TJ define destino de servidora que teve salário cortado por retaliação política em Monte Alegre

Publicado em por em Monte Alegre, Pará, Política, sindicalismo

TJ define destino de servidora que teve salário cortado por retaliação política em Monte Alegre
Yana Albuquerque, alvo de retaliação do prefeito Júnior Hage. Foto: arquivo JC

O TJ (Tribunal de Justiça) do Pará definirá em julgamento a ser realizada na próxima semana o processo que envolve uma servidora pública de Monte Alegre, no oeste paraense, que denuncia ter tido parte de sua remuneração cortada e sua função alterada por retaliação política do prefeito Júnior Hage (PP).

Após um desgaste que levou quase 100 dias de batalha judicial apenas para o cumprimento de uma ordem da Justiça local, o recurso apresentado pela prefeitura terá seu destino traçado pelos desembargadores da corte no plenário virtual.

A sessão decisiva está agendada para ocorrer entre às 14h do dia 23 (quinta-feira) e as 14h00 do dia 30 deste mês.

Publicidade

O conflito teve início em maio de 2025, quando Yanna Loize Santos da Silva de Albuquerque, do quadro efetivo do município, foi transferida de seu posto de trabalho e deixou de receber a Gratificação de Dedicação Exclusiva (GDE) em seu salário.

A servidora acionou a Justiça afirmando que as medidas adotadas pela gestão do prefeito Júnior Hage teriam ocorrido sem a devida justificativa, tratando-se de perseguição política pelo fato de ela ter participado de uma greve da categoria por melhorias salariais.

Em junho do ano passado, o juiz Thiago Gonçalves, de Monte Alegre, deu um ganho de causa provisório à trabalhadora. A decisão determinou que o município desfizesse as alterações e reconduzisse a servidora à sua lotação original no prazo de 20 dias, além de restabelecer o pagamento do benefício financeiro, sob o risco de aplicação de multa diária em caso de descumprimento.

Após um período inicial em que a prefeitura ignorou a ordem — chegando a ser alertada pelo magistrado de que a desobediência configurava um ato contra a dignidade da Justiça —, a funcionária acabou sendo reintegrada ao seu cargo de origem após quase 100 dias (mais especificamente 95 dias) de disputa legal.

Publicidade

Inconformado com a derrota na primeira instância, o prefeito Júnior Hage recorreu ao TJPA na tentativa de reverter a decisão e suspender a ordem de reintegração, argumentando que o remanejamento ocorreu legalmente pela necessidade de profissionais administrativos nas escolas.

A corte estadual, contudo, negou o pedido imediato da prefeitura para paralisar os efeitos da decisão local e manteve a servidora em seu posto de origem de forma provisória.

Diante dessa negativa preliminar, o município apresentou um novo questionamento formal pedindo a revisão e o esclarecimento da posição do tribunal. É justamente este pedido que agora entra na pauta da 3ª Turma de Direito Público do TJ, sob a condução da relatora, desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha.

O TJ julgará se a Prefeitura de Monte Alegre tem ou não o direito de manter a remoção e o corte no contracheque da servidora concursada.

O JC mais perto de você! 📱

Gostou do que leu? Siga nossos canais e receba notícias, vídeos e alertas em primeira mão:

Sua dose diária de informação, onde você estiver.


Publicado por:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *