Poetas amazônicos

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Um dia, Maria…

Os teus lábios vermelhos
um dia, Maria,
desabrocharão palavras
azuis, azuis.
Quero sorvê-las,
preciso sorvê-las.
Quero estar morto
para renascer
sincero e limpo.
Na tua voz o infinito
deverá ter tamanho,
deverá ter forma,
deverá ter motivação.
Tua voz
deverá ser fluida
languidamente
como uma flor:
num tom de eternidade,
num tom de segredo.
Porque tua voz,
entrará em órbita
na minha mente
girando como
uma partícula de átomo.
Me fará feliz,
me fará azul.
de um azul perpétuo
como o tempo;
de um azul, azul, que
dos teus lábios vermelhos
nunca será desabrochado.

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De Edwaldo Campos, nascido em Alenquer e residente em Santarém.


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