UFOPA: avaliação dos alunos é questionada

Publicado em por em Educação e Cultura

Do professor Fábio Tenório de Carvalho, pelo contato do blog:

Prezados(as) membros da comunidade acadêmica da UFOPA,

Aproxima-se o dia 3 de julho, data prevista para a realização do que uma portaria publicada recentemente pela reitoria chamou de Avaliação Formativa Final 1 (AFF1).

Na ocasião, todos os discentes recém ingressos na UFOPA serão submetidos a uma avaliação de tipo objetiva sobre assuntos abordados neste primeiro ciclo de formação interdisciplinar. O resultado obtido nesta AFF1 corresponderá a 30% do valor do Índice de Desempenho Acadêmico (IDA), que, por sua vez, é o instrumento a ser usado em breve para definir em qual Instituto o discente poderá ingressar, levando minimamente em conta as suas preferências.

Não se pode negar que este conjunto de procedimentos constitui uma novidade. Quantas universidades no país ou no mundo utilizam mecanismos semelhantes para distribuir seus estudantes pelos cursos oferecidos? Contudo, a proximidade do dia três de julho nos convida também a refletir sobre uma outra questão, bem mais relevante do que a primeira: o uso do IDA, sua função classificatória e a aplicação da AFF1 representam uma inovação positiva do ponto de vista pedagógico?

Alguns dirão ser ainda muito cedo para avaliar os efeitos dessas medidas na vida acadêmica da universidade. Todavia, queremos crer que os educadores e técnicos idealizadores desses instrumentos de avaliação os conceberam tendo em vista alguma concepção mais fundamental sobre o que é o processo educativo, a formação universitária, as relações acadêmicas dos discentes entre si e com os professores.

Portanto, assim como os inventores do IDA supostamente não o criaram às cegas, mas, pelo contrário, consideraram os possíveis efeitos presentes e futuros de sua proposta, nós também nos sentimos no direito de manifestar publicamente nossa opinião sobre essas mesmas consequências possíveis.

Não que alguém nos tenha pedido para fazê-lo. Bem longe disso, em nenhum momento fomos chamados pública e explicitamente para discutir esses procedimentos de avaliação, muito menos para aceitá-los ou rejeitá-los (excetuando-se, obviamente, as eventuais reuniões para fins de “esclarecimento” do que, de qualquer modo, já estava sendo feito). Como, porém, tratam-se de decisões que – não custa lembrar – nos dizem respeito diretamente, eis aqui algumas das razões e perguntas que nos inquietam:

Em primeiro lugar, nós abaixo assinados julgamos pedagogicamente inadequado o uso de um valor numérico para auferir e classificar o desempenho dos estudantes ao longo de toda sua trajetória acadêmica. Se o(a) professor(a) atribui notas ou conceitos aos trabalhos realizados pelos aprendizes durante um semestre, por exemplo, ele(a) o faz imerso(a) num contexto de diálogo que constitui a essência do processo de ensino-aprendizagem.

Isto significa que as notas ou conceitos atribuídos nessas condições costumam ser sensíveis à formação e à personalidade do(a) professor(a) e dos aprendizes, bem como aos outros aspectos qualitativos relevantes da relação pedagógica entre eles. Quanto mais o(a) professor(a) consegue destacar o caráter formativo das suas avaliações, mais eficientes estas últimas serão como instrumentos para melhorar a aprendizagem e torná-la um desafio instigante e prazeroso para os estudantes.

Ora, todos estes aspectos qualitativos – inalienáveis de um autêntico processo de avaliação formativa – encontrar-se-ão drasticamente reduzidos ao número do IDA, por mais casas decimais que ele contenha. Este reducionismo, aliás, parece satisfazer antes às prerrogativas daquilo que Edmund Husserl chamou certa vez de “racionalismo extraviado” do que aos ideais de uma educação do futuro, tal como preconiza Edgar Morin, por exemplo.  Há certamente circunstâncias em que o recurso a tais métodos é pertinente (o Enem, o Enade, o Ideb, por exemplo), mas não nesta em que importa avaliar, sobretudo, o percurso de formação do discente.

O ápice desta ênfase desmesurada em um valor numérico para “mensurar quantitativamente (…) o desempenho de cada discente” será o uso classificatório desse instrumento para definir em quais institutos e cursos poderão ingressar os alunos e alunas já admitido(a)s, por meio de processo seletivo, em uma universidade pública. Esta função classificatória do IDA tende a influir perniciosamente em todo processo educativo, estimulando antes a competição (focada num índice!) entre os estudantes do que o espírito colaborativo entre eles.

A “pressão do IDA”, aliás, já se fez sentir durante este primeiro semestre de formação interdisciplinar, a julgar pelos relatos de alguns professores e professoras. Assim, em uma universidade que se diz atenta às peculiaridades da região onde está situada, as relações inter-pessoais de cooperação, traço marcante de várias culturas amazônidas , perdem espaço para as relações de concorrência entre indivíduos. Será esta uma maneira adequada de contribuir para fazer da UFOPA um espaço de socialização do saber? Se os métodos de avaliação escolhidos por uma instituição indicam que tipo de estudantes e que tipo de professores ela valoriza , qual mensagem pedagógica a UFOPA pretende afinal exprimir para a sua comunidade com a adoção de tais procedimentos?

Não faltam estudos sobre os limites e os problemas de se inocular métodos classificatórios de avalição no seio do processo educativo. Alguns alertam que isto induz a uma hipertrofia dos aspectos técnicos da avaliação ; outros destacam que a preocupação de classificar e selecionar os mais aptos pouco ou nada contribui para fazer do aprendizado e da pesquisa atos de formação pessoal inclusivos e integrativos .

Em segundo lugar, não concordamos especificamente com o uso de uma prova objetiva que será aplicada a todos os estudantes e terá peso de 30% no cômputo do IDA. Deixemos de lado a questão terminológica de chamar inapropriadamente de “avaliação formativa” uma prova cuja função é predominantemente classificatória . Muito mais grave é conferir-lhe um peso tão significativo no cálculo daquele índice.

Afinal, não é difícil prever o efeito do valor desta prova no processo de ensino-aprendizagem. Ela será mais uma fonte de pressão para padronizá-lo e homogeneizá-lo: a tendência é que todos exijam preparação semelhante para passar bem pelo mesmo teste. Os estudantes serão instados a responder com “VERDADEIRO” ou “FALSO” a questões sobre temas que – supõe-se – já foram devidamente tratados ao longo de todo o semestre letivo.

Por que então fazer de uma prova objetiva, aplicada no final deste período (ou seja, sem que ela possa sequer servir como forma de aperfeiçoamento da etapa de formação já transcorrida), uma condição tão relevante para aumentar ou diminuir as chances do acadêmico de ingressar no instituto de sua preferência? Se o propósito é resguardar juridicamente a universidade, assegurando aos discentes condições minimamente isonômicas de concorrência interna pelas vagas, isto significa que preocupações de ordem legal – que sequer precisariam existir, não fosse pela introdução de tais “inovações” – sobrepõem-se às preocupações pedagógicas e, mais uma vez, ameaçam a qualidade dos serviços públicos prestados por uma instituição cuja função constitucional é justamente proporcionar ensino, pesquisa e extensão de qualidade.

Não bastassem todos esses problemas, o uso reiterado de uma prova objetiva e classificatória ainda encerra em si o risco de estimular a mera memorização de conteúdos, em detrimento do desenvolvimento de habilidades e competências cruciais para a abordagem interdisciplinar dos desafios do nosso tempo. Talvez se possa retrucar que questões de múltipla escolha bem formuladas evitariam tal risco. Porém, tendo em vista o que já foi dito até aqui, vale a pena debater como atenuar os efeitos colaterais de um remédio que, de qualquer forma, já não proporciona nenhum benefício ao organismo?

Na esperança de que as razões para adotar tais práticas de avaliação sejam melhores do que as razões que expusemos para repudiá-las e assim sejamos resgatados de nossa lamentável ignorância, aguardamos uma resposta dos gestores competentes.

Santarém, junho de 2011.

Assinam:
Prof. Msc. Fabio Carvalho (CFI), Profa. Msc. Márcia Saraiva (CFI), Prof. Dr. Ricardo Scoles (CFI), Prof. Msc. Nelcilene Palhano (CFI), Profa. Msc. Myriam Barboza (CFI), Prof. Msc. Gilberto César Lopez Rodrigues (ICED), Prof. Msc. Luiz Fernando de França (ICED), Prof. Msc. Everaldo Portela Portela (ICED), Prof. Msc. Enilson da Silva Sousa (ICED), Profa. Msc. Edna Marzitelli (ICED), Prof. Dr. Helio Moreira (ICS), Profa. Msc. Maria Betanha C. Barbosa (ICED), Profa. Dra.Marlene Escher (ICS), Prof. Msc. Aguinaldo Rodrigues Gomes (ICED), Prof. Dr. Amadeu Farias Cavalcante Junior (ICS), Prof. Dr. Florencio Vaz (ICS), Prof. Dr. Gilson Costa (ICS), Profa. Esp. Socorro Bergeron Lago (ICS), Prof. Dr. Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz (Campus Oriximiná), Profa. Dra. Siany da Silva Liberal (Campus Oriximiná), Prof. Dr. Ademir Terra (ICED), Prof. Msc. Enéias Barbosa Guedes (ICED), Prof. Msc. Frederico dos Santos Gradelha (ICED), Prof. Msc. Everaldo Almeida do Carmo (ICED), Prof. Msc. Mário Júnior C. Amaral (ICED), Prof. Dr. Ulisses Maciel (ICED).


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9 Responses to UFOPA: avaliação dos alunos é questionada

  • A maioria dos estudantes do CFI, diretamente afetados com esse processo, são a favor da exclusão do mesmo e que cada aluno seja encaminhado para os cursos de sua preferencia. Uma coisa que deve acontecer nessa seleção por instituto, é digamos 80% dos alunos que entrarem no instituto de Ciencias da Sociedade, por exemplo, queiram entrar em Direito posteriormente, e os outros 20% queiram ir para os demais cursos do instituto como Arqueologia, Antropologia, Economia, etc. Só que as vagas para Direito são limitadas (50), como vai ficar essa demanda? Os que não conseguirem entrar em Direito vão ter que se contentar em estudar em curso que não lhes interessa? E aqueles acadêmicos que não conseguiram entrar no Instituto de Ciências da Sociedade, que tinham interesse nos outros cursos? vão seguir estudando em um instituto que não é o de interesse?
    Essa situação pode levar à frustração desistencia dos acadêmicos. Medo e incerteza é o que está nas cabeças e nos conrações dos acadêmicos do CFi hoje!!

  • Pela quantidade de professores que assinam esse manifesto, pode-se perceber que a coisa não anda bem na UFOPA. As coisas estãso sendo empurradas goela abaixo por um comando monárquico que se acha no direito de implantar aqui o tipo de universidade que bem querem, desrespeitando um dos princípios fundamentais da universidade que é a participação e o pluralismo, a liberdade de pensamento e reflexão.

    A verdade é que de vida amazõnica, de realidade socioambiental e histórica da amazônia esse comando pouco entende. É por isso que, em vez de procurar o povo, procura justamente os setores empresariais mais agressivos e prejudiciais aos autênticos interesses do povo da região.

    Estou com os professores que resistem e insistem em construir uma universidade amazônica e comprometida com o desenvolvimento sustentável da região.

    Parabéns!!!!!! Vocês merecem o nosso apoio!!!

  • Parabenizo os profissionais do ensino superior por manifestarem publicamente sua opiniào de maneira competente e corajosa. É bom lembrar que esse modelo inovador trouxe para dentro da universidade um processo classificatório, excludente que em nada se difere do tradicional vestibular, só que fantasiado de Enem e nesse tal de IDA. Ora, se era para ter trazido para o seio da universidade tal procedimento, entáo que se abrisse para o diálogo, para a construção coletiva esse processo e não fizesse de maneira impositiva que aliás tem se tornado uma prática comum da tal modelo academico inovador. Sinto muito por essa instituição que a princípio poderia representar um diferencial na formação de profissionais e cidadãos na região amazônica e que estar se saindo muito ruim, trazendo o processo de traumatização o que é pior, para dentro da própria academia. E tem uma outra situação que quero chamar atenção e que pode servir para ingresso inclusive na justiça que é a chamada PROVA SUBSTITUTIVA em que ao que tudo parece a nota obtida nesta tal prova pode substituir a nota ruim de alguma disciplina. Vi meus colegas sem nenhum critério se inscreverem em todas pois sequer tinham a informação sobre o seu desempenho nas avaliações do processo. Daí o seguinte questionamento: e o desempenho academico,não valeu de nada? Quer dizer tudo se resume apenas no aspecto memorizativo registrado no conceito? Então para que me fizeram vir para a aula e acreditar que era possível que minha participação e frequencia valesse alguma coisa? Quer dizer o cara faz a maior lambança e se tira uma nota maior na SUBSTITUTIVA é essa nota que vai vigorar? Se tivesse um peso diferenciado, quem sabe um 7, ok!! Mas, não a nota da substitutiva vai vingar no final. Tá aí senhores, mas uma prova que a meritocracia está instalada nesta instituição que veio com um discurso de ser inovador mas que está sendo mais opressor do que qualquer outro modelo. Sei lá queria sugeri para finalizar aos academicos, professores, comunidade já que infelizmente temos que expor as visceras da instituição, então que façamos um ato público de desagravo, de indignação, de revolta, de desacordo, de desgosto, de repúdio, de tristeza, mas que seja público para que o ministro, a presidenta os cara lá de cima possam entender que o que está sendo feito por quem está a frente dessa instituição, que não está contribuindo para reverter o quadro de exclusão ao ensino superior, ao contrário está agravando e trazendo um processo de implosão da própria universidade. O projeto foi distorcido… a implosào já começou a ruir as bases dessa instituição

  • A tradição da educação no Brasil tem sido sempre de estar criando obstáculo para o ingresso a formação profissional em todos os niveis. Já vivemos várias experiencias de processos seletivos, dentre os mais importantes a recente experiencia do vestibular e agora do ENEM. Nós já defendemos o fim dos processos seletivos para o ingresso na universidade; o processo seletivo é uma invenção da sociedade capitalistas, das idéias liberais do século XVII; servindo apenas para excluir as pessoas do direito a educação e cidadania. O que se tem falado em torno da UFOPA na nossa região, da suposta criação de uma “nova universidade” não tem passado de uma falácia que na prática não tem contribuindo em nada para a construção de uma verdadeira universidade. O ingresso na universidade pública deveria ser livre, quem sai do ensino médio deveria ir imediatamente para o ensino superior e ponto final. O papel da universidade é formar cidadãos(ãs) criticos e não esse de ficar criando barreiras para as pessoas terem oportunidade de ascendencia na vida. O Índice de Desempenho Acadêmico é na prática um vestibular para as pessoas permanecerem na universidade; o ENEM acaba não servindo para nada; apenas cria uma ilusão as pessoas de ingresso na Universidade; se esta minha reflexão conduzir a uma verdade; estamos diante da possibilidade de uma frustação da juventude bem maior que antes quando havia vestibular; pois ao pensarmos que finalmente estávamos na universidade através do ENEM; se não houver a aprovação pelo IDA, ficará a sensação que estamos diante de novos elementos burocráticos que aumentam ainda mais as dificuldades para o ingresso na Universidade. Pensemos Nisso!!

    1. Esse modelo que você sugeriu já usado na França, há vantagens e desvantagens. Só em um mundo utópico todas as pessoas que acabariam o Ensino Médio iriam fazer universidade, “Universidades para Todos”, é complicado. Não me entenda mal, eu só quero podar o seu comentário, tem pessoas que não devem fazer universidade, pois não querem, pois não tem a menor vocação, entre outros. Em relação a UFOPA, não tenho nada contra ao modelo Ditatorial que a REItoria.

  • claro e direto.

    há tempos que existem manifestações questionando tais fatos na (inovadora?) UFOPA.
    e que são sumariamente calados por processos administrativos, boicotes e ridicularizadas pela reitoria.

    espero que os professores que assinam tal nota não sofram ameaças, processos administrativos e perseguições.
    bem como aos técnicos que estão em greve!

  • Apesar de não ter tido acesso a este documento dentro da universidade para também subscrevê-lo, faço coro aos colegas quanto ao questionamento do real objetivo da AFF1. Senti em algumas turmas o clima acirrado de concorrência, algo que não creio ser característico de uma academia.
    Não querendo desmerecer os objetivos estabelecidos na implantação deste método avaliativo, mas faltou algo importante: DIÁLOGO. Muitos de nós chegamos à UFOPA pouco ou nada conhecendo dos detalhes deste sistema de acesso e permanência dos estudantes.
    Estou certo que a forma como isso foi planejado levou em conta a necessidade de desenvolvimento regional que a Universidade traz em seu cerne, e que isso pode ser muito produtivo. Todavia, somos muitos os envolvidos e atingidos nesse processo; portanto, nada mais justo que houvesse diálogo entre todos os segmentos envolvidos.
    Defenderei a Universidade onde trabalho onde estiver, pois me sinto parte dela. Que todos que se sentem parte também possam se manifestar.

    1. caro dércio

      sua afirmação “Estou certo que a forma como isso foi planejado levou em conta a necessidade de desenvolvimento regional que a Universidade traz em seu cerne, e que isso pode ser muito produtivo” infelizmente não condiz com os bastidores da ufopa.

      ela veio toda empacotada, com os velhos e maus hábitos do que há de pior numa universidade.
      e foi preciso uma reitoria imposta, com poderes ilimitados para fazer funcionar esse plano megalomaníaco.

      os debates e palestras sobre o “novo” modelo, são meramente expositivos, com nenhuma possibilidade de intervenção real dos reais interessados e “reféns” dessa inovação (?).

      Levaram, sim, em conta, a demanda das grandes empresas e a necessidade mão-de-obra qualificada. além disso, registra-se, a todo momento, a festa de números que a ufopa proporciona.

      mas, continuamos a alugar um hotel para termos aula. o reitor continua sendo um turista em santarém. as prestações de contas continuam obscuras. os eventos relativos à própria universidade ocorrem em belém. e a ACES tem mais poder de participação dentro da UFOPA, por ser “conselheira” externa, do que a comunidade acadêmica.

    2. Professor Dércio Duarte, mande um e-mail pra turma que assina o documento dizendo que vc tabém o apoia.

      Certamente vc será mais um na lista que tenderá a crescer depois que outros colegas seus ficarem sabendo. Assine e ajude a espalhar este documento… É uma forma de lutar pela mudança!

      Se nós, simples cidadãos pudéssemos suibscrever este documento, certamente eu seria um dos que o assinaria.

      Mas, não acredite nem na bondade, nem na competência do grupo de comando feudal da UFOPA porque não passam de fachada! São especialistas em fingimento querendo passar a falsa idéia de que estão a servir ao desenvolvimento da região quando procuram, na verdade, servir diretamente aos grandes interesses econômicos que estão a explorar nossas riquezas naturais. Como esse comando poderia pensar nos interesses e necessidades da região se eles não a conhecem e sequer são comprometidos com os mais autênticos interesses do povo da região?

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