Do Xeque-Matte ao Gantuss, passado pela AABB e matutódrono: o errante Festival Folclórico de Alenquer

Publicado em por em Alenquer, Memória, Pará

Do Xeque-Matte ao Gantuss, passado pela AABB e matutódrono: o errante Festival Folclórico de Alenquer
Centro de Eventos Ione Gantuss, construído pelo Governo do Pará em Alenquer: palco do festival desde 2024. Foto: AG. PA

Diante do notável crescimento do Festival Folclórico de Alenquer (PA), atraindo centenas de espectadores e com a dimensão que as apresentações estavam tendo, a prefeitura, na gestão do prefeito Claudyr Gantuss, decidiu assumir a organização do evento.

Transferiu-se da danceteria Xeque-Matte para a quadra da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), por achar que o lugar seria mais arejado e acomodaria melhor os artistas que se apresentariam e os visitantes, contemplados com mais conforto as apresentações.

❒ Leia também sobre esse evento: Festival Folclórico de Alenquer: palcos e berço da rivalidade Zé Matuto e Matutando em Férias.

❒ E ainda: Matuto, o protagonista do Festival Folclórico de Alenquer.

Nos lados da quadra, onde não havia como se sentar, foram construídas arquibancadas para acomodar mais pessoas. O festival aconteceu na quadra da AABB nas edições de 1991, ainda com então prefeito Claudir Gantuss, e nos anos de 1993 e 1994, já no terceiro mandato do prefeito João Ferreira.

Do Xeque-Matte ao Gantuss, passado pela AABB e matutódrono: o errante Festival Folclórico de Alenquer
A antiga quadra da AABB, palco do festival a partir de 1991. Foto: Silvan Cardoso/JC

Matutódromo

Com nova paralisação por mais 3 anos, o festival só retornou em 1998, quando no primeiro mandato de João Piloto foi construído um lugar apropriado para a realização do evento: o matutódromo. Embora fosse totalmente de madeira, tinha mais espaço tanto para as apresentações na arena como duas imensas arquibancadas para o público.

Além disso, até mesmo a imprensa tinha cabine para que os registros fossem feitos adequadamente. O matutódromo ainda foi pintado com duas divisões: de um lado, vermelho, representando o lado do Zé Matuto, e do outro, azul, representando a área do Matutando em Férias.

Apresentação do festival no matutódromo, de 1998 a 2011. Foto: reprodução

O matutódromo tornou-se um espaço memorável para quem viveu aquela época. Havia comentários de que o Festival Folclórico de Alenquer poderia chegar ao patamar do Festival de Parintins. Mas o novo espaço para a realização do evento não duraria muito tempo.

Nova mudança: ginásio poliesportivo

O matutódromo foi utilizado de 1998 até 2001, quando já apresentava riscos de acidente, devido a madeira de sua estrutura não oferecer mais segurança. O espaço foi desmontado, já que havia emenda parlamentar e promessa para que um novo matutódromo, desta vez de alvenaria, fosse finamente construído.

Mas a promessa não se realizou. O festival voltou a ser paralisado e aconteceu somente em 2015 e 2016, por iniciativa dos próprios grupos, na quadra do ginásio poliesportivo Octávio Proença de Moraes, situado à rua João Ferreira, no bairro Planalto.

Do Xeque-Matte ao Gantuss, passado pela AABB e matutódrono: o errante Festival Folclórico de Alenquer
Ginásio poliesportivo Otávio Proença de Moraes também foi palco do festival. Foto: Silvan Cardoso/JC

Após nova paralisação, o festival recomeçou em 2023, num perímetro da avenida Santos Dumont, e, finalmente, no Centro de Eventos Ione Gantuss, construído com apoio do Governo do Pará, por intermédio da Prefeitura de Alenquer, na gestão do prefeito Tom Silva (MDB), que desde 2023 ajuda no resgate do evento.

No Ione Gantuss, o Festival Folclórico de Alenquer foi realizado no ano de 2024 e será realizado em 2025. O lugar, além servir como palco de outros eventos importantes na cidade, como shows diversos e apresentações de fanfarras, será, ao que se espera de forma definitiva, o lugar para todos os festivais folclóricos entre Zé Matuto e Matutando por muitos anos.

Fonte:

  • Arquivo do Museu da Cidade de Alenquer (MCA)
  • Antes que a gente esqueça: Lembranças e relembranças da cidade de Alenquer (Luiz Ismaelino Valente/ Roberto Mesquita – Belém: 2012)
Avenida Santos Dummont, o penúltimo palco do festival. Foto: Silvan Cardoso/JC

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