Em nota ao blog, sobre o tumulto que provocou o cancelamento da aula magna da instituição na sexta-feira (18), a UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) acusa “um grupo de agressores” pelo ato e que vai instaurar “processos administrativos disciplinares, para apurar tais fatos, que colocaram em risco a integridade física de todos os presentes no evento”.
No Leia Mais, abaixo, a íntegra da nota. Leia também a carta do DCE/UFOPA sobre o episódio.
Segundo o blog apurou, o tumulto foi provocado por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) contrários ao modelo acadêmico adotado pela universidade.
Um dos líderes da manifestação, Ib Tapajós, em comentário neste blog, declarou que “o movimento estudantil tentou criar um espaço para expressar suas demandas e reivindicações”.
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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ – UFOPA
Nota de Esclarecimento sobre o cancelamento da Aula Magna da UFOPA
A Administração Superior da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) esclarece, por meio de nota pública, à sociedade santarena e à comunidade acadêmica, que a Aula Magna de recepção aos novos alunos foi cancelada em virtude de conduta irregular de um grupo de agressores que provocaram tumulto e praticaram ações físicas grosseiras e violentas contra pessoas e equipamentos da UFOPA. A Aula Magna, intitulada “A Universidade Amazônica do Século XXI”, seria ministrada na última sexta-feira, 18 de março de 2011, no salão nobre do Centro Empresarial Amazônia Boulevard, em Santarém (PA), pelo Prof. Dr. Armando Dias Mendes, Doutor “Honoris Causa” pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela Universidade da Amazônia (UNAMA).
Desde já a Administração Superior da UFOPA agradece todo o apoio que vem recebendo da sociedade, principalmente à santarena e a do Oeste do Pará, em relação ao acontecimento. Agradece em especial ao Prof. Armando Dias Mendes, que gentilmente aceitou o convite de ministrar a Aula Magna e veio exclusivamente a Santarém com esta finalidade; a todas as autoridades presentes; ao cantor e compositor Nato Aguiar, por sua emocionada apresentação musical; à equipe de servidores e bolsistas que trabalharam arduamente para a realização do evento; e, principalmente, à comunidade acadêmica da UFOPA, que, de forma respeitosa e pacífica, lotou o salão nobre do Amazônia Boulevard, em busca de conhecimento.
A direção da Universidade informa que o Prof. Armando Dias Mendes, no dia seguinte, aceitou gravar a aula para posterior exibição às turmas de alunos novos, visando a minimizar a frustração destes ao terem seus direitos cerceados por um pequeno grupo que não representa os anseios de todos que são e fazem a universidade que temos e que queremos.
A Administração Superior da UFOPA esclarece ainda que já está tomando as devidas providências, com a instauração de processos administrativos disciplinares, para apurar tais fatos, que colocaram em risco a integridade física de todos os presentes no evento.
Criada pela Lei 12.085 de 5/11/2009, a UFOPA está implantada no coração da Amazônia e tem como missão gerar conhecimento e formar recursos humanos no mais alto nível de qualificação, num processo permanente e continuado que tenha início nos níveis fundamentais de graduação superior, ajustada à realidade amazônica, e que alcance as mais elevadas competências em nível de pós-graduação, comprometida com uma produção científico-tecnológica responsável pelo desenvolvimento sustentável da região e de uma verdadeira cidadania amazônica.
Administração Superior da UFOPA
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É latente a ausência de democracia na Universidade Federal do Oeste do Pará, desde sua criação oficial, em novembro de 2009. O reitor da UFOPA foi indicado de maneira unilateral pelo Ministro da Educação; não temos até hoje um Conselho Universitário, formado por representantes das três categorias (estudantes, professores e técnicos); todas as decisões importantes são tomadas unicamente pelo Reitor e sua equipe – inclusive a implantação da ‘nova’ estrutura acadêmica, que inclui, dentre outros aspectos, o CFI, bacharelados interdisciplinares e licenciaturas integradas.
Há anos o movimento estudantil e os movimentos sociais vêm tentando dialogar com o corpo dirigente da Universidade, no sentido de instaurar um processo democrático na instituição. Inclusive apresentamos um projeto alternativo para a UFOPA, intitulado “A Universidade que queremos”. Entretanto, a maioria das nossas iniciativas não obteve êxito. A Reitoria é surda aos nossos clamores e, ao invés de abrir espaços públicos de discussão, prefere se pautar em atitudes autoritárias, reprimindo e intimidando os estudantes, professores e funcionários que ousam discordar do projeto (im)posto pelos donos do poder.
É dentro desse contexto que realizamos o ato público do dia 18 de março de 2011, durante a aula magna no Auditório do Hotel Amazônia Boulevard, conforme deliberado na Assembléia geral dos estudantes do dia 17 de março. Nossa principal bandeira levantada na ocasião foi: Democracia/Diretas já! Afinal de contas, a comunidade acadêmica tem o direito de escolher o seu reitor e de decidir qual o modelo acadêmico melhor atende aos seus anseios, dentre outras questões.
De fato, o momento em que interrompemos a programação da Reitoria não foi o mais adequado. Aliás, não era essa a nossa intenção. Entretanto, foi o único caminho que encontramos para nos fazer ouvir, já que os membros da Administração negaram a nós o direito de falar no evento – uma atitude claramente autoritária, a exemplo de não terem convidado o DCE [entidade máxima dos estudantes da UFOPA] para compor a mesa de abertura da aula magna.
A Universidade é, por excelência, um espaço de produção de conhecimento e debate de idéias. Portanto, não podemos admitir essa ditadura do pensamento único, em que a única voz autorizada a se manifestar é a da Reitoria. Precisamos defender a plena liberdade de expressão e o amplo debate público de todas as questões pertinentes à UFOPA. O reitor não quer isso, mas nós lutaremos sempre para que todas as vozes sejam ouvidas na nossa Universidade. Nunca nos calarão!
Por outro lado, é importante ressaltar que a falta de diálogo da Reitoria com o movimento estudantil gera vários efeitos negativos para a vida de todos os estudantes. A ausência de uma política séria de assistência estudantil é uma prova disso. Nunca constou no Projeto oficial da UFOPA a construção de uma Casa do Estudante, para abrigar acadêmicos oriundos de outros municípios. Um Restaurante Universitário sequer é cogitado pelo Sr. Seixas Lourenço. A estrutura física da nossa Universidade – salas de aula, bibliotecas, laboratórios, etc. – deixa muito a desejar. Ademais, as inúmeras dúvidas sobre o funcionamento do CFI nunca são respondidas satisfatoriamente pela Administração (o caso do Índice de Desempenho Acadêmico – IDA é emblemático nesse sentido).
Por isso tudo, é extremamente importante que o corpo estudantil da UFOPA esteja sempre unido, de modo a reivindicar com eficácia suas demandas fundamentais. Não podemos nos render ao discurso maquiavélico de alguns setores que tentam colocar estudantes contra estudantes. Todos nós, ‘calouros’ e ‘veteranos’, fazemos parte de uma mesma categoria: os estudantes da UFOPA. Possuímos as mesmas demandas, sofremos dos mesmos problemas, temos sonhos e aspirações parecidos. E, o que é mais importante, todos nós almejamos uma Universidade pública de qualidade, que cumpra os desafios sociais que o povo da região espera; que contribua para o verdadeiro desenvolvimento da Amazônia, produzindo um conhecimento socialmente útil para a maioria da população.
Como dizia o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas, construir a Universidade que queremos!
Assinam:
Diretório Central dos Estudantes da UFOPA (DCE/UFOPA)
União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES)
Só sei dizer uma coisa… o bicho vai pegar. Já estão falando até em “exoneração”…
O que a maioria das pessoas de dentro e de fora da universidade não entende é que muitos aqui dentro da UFOPA são contra principalmente a forma como o DCE protesta e as mentiras que os mesmo falam para conseguir apoios e militantes para seus partidos politicos. Essa forma de protestar desrespeitosa e inútil. Não vejo nada de bonito e inteligente invadir reitoria ou tumultuar aula magna. Se eles tivessem optado por uma manifestação pacifica, respeitando aquele momento da aula, com certeza hoje eles estariam bem visto por todos e com certeza teriam o apoio e o respeito dos muitos alunos novos e veteranos.O DCE errou mais uma vez. O DCE precisar mudar essa mentalidade infantil, eles protestam da mesma forma que se faziam aqui há mais de 10 anos. O que eles e seus seguidores não entendem é que aula magna não é lugar de baderna, protestar é uma coisa fazer baderna é outra coisa. Por acaso o DCE gostaria que alguém tumultuasse suas assembléias? Claro que não. Agora eles dizem por ai que essa foi à única forma que eles acharam de se fazerem ouvir, isso é uma mentira. O DCE nunca foi impedido de fazer assembléias estudantis aqui na universidade, as assembléias são os locais ideais para isso. Ninguém quer calar o DCE, eles têm todo o espaço da UFOPA tanto no campus Rondon quanto no Tapajós para fazerem assembléias e suas articulações com os alunos, é só convocar. Ninguém quer excluí-los de nada, mais eles precisam agir de forma mais adulta e respeitosa, eles não estão mais no ensino médio nem em cursinhos pré-vestibular, não são mais crianças, ou são?. Outro ponto que eles insistem em dizer é que estão tentando colocar aluno contra aluno. Bem, diga-me qual o problema disso?Por acaso vocês tem medo de uma oposição entre os alunos? Sei bem que é do confronto de idéia que nasce à oposição e é a oposição que fortalece a democracia. Não é justo só a reitoria ter a sua oposição por parte do DCE, o próprio DCE precisa ter a sua. Como isso não acontece “ainda” eles ficam sempre com donos da “situação” e manipuladores da realidade dos fatos para assim poderem fazer a cabeça de alguns, principalmente dos novos alunos e outros seguidores, conseguindo também novos militantes para seus partidos. A democracia não funciona sem oposição. A oposição deve existir de todos os lados aqui dentro.
Aluno bom, é aluno calado – UFOPA
Caro Jeso, já sou formada em um curso superior e vi na UFOPA uma oportunidade para uma nova formação. Quero que exponha aqui meu ponto de vista sobre o que está acontecendo na universidade hoje:
Mobilizações de protesto são necessárias quando não a voz do estudante entra num ouvido e sai pelo outro, sem incorrer em calúnia, injúria e difamação, sem abrir brecha para acusação de dano moral e afins. Não é fácil, mas é possível. A “lei da mordaça” pode entrar em ação, mas também precisa ser driblada, denunciada.
Aqui neste blog estão expostos as reivindicações dos estudantes em relação à ufopa e a justificativa truculenta, intimidadora, com ameaças explícitas ou veladas e com constrangimento de toda espécie de pessoas ligadas ou não à instituição que tentam de toda forma sujar a imagem dos estudantes que apenas querem ser ouvidos e reivindicam por uma universidade melhor e democrática, como se isso fosse um ato de extrema rebeldia e inaceitável. E o pior, jogando calouros contra veteranos. É errado querer melhorias e democracia?
Aqui podemos ver o que acontece no Brasil em vários contextos quando pessoas sejam elas ativistas e cidadãos em geral, que buscam reparação de direitos, melhorias, democracia. Estes são tratados deste jeito. São ignorados, taxados pejorativamente e silenciados.
Devemos prezar pelo exercício corajoso e criativo da cidadania. Protestar faz parte!
Se nem os ativistas organizados, que muitas vezes atuam em grupo, com maior visibilidade, conseguem ser ouvidos pelo Estado, o que dirá simples cidadãos estudantes e muitas vezes anônimos? Não estarão eles muito mais fragilizados e vulneráveis? Eles se incomodam com os protestos dos estudantes por que esbarra nos interesses de outras pessoas?
O exercício da cidadania no Brasil não é fácil.
O cidadão ou cidadã se depara com uma série de entraves, a começar pela ignorância total de alguns agentes públicos como os de nossa universidade, que colocam em suas faces uma viseira igual aquela que colocamos em cavalos, e seguem a finco o que lhes é ordenado (paus mandados) sem que se importem se é bom ou ruim, e o estudante que é considerado BOM é aquele que permanece CALADO e não faz denúncias ou reivindicações, porque será alvo de taxações pejorativas de todas as formas.
E num plano mais radical, quando o cidadão ou cidadã tem o infortúnio de “trombar” com verdadeiras quadrilhas enquistadas no serviço público, aí, então, a “coisa” fica muitíssimo complicada, porque pode acontecer constrangimentos, ameaças, intimidações, atentados …
Gandhi, Chico Mendes, Irmã Dorothy e outros tantos, perseguidos, presos, torturados, brutalmente assassinados, são exemplos disso que falei aqui.
Foram silenciados.
E é assim que me sinto na UFOPA. Silenciada.
Eu estava naquela aula magna, e no primeiro momento em que vi os que protestavam fiquei meio revoltada e confusa, não entedia o que levava àquilo. Mas a luz de uma melhor universidade, do espírito encorajador que vi naqueles estudantes me fez compreender seus motivos e naquele momento me senti representada por eles. Os entendi perfeitamente, e os apoio com fervor. Para protestar é preciso coragem e ousadia. Só assim se tem a atenção e se é ouvido, por muitas vezes da maneira de como foi feito naquela sexta feira 18/03. O que assisti foi o esforço desesperador de servidores da ufopa em transformar todo o protesto em palhaçada e plantando antipatia dos calouros para os veteranos, e eles tiveram algum sucesso nisso. Não em minha pessoa (risos).
Deixo aqui um fragmento desta filósofa em que tanto admiro: “Essa universidade não forma e não cria pensamento, despoja a linguagem de sentido, densidade e mistério, destrói a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo, anula toda pretensão de transformação histórica como ação consciente dos seres humanos em condições materialmente determinadas.”
Marilena Chauí
Estou lá dentro, feliz, mas inconformada. Vejo que nela haverá um recrutamento de profissionais, onde há duas formações em uma só. Me sinto entrando em um funil, onde meus conhecimentos estão sendo afunilados. Colocaram uma viseira de cavalo em nossas faces.
Acho que você é uma ótima candidata ao DCS. Com tantas frase feitas, repetindo o discursos do grupinho de palhaços que se apresentou naquele dia. Querer comparar um bando de tolos com grande nomes como Chico Mendes, Irmã Dorothy e pior com Gandhi que jámais chegaria perto de uma demonstração tão grande de ignorancia como foi aquele protesto. “tentando sujar a imagem dos estudantes” esse grupo não representa a vontade dos estudantes, os estudantes de verdade estavam lá para assistir à aula. Você se sente silenciada (muitos risos) ninguém cala quem nem mesmo tenta falar…quer falar alguma coisa? vai lá no campus rondon, e só seguir direto pela entrada que você vai dá de cara com a reitoria (uma salinha) vá protesta lá na porta do reitor, assim como deveria ter feito o DCE e não ter roubado o direito dos calouros e da sociedade Santarena ouvir um convidado inlustre. Você não concorda com o novo modelo? vai pagar a ULBRA! ou qualquer outra particular da vida. Há você não tem dinheiro? então tenta a UEPA ou o IFPA. Há você não quer ir para lá? então espera uns anos para ver se esse modelo da UFOPA vai funcionar ou não. Se daqui há alguns anos, depois de ter testado para valer ele não der certo…aí eu te ajudo a protestar. E funil…a vida é, o mercado de trabalho também é um funil, então por que não começar afunilando na própria universidade, tá com medinho de não passar para o curso q você quer?!…então estuda…ou pede pra sair!
Uma grande hipócrita que
Rita, me perdoe, mas você continua sendo preconceituaso com o movimento e não se abre de maneira alguma ao diálogo. Abra-se ao diálogo, ao confronto verdadeiro de idéias. A Universidade é uma Instituição que é guiada pela ciência, e a ciência é feita disso: confronto de idéias. Faça isso com respeito.
Cara Rita, estou aberta a um debate que não haja ataques pessoais como percebo em suas palavras.
Não justifique a sua opinião contrária ‘a minha usando palavras mesquinhas em relação ao que escrevi.
E se você não sabe, eu lhe informo:
O magnífico reitor Seixas Lourenço não mora em Santarém. Nossa universidade tem reitoria mas não tem reitor, e esses é um dos questionamentos dos estudantes.
Vá até lá e o procure que você vai entender do que estou falando. Lá você vai encontrar uma pessoa, não muito bem vista pela comunidade acadêmica: Aldo queiroz.
” grupinho de palhaços”
“bando de tolos ”
Guarde os termos pejorativos para vossa senhoria
“estudantes de verdade estavam lá para assistir à aula”
Eu estava lá, me incluo neste grupo. Sou uma estudante de verdade. Mas os veteranos são o que? Uma mentira criada pela própria instituição que abriu vagas e os colocou lá?
” Você não concorda com o novo modelo? vai pagar a ULBRA! ou qualquer outra particular da vida”
A ignorancia é tamanha que me foge palavras para comentar seu argumento. Todos têm direito a uma universidade pública e de qualidade independente de classe social.
“o mercado de trabalho também é um funil”
Sério? Não me diga. Deve ser por isso que a universidade hoje serve para fomar pessoas que tampem os buracos do mercado de trababalho sem se preoculpar com a qualidade e a eficiência do ensino.
Acho que a Rita não quer discutir!!! Isso mostra tudo: seus argumentos são sujos, por isso não quer discutir com respeito. Não é capaz de fazer isso!
Mudando de assunto, queria saber se esta confirmado a GREVE para o dia 28/03/2011, já verifiquei que vai ser em todas as universidades federais do país.
O que pretendiam aqueles que lamentam não ter assistido a Aula Magna? Lamentam não ter ficado passivamente ouvindo as famigeradas declarações ufanistas da direção da Ufopa? Ou se tratava de mera preparação para ingresso acomodado na Universidade? Aos que reclamam das “contaminações” partidárias por parte de quem questiona o modelo da Ufopa, eu devo alertá-los: vocês estão defendendo uma política educacional implementada por um governo, que por sua vez é partidário. Há uma construção da imagem da Ufopa, pelo governo, de uma universidade que vem para solucionar os problemas da Amazônia, brada-se que está havendo uma expansão de qualidade do ensino superior e anuncia-se inovações fantásticas. O grande mérito do movimento estudantil de Santarém foi produzir questionamentos a tudo isso, foi produzir o debate, foi apontar os engodos, as mentiras, os equívocos no discurso do governo. É assim que se constrói as transformações. Esse espaço, que deveria estar sendo usado para discutir o objeto sobre o qual estruturam-se os discursos pró e contra novo modelo universitário e fins da universidade, infelizmente está sendo mal utilizado pelos que atacam politicamente a sociedade civil organizada: o DCE e a UES. Enquanto a mídia diz “Estudantes impediram acontecimento da Aula Magna”, escondem que “A direção da UFOPA, na pessoa do Prof. Seixas Lourenço, preferiu encerrar a Aula Magna a dar voz aos estudantes”. Diretas Já!
ESTUDANTE QUE OUSA LUTAR, CONSTROI O PODER POPULAR !!!!!!!!!!!
Parabéns. O movimento estudantil da UFOPA é um orgulho para a sociedade santarena.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
deve ser a mãe de um dos membros do DCE!
É claro que ela deve ser do PSOL também, como todos esses “líderes estudantis”…
Agem pela emoção e com argumentos sem conteúdo.
Lutam tanto que esquecem de estudar.
Lutem para concluir seus cursos. Ainda tem muito chão pela frente!!!
Acho que eles deveriam assistir a aula magna…
Seria um bom conteúdo que eles poderiam absorver…
RESPEITOSA COLOCAÇÃO.
Estudante tem que ficar na sala de aula estudando. Ainda precisam caminhar muito pra chegar ao topo de uma universidade. A universidade que estudantes querem é universidade de baderna. É só o professor marcar uma avaliação e cobrar um pouco mais que o professor é dito ruim. Vê se esses membros do DCE pelo menos estudam… é de praxe, já de outros momentos, alguns deles correrem risco até de jubilamento. Vocês precisam de conteúdo. Ajam com a razão. Abaixo a Anarquia!
Concordo com o ProfessorAloprado …
aluno é pra estudar … e professor é pra tá na sala de aula … quando tá fora dela, tem que tirar um tempo pra fazer seu plano de aula e dá uma aula de qualidade.
Esse movimento errou 3 vezes: tava no lugar errado, hora errada e em companhia do professor errado (Prof. Gilson), esse sim, verdadeiramente ALOPRADO.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Se for para ter aula com um professor como você, é melhor o aluno ficar em casa.
Esse aluno que fica na sala de aula é o do fundamental, por que até o do médio sabe que é importante lutar….mas aqui estamos falando de uma universidade ou de um escolão??? E vocẽ professor, que não entende nada de educação, deveria fazer silêncio sobre o que não conhece. A educação acontece em todos os lugares, inclusive no meio dos estudantes que sonham uma Universidade de verdade e não esse arremedo mal feito que é a ufopa!
Diretas já!!!
Diretas já!!! para uma nova representatividade do DCE.
É por isso que esse povo do DCE é mau educado… aprenderam na rua pelo jeito… hahahaha
Aprendem na realidade, é diferente!!! Você aprendeu na escola e é um alienado!!!
As eleições do DCE, ao contrário pra a de reitor, já está definida para depois do congresso estudantil, que acontecerá em junho. Informe-se.
QUERO UM REPRESENTANTE MELHOR QUE UMA GALINHA!
… Ter uma galinha por representante enfraquece qualquer movimento …. É triste …
Acho que o DCE precisa ser renovado … eleições já!
Eleições já p o DCE!!!!!!! Não queremos galinha”!!!!
“…Precisamos defender a plena liberdade de expressão…” ora, ora seu Ib Tapajós, vamos deixar de prosaicas balelas (não foi a nossa intenção,… único caminho, etc.), faça com que seu discurso seja acompanhado da pratica, conheces Martin Luther King ou Mahatma Gandhi ?, aprenda um pouco com eles, aprenda a respeitar e quem sabe os caloursos respeitarão esse malogrado DCE.
Por um DCE livre …. Eleições para o DCE já!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Assim como o DCE quer eleições para a reitoria, eles tb devem fazer novas eleições, pois hj eles são a minoria, quem disse que eles representam os calouros? Eu não votei neles.
ELEIÇÃO PARA O DCE JÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cara! Não precisa ser muito bom em Matemática pra saber q vc errou em “eles são minoria”, além disso, vcs nem sabem o q é universidade, não seja pedante, baixe essa bola, entrou esse ano e já quer mandar, fala sério…
Jeso, publique a carta aberta da UES no blog da UES: https://uesantarem.blogspot.com/2011/03/carta-aberta-aos-estudantes-da-ufopa-e.html
É tão importante quanto a nota da UFOPA.
Di, já foi publicado. Veja neste post, no Leia Mais, abaixo.
ib – “De fato, o momento em que interrompemos a programação da Reitoria não foi o mais adequado. Aliás, não era essa a nossa intenção.”
VETERANO UFPA / UFOPA – Me admiro da pessoa vir publico dizer que não era essa a “intenção” do DCE sendo que na própria assembléia feita por vocês ficou bem clara essa intenção. Não subestime a inteligência dos novos alunos e veteranos que estavam na assembléia. A estratégia de invadir a aula magna e causar impacto contra a reitoria deu errado caro IB e seguidores, admita isso em publico. O impacto foi contra o DCE. Acredito eu que um verdadeiro líder assume a responsabilidade sobre seus atos e sabe das conseqüências de uma posição.
ib – ” Universidade é, por excelência, um espaço de produção de conhecimento e debate de idéias. Portanto, não podemos admitir essa ditadura do pensamento único, em que a única voz autorizada a se manifestar é a da Reitoria. Precisamos defender a plena liberdade de expressão e o amplo debate público de todas as questões pertinentes à UFOPA.”
VETERANO UFPA / UFOPA – Correto, mas isso não justifica o fato de se invadir a aula magna e estragá-la com atitudes irresponsáveis, faltando com respeitos as pessoas que lá estavam e que nada tinham haver com as disputas partidárias existente entre o DCE e a Reitoria. Aquele momento era dos novos alunos e o DCE deveria ter respeitado isso. No dia 17/03 o DCE teve seu espaço para manifestar seu posicionamento aos novos aluno com relação a UFOPA no auditório do campus Rondon na assembléia estudantil. No dia 18/03 na aula magna era a vez da reitoria fazer sua parte com os novos alunos falando da instituição. Mais a atitude imbecil de bagunçar a aula magna provocada pelo DCE estragou isso. Depois esse grupinho partidário do contra fala em democracia.
Sinceramente è vergonhoso ser representado por pessoas infantis fantasiada de galinha. Quem vai da moral a isso? Já esta na hora de fazer protestos mais inteligentes, respeitando a tudo e a todos. Não simulando perseguições da reitoria ou usando o velho discurso de vitimados pelo sistema, os novos alunos hoje não caem mais nesses discursos manjado e repetitivo. Por isso é necessário que se construa dentro da universidade que é um espaço democrático , uma oposição a esse grupinho DCE ,mas com um nível de inteligência e estratégia melhor,dessa forma os dois lados da moeda pode ser mostrado a todos e cada um siga a quem quiser.Uma verdadeira democracia funciona dessa forma.
A reitoria também peca ao se calar deixando esse mostro chamado DCE fazer a cabeça dos novos alunos manipulando a verdade dos fatos. Os aluno do CFI ainda estão conhecendo esse campo de guerra partidária que se tornou a UFOPA.
A informação e a maior arma contra a ignorância e falta de respeito praticada pelo DCE que manipula a verdade ao falar com os novos alunos, como ficou claro na assembléia estudantil do dia 17 e simula perseguições se fazendo de vitimados para assim consegui seguidores, como vimos na aula magna e em seus discursos.
O sr. é veterano na UFOPA mas como servidor de lá, puxador de saco e pau mandado de bandeira aberta do queridíssimo Sr. Seixas Lourenço. Muitos dos que vc diz que representa estão envergonhados de vossa senhoria. O sr. difama os estudantes mostrando tanto nojo que tira onda até com a maneira que eles estavam vestidos, só falta falar da marca de seus sapatos e do penteados de seus cabelos. Insiste em falar de manipulação… meu querido, diferenças de ideiais são normais! Aceite as diferenças de opiniões. Vc escancara tanto ódio, repúdio e indignação difamando de maneira ridícula os estudantes que parece até filme de perceguição. Calma amigo, estamos todos aberto a diálogos. É mais vantajoso expor pontos de vista do que expor ódio e difamação da imagem de pessoas.
Ao de da de entender é que você quer de qualquer maneira fazer o ódio e a antipatia nascer no coração daqueles que as vezes estão sem saber o que está havendo. Não fique nervoso. Seu tom de escrita transborda ódio como se estivessemos numa guerra.
Tome um suco de maracujá.
Diga isso aos estudantes do DCE que difamaram a imagem dos novos calouros chamando o mesmo de cobaias, que invitando mentiras sobre varias chamada da UFOPA sujaram a imagem da mesma que faltaram com respeito ao professor Armando Mendes um senhor de idade que nada tinha haver com as revolta deles contra a reitoria, diga isso ao DCE que sempre colocou mesmo os alunos contra a direção. O VETERANO UFPA / UFOPA nem precisa fazer nascer ódio e a antipatia no coração dos outros, o próprio DCE já faze isso. A oposição a esse grupo precisa ser feita mesmo.
Esse DCE não nos representa. Quem autorizou serem contra o modelo acadêmico que ingressamos na UFOPA. Cuidem do modelo tradicional de vocês e nós cuidamos do modelo acadêmico inovador. Que belo exemplo de democracia vocês deram aos novos alunos e as autoridades presentes na aula mágna. Esse Ib Tapajós não nos representa. Quem o autorizou ser o nosso porta voz?
Que autoridade tem tendo esse tipo de postura. estamos aquí para estudar e aprender, não para querer aparecer a custa dos outros.
A universidade é uma só, os estudantes devem caminhar unidos.
Você está tão por fora das reivindicações dos que manifestam que pensa que a luta se refere apenas ao novo modelo…. Por favor, vai muito além disso. Não queremos o mau ou infernizar a vida dos calouros por causa do novo modelo, afinal, ele já foi criado sem que se possa voltar atrás e é bom que vcs mesmos vigiem e cobrem sempre melhoria para todos. Se intere mais sobre o assunto. Estão burlando nossos motivos e reivindicações pra fazer exatamente isso: Jogar os calouros contra os veteranos, e o pior de tudo é que estão conseguindo.
Triste…
Eu também acredito que as reinvidicações vão muito além do modelo adotado. Primeiro, Nós veteranos já sentimos e continuamos sentindo o descaso com a educação dentro da universidade. È falta de segurança, de iluminação, de transporte, de professores, de restaurante, de alojamento, etc. Os calouros estão estudando no Campus Hotel ou Campus Boullervard. Eles tem uma estrutura legal, mas isso vai acabar e vão ver a realidade nua e crua que nós veteranos já enfrentamos e, talvez, enfrentaremos até nos formarmos, porque não fazemos nada. Amigos Calouros, eu também entrei inocente na universidade, agora sei que se quiser ter uma boa formação, terei que estudar o dobro, porque não temos bons laboratório, nem livros e, às vezes, nem bons professores. Vamos exigir nossos direitos, nos organizar de forma inteligente, oculpar a reitoria se for o caso. Temos que nos mexer, principalmente, vocês calouros tem que lutar desde agora. Quando a gente entra na universidade nosso pensamento muda. Vocês ainda estão com pensamento de colegiais (não que isso seja ruim). Lutem!!!!!
Saia do ensino médio amigo, universidade é outra coisa, quando vc não conseguir emprego pq seu curso não tem reconhecimento no país vai cair na real, o “inovador” curso que vc vai fazer ?…..se informe sobre seu curso inovador e depois relate…fique parado aí achando tudo ótimo e pode se arrepender um dia,ou vc n acha que paga inpostos suficientes para estudar em um prédio de boa qualidade na própria universidade? se conforma com arranjos e quebra galhos? se mova ou se conforme a escolha é sua.
OLha entendo, e muito suas preces, lutas e desejos, mas a forma pelo qual escolheram suas ações e atitudes são verdadeiramente inúteis e descabíveis, AFINAL os calouros também tinham o direito de serem recebidos com ações Sociais e não FACÇÕES.
” A luta deve existir para que outros possam usufruir” – isso é a mais pura verdade!!!
Agora DONA UES, que força você tem diante da classe estudantil, santarena?,
o que vocês representam para a sociedade acadêmica?
que propósitos vocês tem?
vocês consultaram a classe UNIVERSITÁRIA sobre o manifesto?,
vocês colocaram isso em alguma Assembléia afirmando que iriam apoiar a ação na UFOPA?,
COmo essa diretoria foi escolhida?
Por voto direto, como toda instituição que transparente deve ser?
primeiro estruture a classe e e não tome a atitude unilateral de apoiar uma ação ou outra, afinal vocês não representam só a UFOPA e sem todas as UNIVERSIDADES.
IB é necessário conhecer as reais necessidades da Classe e não ficar achando que pode mudar o mundo sozinhos(UFOPA e UES), vocês sabem quantos universidades são e quantos Universitários TEM, acredito que não pois nem sede própria tem…..
Olhem pra dentro do movimento e aprendam com a história…
Facções? Rsrs.
“vocês consultaram a classe UNIVERSITÁRIA sobre o manifesto?,”-Houve uma assembléia antes do manifesto, ele já estava previsto e de acordo com todos que participaram dele.
“COmo essa diretoria foi escolhida?”-Novamente através de uma assembléia com os estudantes, onde quem estava presente votou e elegeu.
Égua do povo cabeça oca. Embrenham-se por causas que de tão antigas e retrógadas beira a cafonice. Motivem-se por causas mais nobres, como por exemplo a luta pela salvação dos tambaquis albinos ou então pelo movimento de apoio aos homens homossexuais lésbicos
Quando vejo os programas do PSTU e PSOL e suas plataformas malucas , creio que até KARL MARX se revira no túmulo e começa a rir. A Universidade não formou um único estudante e no primeiro ano de funcionamento já contestam o modelo acadêmico. Bradamos os lemas: NÃO A EXPLORAMOS DO PROLETARIADO!!! REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!! CALOTE NA DÍVIDA EXTERNA!!!! MORTE A BANQUEIROS!!!! E ETC….. E ETC…. E MAIS ETC….
Ô povo radical, viche maria!!!!
Meu caro, essa imagem partidária que estão de qualquer forma querendo empurrar na cabeça das pessoas que estão assistindo ao manifesto dos estudantes NÃO EXISTE.
Querer melhorias para a universidade independe de partido, eles estão tentando de tudo para que nossas verdadeiras reivindicações não seja notada e não passe de palhaçada. Não caia nessa piada…
Concordo com o invocado.
O DCE prega tanto a democracia, a liberdade de expressão por que então ele quer viver atrelado aos eventos promovidos pela reitoria que ele tanto combate e crítica de autoritária? Por que o DCE espera que a reitoria mobilize a comunidade estudatil pra ele? Se se intitulam de nossos lideres, então façam valer sua liderança, realizem os próprios eventos da categoria, criem nossos próprios espaços, não fiquem esperando pela tal reitoria que promova seus eventos e os dê um pequeno espaço pra nos pronunciarmos, assim mano é muito fácil ser lider. Cadê o chamamento para as elições do DCE UFOPA que desde que ela foi criada não foi feito? Será que vão esperar a reitoria fazer uma eleição pra pegar carona na eleição dela pra eleger o verdadeiro DCE da UFOPA? Ou vão dizer que não realizam eleição direta no DCE UFOPA porque o Reitor não deixa? Se queixam tanto de falta de democracia da reitoria mas nós alunos também vivemos isso dentro do próprio DCE quando não elege a diretoria de forma democrática e séria.
Espero que esses questionamentos sirva de reflexão a nossa categoria. Quero sim um DCE, mas um DCE que respeite sua categoria, não uma diretoria que só olha para seu próprio umbigo e usa nossa entidade como trampolim político partidário. Quero um DCE liderado por estudantes e não por professor que não consegue se quer liderar um grupo de cinco colegas seus e quer liderar uma categoria como a nossa. Quero um DCE livre da reitoria, mas que seja capaz de andar com suas próprias pernas e não atrelado e comandado por partido político. Quero nosso DCE debatendo academicamente e não panfletiando, com discurso rasteiro.
Vamos tomar o DCE desses abutres que envergonham nossa categoria, vamos construir um DCE orgânico e comprometido com as causas estudantis.
Vc está mesmo por fora do que está acontecendo. Muita coisa que vc escreve não condiz com a realidade do DCE. Se intere mais das atividades desse grupo.
Infelizmente, já esperava esse tipo de reação da Administração ( que apenas evidencia tudo o que nós denunciamos: A UFOPA é rigida pela” lei do cala-boca”). Até entendendo que muitos estudantes, ainda não compreendem o que é o DCE e o que significa o modelo acadêmico que está sendo empurrado goela a baixo, porém é fundamental que nesse momento una-mos vozes pela liberdade de expressão e contra o autoritarismo da REItoria da UFOPA.
A luta está só no começo.
UFOPA LIVRE JÁ !
O DCE faltou dizer que os calouros vairam e gritavam para ele: fora, fora, fora . A cerimônia era para os calouros. Se o DCE quer ser ouvido por eles, faz uma convocação ora.
“fora fora fora SEIXAS LOURENÇO!”
Foi isso.
Afff…
Invocado, invocadinho, invocadão……quem vaiou foi uma das diretoras do CFI, Fátima Matos….essa senhora fez o papel ridículo de regente de um coro de pessoas desinformadas que foram na onda……
Estive na condição de calouro participando do fatídico dia 17/03/2011 data que marcou a aula magna da Ufopa.
A aula que não aconteceu, a aula que vai para história de Santarém.
Fazendo um balanço, acho que a programação acabou provocando os manifestantes. Era tudo o que eles queriam para fazer ressoar a sua indignação.
Digo isto porque depois da apresentação do cantor Nato Aguiar, aparentemente, digo aparentemente, os ânimos, as vaias, estavam mais amenas. Daí a inteligência de plantão colocou na programação a chamada para exibição de uns depoimentos sabe sobre o que? Adivinha? Modelo acadêmico.
Putz véio, não tinha outra coisa para eles fazerem não?
Que chamasse logo o professor honoris causa para falar, seria de bom tamanho. Não deu para perceber que os ânimos estavam mais ou menos controlados pelo inebriante encanto das notas musicais e do belo canto .
Diga se não foi chamar pra porrada a rapaziada? Não deu outra.
O frango foi seguido pelos demais e assim todo mundo já sabe o resumo da ópera.
Axo que faltou um certo traquejo da coordenação para lidar com o momento. Também, não posso afirmar que tendo ou não a exibição o desenrolar da história fosse outro. Mas acho que isso foi o estopim para os minutos de fama que o movimento estava esperando.
Agora, contudo, todavia, entretanto, o movimento não pode se queixar que é perseguição, autoritarismo, revanchismo. Quer dizer que qualquer um pode fazer o que bem pensa na universidade porque é pública e fica por isso mesmo. Alto lá.
Quer dizer que a democracia é vista apenas pela ótica dos manifestantes?Alto lá.
E A DEMOCRACIA, LIBERDADE DE QUEM ESTAVA LÁ PARA ACOMPANHAR A AULA MAGNA, TAMBÉM NÃO VALE?
Não vejo que o movimento estudantil vir a público e dar a sua cara a tapa. Quer dizer IB e os demais, que na vossa avaliação foi tudo bem? Que está acompanhado de um grupo de pessoas pode legitimar essas e outras ações?
E A GILSONIZAÇÃO do movimento estudantil serve, basta, não tem nada de errado nisso? Na verdade, estão se passando de vítima, de coitados e agora de perseguidos.
Não discuto o mérito dos questionamentos de cunho acadêmico, mas a forma e o momento para fazer isso, foi o pior momento possível e o resultado ficou evidente: a antipatia da comunidade acadêmica ou as vaias não foram ouvidas? O movimento foi interssante, a galera veio em passeata pelas ruas da cidade, jóia. Já tinham dado o recado, em alto e bom som. Mas, precisavam do minuto da fama.
Axo que se tivessem expulso os manifestantes, isso seria a glória. Axo que se tivessem colocado um reforço de policiais ou seguranças no local e tivessem triscado num fio de cabelo de algum manifestante, isso seria a glória.
Porém, não houve excesso. Não conformado os manifestantes foram para grande o grande palco. Rendeu-lhes glória, fama por alguns minutos e repúdio a antipatia dos acadêmicos.
Assina: Mosca na sopa do reitor e do movimento estudantil
Só espero que essa instauração de processos administrativos disciplinares, atinja principalmente a professores e técnicos administrativos que agitavam a platéia de calouros contra os manifestantes( que por sinal eram alunos da instituição) usando palavras de baixo calam, e que aliás foi esse o motivo que levou a paralisação da aula magna!
Parabéns ”professores” !!!!
Sim, em seu pensamento “tacanho” perserguir funcionários é algo perfeitamente normal…se um funcionário quiser de posicionar contra o reitor este pode pois estamos em um país livre e democrático, embora a universidade tenha se constituído em uma ditadura apoiada por pessoas como você, que com certeza se beneficiam disto, parabéns por olhar para seu umbigo e esquecer da qualidade de ensino!
DCE MAL EDUCADO!!!!
Muitos de nós participou com maior ou menor intensidade no movimento estudantil. O movimento estudantil tem uma história de contribuição para nossa democracia e para a formação de importantes lideranças nacionais. Muitos estão nos governos, nas entidades da sociedade civil, nas instituições de ensino superior ou com seus próprios negócios. O movimento estudantil deve ser estimulado e ser parte da vida social e política de qualquer processo de formação educacional. Se perdermos essa noção básica da democracia estaremos “castrando” a capacidade de criticar e sentir-se parte da construção da cidadania de nossos jovens. Pior, estaremos, na prática, violentando o passado de muitos daqueles que lutaram pelo reestabelecimento da democracia no Brasil e pela educação pública e gratuita de qualidade.
Como os jovens estudantes de Santarém e região eu me posicionei, muitas vezes em atos públicos e de visibilidade, contra a arbitrariedade da ditadura na universidade que estudei. Eu me sinto parte da transformação daquele modelo autoritário num projeto democrático de produção e circulação de conhecimento. Na UFRJ votamos na eleição de Reitor, participamos das reuniões do Conselho Universitário e temos espaços assegurados para as atividades do Diretórios e Centros Acadêmicos. Vejo como completamente anacrônica a posição da Reitoria da UFOPA em tomar medidas persecutórias aos estudantes que se manifestaram durante a Aula Magna. Uma gestão democrática não mediria esforços pelo caminho que é muitas vezes o mais difícil, o do diálogo e da construção política. É importante reconhecer o direito que os estudantes e os cidadãos têm de discutir o modelo adequado para a Universidade que representa o sonho e o futuro de muitos de nossos jovens.
Nenhuma novidade nas atitudes da thurma do senhor magnifico reitor protempore seixas lourenço. Para quem viveu o período de campus da UFPA aqui em Santarém quando o senhor aldo queiroz fez e desfez em favor dos seus. A ufopa segue na mesma trilha usando o mito do ensino ou da preocupação por este, mas na verdade o que está por traz é os esquemas antigos das universidades que se tornam curais de pessoas descomprometidas com os estudantes e com a qualidade de ensino. Temos o dever moral de denunciar essa thurma numa corrida ferrenha para alertar aos alunois que chegam que a universidade está acima dos intereses putridos de alguns oporunistas que se apoderam de nossas universidade. Uma universidade no Oeste do Pará é algo inegavelmente importante, porém a condução que se dá na UFOPA nos mostra tempos negros para educação superior no Oeste. Por isto fora seixas e sua thurma e viva os estudantes.
Disse tudo!!!!
“A Administração Superior da UFOPA esclarece ainda que já está tomando as devidas providências, com a instauração de processos administrativos disciplinares, para apurar tais fatos, que colocaram em risco a integridade física de todos os presentes no evento”
Sem comentários pra isso, eles querem “apagar” o motivo do protesto usando como borracha uma imagem suja dos estudantes que apenas lutam pelos seus direitos. Lamentável.
Começou o terrorismo.
Eles vão querer “punições” aos que protestavam pra que sirva de lição praqueles que pensam e ir contra a conduta deles. Para que caluros e funcionários que pensarem em reagir contra ou manifestar alguma forma de protesto sejam castigados, silenciados. Vão ficar de castigo no milho!!!
Caro Jeso,
você poderia postar no seu blog a Carta aberta aos estudantes da UFOPA e à sociedade santarena, feita pelo DCE e UES, postada no blog https://uesantarem.blogspot.com/ .
Já começou a guerra dos fake´s
vou mudar o pseudonimo para “Jethro, O Tal”
o nheco-nheco sou eu!
Fora Seixas Lourenço!
Caro Jeso, como leitor assíduo deste blog e como colaborador eventual, gostaria que fosse publicada como postagem autônoma a Carta aberta do DCE e da UES aos estudantes da UFOPA e à sociedade santarena, em que expomos os motivos da manifestação na aula magna.
Assim, teríamos o mesmo espaço que teve a Administração da UFOPA aqui no seu blog.
A carta está publicada no blog da UES: https://uesantarem.blogspot.com/2011/03/carta-aberta-aos-estudantes-da-ufopa-e.html
Respeitosamente,
Ib Tapajós
P.S. Transcrevo a seguir a íntegra da mesma:
É latente a ausência de democracia na Universidade Federal do Oeste do Pará, desde sua criação oficial, em novembro de 2009. O reitor da UFOPA foi indicado de maneira unilateral pelo Ministro da Educação; não temos até hoje um Conselho Universitário, formado por representantes das três categorias (estudantes, professores e técnicos); todas as decisões importantes são tomadas unicamente pelo Reitor e sua equipe – inclusive a implantação da ‘nova’ estrutura acadêmica, que inclui, dentre outros aspectos, o CFI, bacharelados interdisciplinares e licenciaturas integradas.
Há anos o movimento estudantil e os movimentos sociais vêm tentando dialogar com o corpo dirigente da Universidade, no sentido de instaurar um processo democrático na instituição. Inclusive apresentamos um projeto alternativo para a UFOPA, intitulado “A Universidade que queremos”. Entretanto, a maioria das nossas iniciativas não obteve êxito. A Reitoria é surda aos nossos clamores e, ao invés de abrir espaços públicos de discussão, prefere se pautar em atitudes autoritárias, reprimindo e intimidando os estudantes, professores e funcionários que ousam discordar do projeto (im)posto pelos donos do poder.
É dentro desse contexto que realizamos o ato público do dia 18 de março de 2011, durante a aula magna no Auditório do Hotel Amazônia Boulevard, conforme deliberado na Assembléia geral dos estudantes do dia 17 de março. Nossa principal bandeira levantada na ocasião foi: Democracia/Diretas já! Afinal de contas, a comunidade acadêmica tem o direito de escolher o seu reitor e de decidir qual o modelo acadêmico melhor atende aos seus anseios, dentre outras questões.
De fato, o momento em que interrompemos a programação da Reitoria não foi o mais adequado. Aliás, não era essa a nossa intenção. Entretanto, foi o único caminho que encontramos para nos fazer ouvir, já que os membros da Administração negaram a nós o direito de falar no evento – uma atitude claramente autoritária, a exemplo de não terem convidado o DCE [entidade máxima dos estudantes da UFOPA] para compor a mesa de abertura da aula magna.
A Universidade é, por excelência, um espaço de produção de conhecimento e debate de idéias. Portanto, não podemos admitir essa ditadura do pensamento único, em que a única voz autorizada a se manifestar é a da Reitoria. Precisamos defender a plena liberdade de expressão e o amplo debate público de todas as questões pertinentes à UFOPA. O reitor não quer isso, mas nós lutaremos sempre para que todas as vozes sejam ouvidas na nossa Universidade. Nunca nos calarão!
Por outro lado, é importante ressaltar que a falta de diálogo da Reitoria com o movimento estudantil gera vários efeitos negativos para a vida de todos os estudantes. A ausência de uma política séria de assistência estudantil é uma prova disso. Nunca constou no Projeto oficial da UFOPA a construção de uma Casa do Estudante, para abrigar acadêmicos oriundos de outros municípios. Um Restaurante Universitário sequer é cogitado pelo Sr. Seixas Lourenço. A estrutura física da nossa Universidade – salas de aula, bibliotecas, laboratórios, etc. – deixa muito a desejar. Ademais, as inúmeras dúvidas sobre o funcionamento do CFI nunca são respondidas satisfatoriamente pela Administração (o caso do Índice de Desempenho Acadêmico – IDA é emblemático nesse sentido).
Por isso tudo, é extremamente importante que o corpo estudantil da UFOPA esteja sempre unido, de modo a reivindicar com eficácia suas demandas fundamentais. Não podemos nos render ao discurso maquiavélico de alguns setores que tentam colocar estudantes contra estudantes. Todos nós, ‘calouros’ e ‘veteranos’, fazemos parte de uma mesma categoria: os estudantes da UFOPA. Possuímos as mesmas demandas, sofremos dos mesmos problemas, temos sonhos e aspirações parecidos. E, o que é mais importante, todos nós almejamos uma Universidade pública de qualidade, que cumpra os desafios sociais que o povo da região espera; que contribua para o verdadeiro desenvolvimento da Amazônia, produzindo um conhecimento socialmente útil para a maioria da população.
Como dizia o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas, construir a Universidade que queremos!
Assinam:
Diretório Central dos Estudantes da UFOPA (DCE/UFOPA)
União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES)
Ib fikei decepcionado, nada justifica o que foi feito. Tbm tenho críticas mas tirar direitos como fizeram tbm é tirar a liberdade e democracia. Agora é o mão suja falando do mal lavado.