Justiça inicia fiscalização especial no principal cartório de imóveis de Santarém após denúncias de taxas indevidas e erros graves

Publicado em por em Justiça, Pará, Santarém

Justiça inicia fiscalização especial no principal cartório de imóveis de Santarém após denúncias de taxas indevidas e erros graves

A Justiça determinou uma intervenção rigorosa — tecnicamente chamada de correição extraordinária — no Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis e Notas de Santarém, oeste do Pará.

A medida foi oficializada hoje (22) pelo juiz Rafael Grehs, responsável pela fiscalização dos cartórios locais, e visa investigar uma série de denúncias sobre o funcionamento do local.

A fiscalização começou no dia 19 de janeiro e deve durar até o dia 2 de março próximo. Durante esse período, o funcionamento do cartório, que é administrado por Clarindo Ferreira Araújo Filho, passará por um “pente-fino”.

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O que está sendo investigado

De acordo com documento sobre o caso, a Justiça recebeu notícias de 4 problemas principais que estariam prejudicando a população:

  1. Cobranças suspeitas: Há indícios de irregularidades nos valores das taxas cobradas pelos serviços (chamados oficialmente de emolumentos).
  2. Atrasos: O cartório estaria descumprindo os prazos legais para entregar documentos.
  3. Erros nos registros: Foram identificados casos de “duplicidade de averbações”, ou seja, informações repetidas ou conflitantes inseridas nos registros dos imóveis.
  4. Burocracia excessiva: Suspeita-se que o cartório esteja exigindo documentos além do necessário para realizar os serviços.
Trecho do Edital de Correição Extraordinária nº 01/2026
“O presente ato tem por objetivo a apuração minuciosa de notícias de irregularidades na prestação dos serviços notariais e registrais, especificamente no que tange à cobrança de emolumentos, cumprimento de prazos legais, duplicidade de averbações e exigências documentais para a prática de atos.”
— Rafael Grehs, Juiz de Direito Corregedor Permanente
(DJE/TJPA, Edição 8238/2026)

População pode denunciar

O juiz Rafael Grehs destacou que a participação dos moradores é fundamental. Durante os mais de 40 dias de fiscalização, qualquer pessoa que tenha se sentido prejudicada ou que tenha informações sobre o atendimento e a conduta dos funcionários pode procurar a equipe de fiscalização.

As reclamações, sugestões ou observações podem ser feitas por escrito ou verbalmente diretamente ao juiz.

A decisão segue uma determinação superior da Corregedoria Geral de Justiça do Pará e visa garantir que o serviço público prestado pelo cartório volte à normalidade e respeite as leis.

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