
Investigações do MP (Ministério Público) do Pará revelam uma destruição de proporções gigantescas em Altamira, sudoeste do estado. Abertura de procedimentos contra 3 alvos que, somados, são suspeitos de derrubar uma área de floresta equivalente a mais de 6 mil campos de futebol. O crime ambiental ocorreu dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu.
O volume de desmatamento atribuído a um único indivíduo chama a atenção. Thiago Pimentel Freitas é investigado pela supressão de 3.511 hectares de vegetação nativa. Na prática, isso significa que sozinho, ele é suspeito de “limpar” uma área correspondente a 3.500 campos de futebol oficiais de uma só vez.
Conta da destruição: multas milionárias
Além do dano irreparável à biodiversidade, o bolso dos investigados é o próximo alvo. Com base no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, a multa base para quem destrói florestas nativas sem autorização é de R$ 5 mil por hectare.
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Aplicando a legislação à área devastada pelos investigados, a estimativa preliminar das multas alcança cifras astronômicas:
- Thiago Pimentel Freitas: Com 3.511 hectares desmatados, a multa estimada pode chegar a R$ 17,5 milhões.
- O trio investigado: Somando as áreas de Felix Pablo e Arildo Aparecido (que totalizam mais 2.600 hectares), o valor total das sanções administrativas para os três investigados pelo MP ultrapassa a marca de R$ 30,5 milhões.
Vale ressaltar que esse valor pode dobrar ou triplicar caso sejam comprovados agravantes, como o uso de fogo ou a reincidência.
Desmatamento em série
Além de Thiago, a fiscalização identificou que Felix Pablo e Arildo Aparecido somam outros 2.600 hectares de área desmatada — ou seja, mais 2.600 campos de futebol que viraram pasto ou área degradada na mesma unidade de conservação.
A APA Triunfo do Xingu é historicamente uma das unidades de conservação mais pressionadas do Brasil. A abertura desses inquéritos confirma que o desmatamento ilegal continua operando em escala industrial, gerando passivos ambientais que, agora, o MP busca converter em punições exemplares.

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