Fim do bloqueio: Saúde de Santarém divide bolo de R$ 11 milhões entre Tapajós e mais 3 empresas

Publicado em por em Contas Públicas, Pará, Política, Santarém, Saúde

Fim do bloqueio: Saúde de Santarém divide bolo de R$ 11 milhões entre Tapajós e mais 3 empresas

O TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) do Pará decidiu revogar a decisão cautelar que suspendia os pagamentos e a execução de contratos para serviços laboratoriais em Santarém (PA).

A medida libera o Fundo Municipal de Saúde (FMS) para prosseguir com o credenciamento de 4 empresas, após o gestor responsável, Everaldo de Souza Martins Filho, titular da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) sanar irregularidades que limitavam a competitividade do certame.

A decisão unânime seguiu o voto do relator, conselheiro Daniel Lavareda. O bloqueio anterior, homologado em outubro de 2025, havia sido motivado pela constatação de que o município havia habilitado apenas uma empresa, a Tapajós Diagnósticos Ltda., para absorver o valor integral previsto no termo de referência, o que feria o princípio da livre concorrência.

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Ampliação da concorrência

Para reverter a suspensão, a Saúde (Semsa) de Santarém apresentou um novo termo de referência e comprovou a habilitação de outras 3 prestadoras de serviço, além da Tapajós Diagnósticos. As novas empresas credenciadas são a Celso de Souza Matos & Cia Ltda., Laboratório Santarém Ltda. e Laboratório Lacon Ltda.

Segundo o relatório do conselheiro Daniel Lavareda, com essa mudança, ficaram “satisfeitas as condições pertinentes à ampla concorrência e interesse público, preservando o caráter paralelo e não excludente do credenciamento”. O novo cenário contempla um montante total de R$ 11.343.698,59 para atender todas as unidades básicas de saúde do município.

Entenda o caso

A 5ª Controladoria do TCM identificou, em apurações de rotina, falhas no processo original (Credenciamento nº 004/2025). Inicialmente, o valor estimado para a contratação era superior a R$ 19 milhões, posteriormente reduzido para cerca de R$ 8,8 milhões.

O problema central apontado pelos auditores foi que, mesmo sendo um processo de credenciamento — modalidade que permite a contratação de múltiplos prestadores —, apenas a empresa Tapajós Diagnósticos havia sido contratada pelo valor total disponível.

O relatório técnico destacou que essa prática “descaracteriza o caráter paralelo e não excludente do credenciamento previsto no art. 74, IV, da Lei nº 14.133/2021”.

Além da restrição competitiva, a fiscalização apontou falta de transparência, citando a “não publicação do contrato e de documentos obrigatórios no Mural de Licitações do TCM/PA, no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e no Portal da Transparência Municipal”.

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Fiscalização contínua

Embora a medida cautelar tenha sido revogada, permitindo a retomada dos pagamentos e serviços, o Tribunal determinou que o acompanhamento não será encerrado.

O texto da decisão estabelece que se deve “dar continuidade às verificações e auditagens na medida em que for sendo executado o objeto contratual e realizadas as despesas”.

O objetivo é assegurar que a prestação dos serviços ocorra em conformidade com as cláusulas contratuais firmadas.

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