Sem sectarismo e sem oportunismo. Procurando atuar dentro das Universidades no intuito de garantir uma educação pública de qualidade, que garanta aos estudantes todas as condições de que precisam.
    Quem quiser conhecer mais o nosso trabalho, veja nossa página na internet:
    https://romperdia.wordpress.com/
    “Olê olê, olê olá. A juventude é pra lutar. Romper, romper, romper o dia já!”.

  • Pessoal… a pessoa que assina as postagens acima com o nome de Prof. Gilson Costa é um impostor. O verdadeiro Prof. Gilson Costa está viajando para o encontro em Anapu e sequer tem tido contado com email ou mesmo celular uma vez que nao há sinal por lá. Parece ridículo, mas é a verdade.
    Tomem cuidado com as fontes das informaçoes.
    Prof. Gilberto Rodrigues -ICED

  • A Unicamp, uma das mais conceituadas universidade do país, realizou um processo seletivo para o preenchimento de 3.444, com a participação de 57.201 inscritos. Foram aprovados em segunda etapa 16.644 vestibulandos.

    Ontem, a intituição anunciou a sua segunda chamada para matrícula, uma lista com 1.502 nomes, ou seja, quase 50% das vagas. Será que isto indica que o modelo acadêmico da Unicamp está falido? Ou o reitor de lá também é um autoritário que está botando medo nos calouros? Tal como querem apregoar os “profetas” do fim da Ufopa?

    Ora, todos sabemos que Ufopa realizou o seu primeiro processo seletivo, é uma instituição de ensino superior em formação, não é conhecida como uma Unicamp, uma UFPA, etc, e mesmo assim teve mais de 17 mil inscrições, e só isso já é louvável. Daí, querer que todos os 1.500 aprovados em primeira chama façam sua matrícula é querer de mais… e mais ainda, alegar que o alto número de vagas para a segunda segunda é resultado de uma rejeição ao modelo acadêmico da UFOPA, é forçar demais a barra para que a “profecia” dos agourentos seja confirmada.

    Devagar com o andor, camaradas…

    Este não é o fim, é apenas o começo!

    1. De novo esse pseudo-calouro da UFOPA dizendo um monte de besteiras aqui nesse blog..
      Meu querido, é verdade que o índice de repescagens nas universidades federais tem sido elevado nos últimos anos, especialmente pela adoção do ENEM como mecanismo de seleção e ingresso nas mesmas.
      Porém, você não conseguiu perceber ainda que NA UFOPA O NÚMERO DE INSCRITOS FOI BAIXO DEMAIS?! Menos de 25% dos aprovados se habilitaram na UFOPA!
      Na UNICAMP, de acordo com os números que vc próprio mencionou, 57% dos aprovados se habilitaram e efetivaram matrícula.
      Ou seja, uma diferença percentual de 32% entre as duas IFES. Você acha isso pouco??
      Se eu fosse você, procuraria me informar mais sobre a realidade da UFOPA, ao invés de ficar tentando (em vão!) confundir os leitores com informações e argumentos distorcidos.

    2. A UFOPA em Santarém em termos de vagas pra universidade não é nada mais nada menos do que a UFPA de antes, só mudou de nome meu caro. Essa sua argumentação é infundada. Procure saber mais sobre a UNIVERSIDADE EM SI. As vozes que aqui falam vivem na pele o que é a essência da Universidade aqui em Santarém hoje, e nada mais REAL do que o relato dessas pessoas.

    3. Este é o começo do fim da era Seixas Lourenço.
      Por eleições direta pra Reitoria da UFOPA!
      Já temos inclusive uma música que em breve será ouvida constantemente nos corredores da universidade: “Olê, olê, olê, olá. DIRETAS JÁ”

  • Muito bom Ib!
    Até quando os iluminados de brasilia iram continuar fazendo m… na UFOPA?!

    FORA SEIXAS LOURENSO!!!!!!!!

    1. Brilhante o texto do Ib Tapajós. Essa é uma das vantagens das universidades públicas, o debate de ideias é feito sem censuras. Isso não acontece com as privadas.
      O Ib fez argumentos importantes e precisamos saber os argumentos da reitoria para o debate ser fortalecido.
      O acadêmico será submetido a processos internos para entrar no curso que quer?

      1. Sim, haverá DOIS processos internos de seleção, da seguinte forma. No final do primeiro semestre ocorrerá uma primeira seleção, do ciclo básico, que todos ingressaram, para um dos cinco institutos que compões a UFOPA. NO final do terceiro ou quarto semestre ocorrerá a seleção do Instituto para os cursos vinculados ao Instituto. Em outros termos, a primeira seleção dividirá os 1200 alunos entre os 5 institutos da UFOPA. Vale ressaltar que não terá uma prova do tipo vestibular, a seleção se dará sobre o desempenho do aluno ao longo do(s) semestre(s) . Por exemplo, o aluno que quiser cursar Direito, terá que ter notas suficientes para estar entre as vagas disponíveis no Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), uma vez que é neste Instituto que está vinculado o curso de Direito e, depois, se classificar dentre as vagas disponíveis para o curso de Direito. Por outro lado, se o aluno no final das seleções não tiver índice para entrar no curso de Direito ele terá que escolher outro curso oferecido pelo ICS. Pasmem!!!! Neste ponto do processo todos os alunos recebem um diploma universitário.
        Daí por diante, os contentes com a posição que alcançaram ingressam em seus cursos.

        1. “Diploma Universitário”??? De quê??? de alfabetizado???

          Esse estágio inicial funciona como uma espécie de nivelamento, de introdução do calouro ao universo acadêmico, quase como um super rito de passagem, do mundo da estupidez plena ao mundo da estupidez disfarçada.

          1. Walace, é hoje e amanhã nossa matricula na UFOPA???

            Este vai ser um longo ano, hein meu caro?!

  • Prof. Gilson nós do M.E. da UOPA não somos aves agorentas e muito menos estamos torcendo para que este modelos de universidade dê errado, apenas estamos denunciando,esclarecendo e dando nossa opinião sobre esse “modelo inovador da UFOPA” para quem ainda não sabe como ela funciona. E se para vc as pessoas que discordam desse “modelo inovador da UFOPA” são “aves agorentas” e “Profetas do Apocalipce”,então temos um grande de nº profetas do apocalipse no movimento estudantil da UFOPA. E eu sou um dos “Profetas do apocalipse”

  • Vale ressaltar que esse modelo – que é importado dos países ricos e que já se tentou implentar no Brasil durante a ditadura militar, ou seja, não tem nada de novo, é uma cópia usada – previlegia o ensino privado, pois, além de o aluno não ingressar no curso que deseja, como muitos dos alunos ficarão no meio do caminho sem formação vão buscar alternativa nas universidades pagas via FIES, PROUNI (que enriquesse ainda mais os empresários do setor), trabalhando o mês todo só para pagar a mensalidade de um curso de EAD desses supercados chamados de universidade.

  • infelizmente se reproduz os ataques àqueles que “ousam”, simplesmente, discutir o “inovador” modelo acadêmico da UFOPA, denominado-os “contra UFOPA”, “contra-universidade”, que “torcem para não dá certo”.

    a Universidade nessa região é uma conquista do povo do oeste do Pará. Trará impactos relevantes na vida desta região, na produção do conhecimento. Será um instrumento importantíssimo ainda, no que pensamos e o que pretendemos fazer com a Amazônia.

    portanto, temos a responsabilidade de tornar a UFOPA mais democrática, conhecer suas estrutura, preocuparmos com o que sairá de lá.

    parabéns ao movimento estudantil

  • O academico que precisar transferir-se daqui há um ano da ufopa.. como será aceito em outra universidade pública que tem modelos tradicionais….?

    e o que vem por transferência …. militar..funcionário público… os ex-officio como ingressam ?

    Aterrisem voces desta diretoria de ensino… acaso consideram que estamos ilhados em Stm ?

    O que voces nos propõe é uma vergonha

  • Nada mais me surpreende de besteiras vindo do próprio MEC, que pra mim é uma instituição falida, e, por tabela, essas porcarias de universidades federais, que pelo jeito, vão ficar assim: DE MAL A PIOR!!!! E ainda tem “professor” que defende essas “inovações”, fazer o quê?????????

    1. Isso não é um modelo do MEC, se fosse, todas as universidades novas teriam esse modelo. Qual a outra universidade nova que tu conheces que tem esse modelo?
      Quando a burrice local é maior, o culpado sempre é o governo federal… KKKKKK
      Há muitos programas importantes do MEC, mas quando chegam nos municípios e estados esses programas pioram, porque há outros interesses, que não são o da qualidade.

      1. Várias Universidades “novas” adotam um modelo parecido com esse.
        A Universidade Federal do ABC (criada em 2007) foi a segunda nos últimos anos a adotar o sistema de ciclos. A primeira foi a UFBA.
        Tudo isso que ocorre hoje na UFOPA é consequencia trágica de um Decreto do MEC que instituiu o REUNI – Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais. Um dos artigos do decreto prevê a “reestruturação acadêmico-curricular” das IFES.
        Portanto, meus caros, a burrice é tanto do MEC quanto da Reitoria da UFOPA. Fora todos eles!

        1. Na matéria da revista Época sobre as 14 novas universidades federais, consta que o modelo acadêmico incentivado para os novos cursos é o que começa com o ciclo básico. “Nele, alunos de cursos diferentes estudam as mesmas disciplinas nos dois primeiros anos”. Isso porque “reduz a necessidade de contratação de professores, já que, nos primeiros anos, as salas têm de 100 a 200 alunos”.
          É só conferir:
          https://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI204422-15223,00-CADE+A+UNIVERSIDADE+ANUNCIADA+AQUI.html

          A UFOPA é só mais uma vítima (fatal) da política educacional do MEC.

  • Professor, eu tô torcendo para que isso dê certo também, mas desconfiado. Você não acha preciso ouvir as vozes que vem da rua, dos 75 % dos estudantes não habilitados (nos meus bons tempos de UFPA, 100% estariamos lá, embora 75% desistisse depois). Ah ouvir os descontentes como o Ib (que é la de dentro e convive no dia a dia com a discussão.)
    Faça uma pesquisa com os transeuntes no centro da cidade. A maioria certamente nem vai saber que é UFOPA (isso é gravíssimo) e outra parte tá p da vida com a UFOPA e com seu caráter antidemocrático desde a sua concepção. Ah talvez um por cento dos que a conhecem e a apoiam até ficaria calado, se absteria e não influenciaria na opinião pública.
    Você sabe que o debate é salutar. Que monotono seria se todos pensasse igual a mim ou a você.

  • Parabéns Ib por discorrer serenamente e por adentrar no cerne do problema em relação a UFOPA. Eu não duvido das boas intenções dos técnicos e gestores ao criarem esse modelo de universidade. Mas como diz a máxima popular “de boas intenções o inferno está cheio”. Um projeto concebido sem um amplo acerto ou debate com todos os níveis de interessados resulta nessa desconfiança geral. Realmente, o acadêmico da UFOPA, tem se preparar para está num jogo. Agora até me lembrei do BBB da Globo. A UFOPA é a nave-mae aqui em Santarém. Os “ufopianos” são “os meus herois” do Dr. Seixas Bial.
    Mas, pisando no chão de novo. Se um jogo tem regras e não se admite o vale-tudo, (quem sabe se não?), então leva-se a vida universitária, nesse modelo acadêmico, a aprender macetes e ampliar o aprendizado do individualismo e do egocentrismo, que são contravalores que o ensino superior deveria extirpar. Olhando está realidade, até fiquei com saudades do meu curso de Letras na UFPA (Campos de Santarém), onde nenhum professor era sequer mestre, e do Curso de Engenharia Florestal (UFRA-Tapajós), com infraestrutura precaríssima, dos quais saímos mal formados, mas com senso de companheirismo e engajamento social. Pensávamos em mudar o mundo com a nossa profissão. Saímos de certa maneira satisfeitos, mas lutamos para isso muitas vezes enfrentado os poderes constituídos.
    Ainda é tempo de mudar. Vamos rediscutir a nossa universidade. Não deixar isso apenas para 5 ou 6, ou uma dezena de doutores, da UFOPA, de Belém e de Brasília. A UFOPA precisa ouvir todos os interessados, todos os santarenos, todos os cidadãos e cidadãs honrados da nossa região Oeste do Pará. Estes cidadãos, “pé-rapado” ou doutorado, precisamos participar do Conselho Superior da UFOPA. Eu, Xykynhu, não sou mais p. nenhuma lá dentro, pois abandonei o mestrado e eles nem quiseram saber o motivo, acham que imaginam que o “problema é meu”. Mas não me mudei daqui e não admito que ninguém venha de longe criar sujeira onde pensávamos em erigir os nossos sonhos.

    1. O problema é achar que é o “de longe”, “de fora” que fez isso. Quem fez e faz isso é, e SEMPRE foi, um grupo que SEMPRE esteve na UFPA e que agora dá as regras NOVAMENTE. Essas pessoas são santarenas e se juntaram com seus amigos “de fora”.
      O melhor de tudo isso é que não conseguem controlar SEMPRE, justamente porque têm uns “de fora”, com outras realidades de universidade, que vêem o que estão fazendo aqui, e se juntam com alguns “de dentro”, fortalecendo o movimento para acabar com essa visão escolar e privada da universidade pública.
      Veja como a situação não é simples assim: “de fora” e “de dentro”. Essa visão de culpar “os de fora” é ridícula porque, historicamente, as mudanças acontecem com alianças externas também, com pessoas “de fora” que não está submetida à elite local.
      Que venham muitos professores e técnicos “de fora” para dialogar com os “de dentro” e construir a universidade que queremos.
      Para terminar: há muitos “de dentro” que deveriam ser colocados “para fora”! KKKKKK

  • Não é visão apocalíptica, não, prof. É uma análise material que se faz mediante toda a consequencia dessa política nefasta do Reuni.

    Se a UFOPA está sem condições de colocar suas atividades, se deve a decisão do Governo Federal que impôs, goela abaixo, esse projeto neoliberal rebaixado e que ferra com a educação na periferia capitalista. Esse é o intuito com essas novas UNiversidade federais criadas.

    Se não fizermos os debates mostrando que isso não é nada daquilo que o Governo vem colocando em suas propogandas, seja na TV, rádio, revistas…

    Estamos dispostos, além do debate, de propor soluções para as mazelas que encontramos.

  • deixe de bestagem, rapaz. Basta tu leres o que está acontecendo no Brasil inteiro DESDE a implantação do Sisu. As pessoas se inscrevem, mas não fazem matrícula. Repescagem é uma coisa comum, há universidade que fazem até 6 listas de chamadas pra preencher as vagas Os alunos não fogem do modelo, os alunos só não vão pq não passam de primeira. Eu conheço vários alunos que não passaram e foram todos para as privadas. Mas se tivessem passado na Ufopa teriam com certeza ido pra lá sem ficar com a preocupaão do modelo de lá. Procure se inteirar mais e faça críticas mais inteligentes.

    1. É verdade que no SISU o índice de desistência das vagas é bem grande.
      Mas nada se compara com esse índice da UFOPA, de 75% de acadêmicos aprovados não habilitados.
      Và no site do MEC que você verá: a média de inscrição em primeira chamada nas universidades federais é de 55%.
      Portanto, na UFOPA as coisas estão demais..
      É ou não é?

  • Acabou de sair o listão dos novos convocados da UFOPA. Uma repescagem histórica!

    1. Com quase 800 repescados a UFOPA INOVA…
      rsrsrsrsrsrsrsr
      Eu me divirto com esse povo da reitoria

    2. Claro que é histórica!!!

      É a primeira repescagem da instituição!!!!

      Se prepare, nos próximos anos terão novas… Incrível, né! Mas é assim que acontece quando se faz um processo seletivo… Convocação dos aprovados em 1ª chamada, 2ª chamada, 3ª chamada, lista de espera, etc…

      Vivendo e aprendendo!

      1. Pois é, caro colega.
        Sou acadêmico da UFPA/Santarém desde o ano de 2008. Portanto, acompanhei 03 processos seletivos dessa instituição. E nunca vi algo do tipo. As repescagens alcançavam no máximo 10 das vagas ofertadas.
        Na UFOPA, alcançou 76%.
        Sim, repescagens são normais numa universidade. Mas uma repescagem como a da UFOPA é algo INÉDITO no Brasil.
        Você, calouro, precisa viver para aprender a realidade existente na UFOPA. Pare com suas besteiras de puxa saco. Cresça e apareça!

        1. Desculpem o erro de digitação. As repescagens da UFPA/Stm alcançavem no maximo 10% das vagas ofertadas.

          1. Quantas vagas eram oferecidas mesmo pelas UFPA/Stm? 50, 150 ou 300?
            Quantas foram oferecidas agora, pela UFOPA 2011? 1500 vagas!!!!!
            Ah, tá!

            P.S.: Não sei porque você está tão preocupado com a UFOPA se nem é aluno da UFOPA. Você é aluno da UFPA. O MEC repassa à UFPA verbas relativas aos alunos matriculados nos processos anteriores à criação da UFOPA, e não à UFOPA sabia? Portanto, juridicamente falando, você não é aluno UFOPA. Seu diploma será expedido pela UFPA. Você apenas usa as instalações prediais, os equipamentos e, de quebra, pega uma carona nos professores da instituição, já que você estava abandonado pela UFPA, que mal investia no campus Santarém.

            Você está certo quando diz: “sou acadêmico da UFPA/Santarém” e não da UFOPA. Portanto, deixe os alunos da UFOPA 2011 em paz….

          2. Meu colega, conforme afirmou um professor de Letras num comentário acima, a UFPA em Belém oferta todo ano cerca de 10 mil vagas em seu vestibular. E as repescagem giram em torno de 7%.
            E, caro ‘calouro’, juridicamente eu sou acadêmico da UFOPA sim! Caso você ainda não a conheça, leia a Lei nº 12.085/2009, que dispõe, em seu art. 4º:

            “Art. 4º  Passam a integrar a UFOPA, independentemente de qualquer formalidade, os cursos de todos os níveis, integrantes do campus de Santarém e da Unidade Descentralizada da UFRA/Tapajós.

            Parágrafo único.  Os alunos regularmente matriculados nos cursos ora transferidos passam automaticamente, independentemente de qualquer outra exigência, a integrar o corpo discente da UFOPA.”

            Ademais, tenho todo o direito de exigir uma UFOPA de qualidade, pois durante muitos anos fui parte daqueles que sonharam e lutaram pela criação dessa Universidade. Infelizmente, nosso sonho foi transformado em pesadelo devido à ação desatrosa dessa casta burocrática instalada na reitoria, que conta com o apoio de alienados como você.
            Mas AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA!

  • Ib. o que podemos fazer para acabar com esta tragédia? E você Jeso, sempre gosto de ler suas opiniões, o que você acha disso tudo?

    1. A saída é o através do único diálogo que esses jurássicos vão entender: GREVE GERAL DOS ESTUDANTES!!!

    2. Eu também gostaria de saber sua opinião, Jeso.
      O que você acha sobre esse modelo da UFOPA?

  • Esse modelo é uma vergonha!!

    Dentro da universidade a concorrência vai ser desleal, uma vez que cada professor ministrará suas aulas de maneira diferente.

    Um aluno qualquer pode receber uma boa nota em uma disciplina X, pela qualidade da aula do professor, que sabe repassar o conhecimento para o aluno. Já outro aluno pode tirar uma nota ruim pela má qualidade da aula de outro professor que ministra a disciplina X.

    Ainda tem mais, quem garantirá que professores não benficiarão alguns alunos?! Uma vez que o índice de desempenho acadêmico (IDA) vai ser usado para que o aluno de fato entre em um curso.

    A concorrência só seria leal se todos 1.150 alunos assistissem as mesmas aulas e fizessem os mesmos trabalhos e avaliações.

    O vestibular existe para que haja uma seleção justa entre os candidatos, por isso ele oferece um processo com uma prova igual para todos.

    A UFOPA será uma universidade justa meus amigos??

    Será esse modelo uma solução inteligente???

    Parabéns IB SALES

    1. RT,

      Seria interessante procurares ler/entender como se calcula o Índice de Desempenho Acadêmico (IDA), pois o que argumentas referente a isso é totalmente sem base.

      Abraço

    2. Compa;

      Em um próximo comentário, seria melhor estudares o assunto referente. Procure ler/entender como se calcula o Índice de Desempenho Acadêmico (IDA) para perceberes o quão sem fundamento é sua argumentação.

      Saudações revolucionárias

      1. Gostaria que os senhores explicassem como vai ser esse cálculo, portanto, para que ele evite que distorções subjetivas – como as apontadas – sejam incluídas em uma análise puramente objetiva, que será a pelo IDA. Para mim, por enquanto, as argumentações do companheiro acima não parecem tão infundadas.
        Não adianta apenas dizer que ele é um desinformado e que sua argumentação é pífia, sem que se diga o por quê. Eu também gostaria de saber e entender, e isso pelos senhores.

        1. Amigo;

          De forma sucinta, as notas das turmas passarão por um tratamento estatístico de normalização visando retirada dos ruídos dos gráficos, ou seja, a eliminação do efeito professor bonzinho x professor mau (dentre outros fatores, é claro), criando um índice para o aluno baseado, entre outros, no aproveitamento da turma .

          Infelizmente, não tenho como colocar as formulas aqui para você melhor visualizar… Mas qualquer dúvida, você pode perguntar aos garotos do movimento estudantil… pois para falar o tanto que foi dito, com certeza eles estão grandemente embasado sobre o sistema da UFOPA (ou será que não???)

          Abraço e ótimo final de semana

          1. Professor UFOPA, me desculpe mas…… como assim? retirar o ruído dos gráficos? Infelizmente nessa Universidade, alguns” Professores” dão a nota que eles querem para o aluno e é com uma profunda tristeza e decepção que informo à todos que existe um indice que é aplicado por vários professores da UFOPA, é o IPS. Se vc é docente da UFOPA deve saber disso, agora o calouro UFOPA 2011 é digno de perdão, pois ele não sabe do que está falando. Sabe aquela historinha q vc ainda vai ouvir muito sobre: ” a formação de alunos criticos”? esquece calouro 2011, é mentira. Antes se vc reclamasse de professor que não dá aula, professor que não tem metodologia, professor que só quer viajar, falta de sala, falta de cadeira etc…. vc era ” marcado” pelo professor e cia. Agora, vc calouro 2011, além de sofrer retaliação por parte do professor, correrá o risco de não cursar o curso escolhido e sair da Universidade. Então, Professor UFOPA, acorde para realidade do contexto atual da UFOPA, ganha quem tem IPS maior. Existe Professora que põe alunas até para empurrar seu carrinho de compras no supermercado, essas certamente, estão com seus mestrados e doutorados garantidos, pois sabemos que, pra muitos, é assim que ocorre. Peço que entendam o calouro 2011, pois quando passamos no vestibular também estavamos cheios de esperanças e perspectivas, porém, podiamos refletir e realmente criticar, apesar das retaliaçãoes. Ele coitado vai ter que ficar caladinho, concordando com tudo e amargando uma bela de uma decepção, pois se reclamar não vai passar. Calouro 2011, não esquece de elogiar o cabelo, o vestido, o sapato da professora etc…., pois conforme o teu IPS, vc pode até ganhar um TCC já pronto do coordenador. Acredite, isso é a pura realidade, como diria o Boris: isto é uma v-e-r-g-o-n-h-a ( IPS índice de puxa saquismo)

          2. >>>Respondendo o comentário da aluna abaixo, pois não encontrei link de responder na janela dela<<<

            Cara Aluna Veterana;

            Caso seja de seu desconhecimento, a forma como será calculado o indice de desempenho do aluno (antigo IPS, novo IDA) neste novo modelo é totalmente diferente da que é atualmente utilizada. Portanto, antes de reclamares e excrachares tanto, seria melhor procurares entender o que está sendo proposto para não divulgares argumentos infundados.

            Abraço

  • Será que esta Reitoria acéfala continuará com este modelo acadêmico questionado pelos mais renomados educadores do Brasil?

  • Que coisa em Ib, Santarém não merece mais essa vergonha…
    O sonho da UFOPA precisa virar realidade, espero que a corja formada na reitoria der o fora daí…
    Força aí, e os estudantes de todo o oeste precisam se unir para que tudo tome um novo caminho.
    estou fora de santarém, mas sinto as dores dos mocorongos.
    Abração fraterno

  • Parabéns IB , fico orgulhoso em ver o M.E bombando em stm!!!
    E quanto ao comentário do durval, queria mensionar que a universudade não é escola publica, pois a alimentação, moradia (para alunos de outras cidades) e bolsas de estudo é o minimo que deve garantir se quizermos uma instituição que produza conhecimento. Durval vá pesquisar para saber qual é o papel da universidade!!!

  • O artigo tá muito bom Ib. Traz de forma simples e clara o que está acontecendo nesse momento dentro da UFOPA.

    1. PARABÉNS Ib, vc foi na ferida mesmo!!
      E que os novos calouros espelhem-se em vcs veteranos que de fato valorizam e defendem uma Universidade Pública Melhor capaz de confrontar Idéias e não pessoas.

      Saudações!!

  • É incrível ver como são as coisas. antes o discurso era do tipo: batemos recordes de inscrições, hoje podemos ver que pouquíssimos são aqueles que querem participar desse processo, todos vêem que o que acontece hoje é ridículo, construir todo esse clima de disputa dentro da universidade é um absurdo. Espero que eles vejam o erro que estão cometendo

    1. O novo recorde agora é o de comentários desse artigo do Ib, que critica de modo firme e lúcido as trapalhadas da reitoria da UFOPA.
      Saudações aos que têm coragem!

        1. FORA SEIXAS! E fora todos os pró-reitores incompetentes. Principalmente o PRÓ-REITOR DE ENSINO, RODRIGO RAMALHO.
          Voltem pra Brasília!

          1. A Reitoria acabou com a Biblioteca Rui Barata, do curso de Letras.
            Eles não querem ninguém lendo os clássicos da literatura. Na UFOPA só é permitido ler o apostilão do CFI..
            FORA SEIXAS!

  • Excelente. Esse muleque arrasou!
    E olha q eu nao dava credito pra esse pessoal do movimento estudantil..
    Mas essa análise arrebentou com os doutores da Ufopa.
    Parabéns, Ib Sales!

  • Esse modelo é uma vergonha. Os cursos de licenciatura 2em1 serão a marca do fracasso dessa universidade, que compactua com os métodos ultrapassados do próprio MEC. Estão delirando pensando que vão formar professores multis, nem na europa, existem professores multidisciplinares, isso é querer falir de vez a educação pública de qualidade.

    1. Quem do MEC, tu conheces, que planejou esse modelo?
      Quantos universidades criadas pelo MEC instituíram esse modelo? KKKKK

    2. Bem, dizer que nao existem professores multidisciplinares nem na Europa é mentira. Em muitos países europeus, um mesmo professor pode ministrar até três disciplinas. Vá estudar ou comprar uma passagem para a Europa para aprender alguma coisa antes de falar o que nao sabe…

  • E quem disse que universidade pública banca estudo de aluno. Meu caro, não se paga a mensalidade. Moradia, transporte, alimentação e outras coisa é o aluno que tem que bancar. Candidato que não ler edital, e se ler não entende, não dar pra ficar na universidade.

    1. E pessoa que não lê e não conhece a discussão sobre o acesso à universidade pública, precisa ler antes para não postar abobrinhas.

  • bom, para ajudar na reflexão e autocrítica, algumas informações.

    o processo seletivo via ENEM foi mais uma dádiva “inovadora” do REItor pro-tempore, em seu momento de iluminação, ao invés de um debate e decisão emitida pelo Conselho Universitário, como ocorreu nos restantes IFES do Brasil. Ou seja, a UFOPA “inovou” também nesse ponto.

    A Assistência Estudantil foi minimizada na UFOPA. Além de não constar o RU (Restaurante Universitário), tampouco a Casa do Estudante no seu projeto, a previsão orçamentária ficou pela metade, em comparação com a UFPA. Outro ponto é que, as bolsas de pesquisa e extensão, tão úteis no apoio aos estudantes na produção e fortalecimento do conhecimento perdem o prestígio para as “badaladas bolsa-trabalho”, onde o aluno estagiará nas empresas que se preocupam com a Amazônia, vide Cargil, Alcoa. Inclusive já há parceria entre a UFOPA e ALCOA para tais atividades (assinada em Belém, diga-se, pq a reitoria não faz evento luxuoso em terras mocorongas?).

    por fim, será que as licenciaturas integradas são tão inovadoras que provocaram medo nos futuros acadêmicos?

    com a palavra, a reitoria.

  • Penso que não foi o modelo acadêmico que fez com que os alunos não fisessem sua habilitação e sim a falta de informação mais aprofundada dos próprios alunos. Muitos se inscreveram só por se increver, sei de vários casos em que o aluno fez isso, como um que estava tentando medicina pela segunda vez e mesmo sem interesse algum na UFOPA se inscreveu e foi aprovado. Passou em medicina não vai fazer UFOPA, assim como ele devemos ter outros tantos já aprovados em outras instituições.

    1. Cecilia, por será que várias pessoas não tem interesse algum na Ufopa?
      Será que se nela tivesse o curso de medicina, as pessoas iam sair de Santarém para cursá-lo em outro lugar? Acho que não..
      E pense na seguinte situação: o joãozinho quer fazer direito. Foi aprovado na Ufopa e na Fit. Na Ufopa ele ia ter que se matar pra conseguir chegar no direito, se é que ia conseguir. Na Fit ele tem uma vaga assegurada. Sabe que vai entrar e se formar no direito.
      Qual ele vai escolher?
      E se conseguir uma bolsa no Prouni, pra estudar sem pagar nada.. Vai querer se aventurar na Ufopa?
      Temos que ser realistas e ver que esse modelo só tira a credibilidade da universidade. e reduz a procura por suas vagas..

  • Ola a todos.
    Jeso ou Ib Sales Tapajós gostaria de saber se agora nessa segunda chamada se não for preenchidas as 1150 vagas haverá outras chamadas?

    Por que tirei 550 na media do enem,sou de santarém e tou com muita vontade de estudar,mas axo que com essa minha nota ainda não entro nessa segunda chamada.
    Eu penso que se não for preenchidas todas as 1150 vagas será uma vergonha,pois,a universidade ficara pagando professores,e esses não darão aulas.
    Na minha opinão tem que haver quantas chamadas forem necessárias pra preencher o total de vagas.tem muita gente de santarém com nota baixa,assim como eu,como esperança de fazer uma faculdade.

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