Nasce Américo Braga, um ilustre desconhecido

Publicado em por em Educação e Cultura, Memória

por Sidney Canto

Dia 18 de janeiro de 1889

Nascimento do doutor Américo de Souza Braga, santareno, cognominado “Semeador da Veterinária do Brasil”. Foi fundador e diretor do Instituto Biológico do Rio de Janeiro e também presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (1930-34). É patrono da cadeira de Nº 01 da Academia Brasileira de Medicina Veterinária – ABRAMVET.

Foi ele que organizou e presidiu o 1º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária, realizado em 1922. Grande batalhador da profissão veterinária no Brasil, foi, também, um dos fundadores da Faculdade Fluminense de Medicina Veterinária, situada em Niterói, Rio de Janeiro, sendo seu diretor até sua morte, ocorrida em 09 de julho de 1947.

Entre seus inúmeros trabalhos científicos destaca-se, pela repercussão internacional, o livro em quatro tomos intitulados Soros, Vacinas, Alérgenos e Imunógenos. Infelizmente é mais um dos santarenos “famoso lá fora” (é nome de Rua no Rio de Janeiro, RJ), mas pouco lembrado em sua terra natal.

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5 Responses to Nasce Américo Braga, um ilustre desconhecido

  • Em 1914,o mobiliário de Teresa Cristina,esposa do saudoso imperador,foi leiloado,e próprio jornal da época comentava,de nossos dispropositos com a história; Alguns beneditinos como eu é quem se importa realmente com ela….

  • Só uma informação: o nome do maestro Dororó não é “Wildes”, mas WILDE (Wilde Dias da Fonseca), irmão mais jovem do maestro Isoca (Wilson Dias da Fonseca) e de Wilmar Dias da Fonseca (este autor da letra da “Canção de Minha Saudade”), três personalidades que merecem todas as homenagens por tudo que fizeram pelas artes e cultura santarena.

  • Concordo plenamente com você amigo Jota Ninos. Recentemente comentei essa vergonha aqui no blog do Jeso. Creio que, na época que fizeram essas homenagens aos políticos vivo-mortos de Belém, os pobres e ingênuos políticos santarenos acreditavam que iriam ter sempre um SIM quando fossem pedir algo aos coronéis belenenses. Bobinhos, a dezenas de anos recebem sempre NÃO.
    Sou filho de Santarém, tanto que estudei o ensino médio no prestigiado colégio Álvaro Adolfo da Silveira. Mas “peraí”, quem foi o cidadão Álvaro Adolfo? Claro, um professor e político de lá, Belém do Parazinho… ai ai, que vergonha. Bem que podiam mudar o nome do Alvaro Adolfo pra Maestro e Historiador Wildes Fonseca (Dororó). Esse sim seria um nome forte e a altura pra esse colégio de tanta tradição histórica.
    Fico triste, caro J. Ninos, pelo fato dos vereadores santarenos terem proposto a mudança do nome do bloco que brinquei bastante em Alter, o “Há Jacu no Pau”.

    Grande abraço a todos do meu torrão Tapajós.

    Raimundo Júnior
    Rio de Janeiro – RJ

    1. Ou meu irmão estudei nesse colégio a mais de 40 anos, agora por preconceito idiota querem mudar o nome, estou ficando contrariado com as bobagens que leio na mídia da região, vamos trabalhar de melhorar essa cidade, esse negócio de parazinho já ultrapassou o limite do rázoavel.
      Nota: fui aluno do professor Dororó, ele merece até homenagem melhor.

  • São pessoas como essas, que já morreram e provaram que em sua vida pública foram de relevância para a nossa história e que mereceriam ser homenageadas em logradouros públicos de Santarém, pelos nosso vereadores.

    Ao invés disso, ao arrepio da lei que não permite homenagem a pessoas em vida, temos em Santarém um bairro homenageando a deputada Elcione Barbalho, que votou NÃO contra a criação do Estado do Tapajós; temos outro bairro (Jaderlândia) homenageando Jader Barbalho que também trabalhou nos bastidores contra o projeto (vide votação expressiva do NÃO em Ananindeua, administrada por seu filho Hélder Barbalho); temos até rua no bairro da Conquista homenageando o deputado gaúcho Waldir Ganzer, surgido das lutas sindicais em Santarém, mas que vendeu sua alma a Belém e também votou NÃO contra nosso Estado; E finalmente, o mais gritante de todos: temos o prédio da Prefeitura Municipal homenageando o ainda em vida Jarbas Passarinho, coronel da Ditadura e que sempre foi contra a criação do Estado do Tapajós!

    Será que algum(a) vereador(a) de Santarém vai honrar as calças (ou saias) que veste e ser mais que um simples propositor de menções honrosas para pessoas, às vezes, inexpressivas, e apresentar um projeto que acabe com essa vergonha dos logradouros públicos?

    Quando os vereadores santarenos terão mais tutano e coragem para fazer pesquisas aprofundadas na história, antes de fazer homenagens esdrúxulas, ou aceitar que algum prefeito dê o nome de uma rua homenageando uma pessoa morta, até de sua família, sem nunca esta ter tido qualquer expressão na vida, a não ser a de ter sido um quase-parente do(a) alcaide?

    Ao invés disso, os vereadores geralmente se preocupam mais com a mudança dos nomes de blocos carnavalescos de Alter do Chão porque ferem seus ouvidos sensíveis, como foi relatado aqui no blog há cinco anos (https://goo.gl/5UTaY) e que eu ironizei em um artigo neste mesmo espaço (https://goo.gl/sSnCq)…

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