No Globo Online:

O consórcio Norte Energia, que ganhou o leilão para construção e operação da usina de Belo Monte, no Pará, tem condições de otimizar o projeto e reduzir os custos de investimentos, hoje estimados pelo governo federal em R$ 19 bilhões.

Essa é a opinião do presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, que evitou falar em valores.

– O projeto tem otimizações possíveis. Existe a possibilidade de redução de custos de construção. Belo Monte é um empreendimento muito interessante, com um boa taxa de retorno para os investidores – destacou Tolmasquim.

O executivo disse não ter sentido as críticas de que o projeto está sendo subsidiado com recursos do governo.

Segundo Tolmasquim, todos os benefícios concedidos à construção da usina são os mesmos concedidos a outros projetos tanto na área de infraestrutura, de energia, como em projetos na região amazônica.

– Não se deu subsídio a mais que não tinham outras usinas da região – garantiu Tolmasquim.

O fato de o BNDES poder financiar até 80% do empreendimento é comum, segundo o presidente da EPE. Ele destacou que é normal em uma economia moderna a realização de projetos com parte do capital privado e parte com financiamento.

E Belo Monte, para Tolmasquim, é muito atrativo como investimento, com taxa de retorno real de 8%, uma das mais altas praticadas no mundo.

O consórcio Norte Energia é formado por nove empresas: Chesf (49,98%), Construtora Queiroz Galvão (10,02%); Galvão Engenharia (3,75%); Mendes Junior Trading Engenharia (3,75%); Serveng-Civilsan (3,75%); JMalucelli Construtora de Obras (9,98%); Contern Construções e Comércio (3,75%); Cetenco Engenharia (5%) e Gaia Energia e Participações (10,02%).

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Um comentário em: Custo de Belo Monte pode ser reduzido

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  • Oculista disse:

    Vejam quais eram as reais intenções do Presidente Lula com relação a construção de usinas hidrelétricas no interiro da amazônia, posicionamento particularizado dele – então candidato em 2002 pelo PT – sobre Belo Monte:
    MENTIRA:
    “[As usinas] Belo Monte, Jirau e Santo Antonio [na Amazônia] são coisas que nossos adversários torcem para não dar certo.” (Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, 22/04/10.)

    A VERDADE:
    Quem torceu para não dar certo foi Lula, candidato do PT em 2002, que em seu programa de governo condenou a construção de hidrelétricas na Bacia Amazônica, inclusive a de Belo Monte.