
Jorge Pinto do Nascimento, o Jorge Surubiú, é um personagem de grande importância na história de música de Alenquer (PA). São dele os versos memoráveis “Alenquer terra querida, cidade da minha vida”, que são cantados com frequência em qualquer ocasião por alenquerenses que amam a sua cidade e até por aqueles que moram longe da cidade natal.
Filho de seu Genézio Gomes do Nascimento e de dona Maria Rosa Pinto do Nascimento, nasceu no dia 23 de abril de 1951. Sempre amou seu bairro, Aningal, tanto que afirmou que nunca morou na Luanda, embora tenha respeito e admiração por esse bairro.
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Casou-se no dia 24 de julho de 1973 com Maria Idalina Vilhena do Nascimento, com quem teve um casal de filhos. Jorge é avô de 12 netos. Tendo trabalhado ao longo da vida extraindo pedra, como ajudante de pedreiro, como pedreiro, servente, apontador de almoxarifado e pescador, dedicou-se à música como instrumentista e compositor por boa parte da sua vida.
Parceiro de Aldo Arrais
Jorge Surubiú teve bastante contato com o político e escritor alenquerense Aldo Arrais, primo de Benedicto Monteiro. Além de escritor, Aldo Arrais também foi compositor de músicas para Alenquer. Jorge e Aldo por um tempo trocaram suas experiências musicais.
Já com bastante relevância no mundo da música, Jorge Surubiú recebeu a proposta da diretoria do Matutando em Férias para ser o compositor oficial da agremiação. Foi quando em 1994 compôs a famosa canção “O rei do folclore”:
O rei do folcore
Alenquer, terra querida, Cidade da minha vida, Teus filhos cheios de ideias, Rei do folclore é o Matutando em Férias! Alenquer, quem te conhece Nunca vai te esquecer. Lá da serra do Cruzeiro É Santo Antônio nosso grande padroeiro. Tem a Cidade dos Deuses E no folclore Matutando é o primeiro! Alenquer, terra querida, Cidade da minha vida, Teus filhos cheios de ideias, Rei do folclore é o Matutando em Férias! Quero ver toda a galera Vibrar com muita emoção Aplaudindo o Matutando Que está arrebentando a boca do balão. Vibra a torcida verde, branca e azul, Sou Matutando e serei o campeão!
Os versos iniciais são tão belos e memoráveis por muitas pessoas que costumam ser cantados em quaisquer ocasiões, mesmo sem se importar que se trate de uma música de um grupo folclórico.
Os versos enaltecem a belezas naturais do município (Cidade dos Deuses, um sítio arqueológico localizado na comunidade Tanques) e os pontos turísticos da zona urbana, representados pelo mirante do Cruzeiro, todos mencionados na primeira estrofe após o refrão.
Durante os períodos sem festival, especialmente entre 2002 e 2014, cantar “Alenquer terra querida, cidade da minha vida” era também recordar com imensa saudade um festival do qual se imaginava voltar.
Mesmo com os surgimentos de músicas novas, compostas de acordo com os temas abordados a cada nova edição do festival, a música “O rei do folclore” será sempre um marco, com versos que ultrapassam os limites do festival folclórico.
Fonte:
- Jorge Surubiú, compositor alenquerense
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