Postura zen

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Na coluna Painel, da Folha de S. Paulo:

O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, tem procurado intervir o mínimo possível nas querelas entre ministros no julgamento do mensalão.

A quem pergunta como consegue se manter zen no meio da discussão, costuma usar a frase: “É no andar da carroça que as abóboras se ajeitam”.

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One Response to Postura zen

  • Enviado por luisnassif, sex, 12/10/2012

    Por JB Costa
    No meu ranking de decepções de homens públicos deste país o ministro Ayres de Brito tem um lugar todo especial; acima até de hours concur.

    Nunca nessas minhas 57 primaveras e uns trocados topei com um alto dignatário da República tão subserviente a imprensa; de querer, desejar ser tão sabujo frente ao apelidado quarto Poder. Dá asco e vergonha suas declarações de servilidade. Suas intervenções agora nesse julgamento, sempre para agravar ainda mais a condição dos réus, tem um destino certo: se credenciar perante a mídia.

    Esse voto que deu no qual fez as alusões que ensejaram o post foi deu despautério tão grande que falta até parâmetros para avaliá-lo. Se o ministro Joaquim Barbosa merece reparos pelo seu viés de Torquemada, sua rispidez e falta de educação, em contrapartida nada se pode afirmar de concreto acerca do seu ânimo se não de cumprir o seu papel de relator do processo.

    Já Ayres de Brito, não. Foi o grande mentor, o grande inspirador, por consequência o maior reponsável, para que essa Ação fosse alvo de tantas contestações. A primeira relacionada com a pressa quase neurótica de seu desfecho se dar antes ou durante o pleito municipal.

    Se prestarmos atenção a seus votos, desde o inicio percebe-se bem a sua intenção de extrapolar da esfera penal para a esfera político o escopo do julgamento. Não bastaria só condenar os réus: tem que incluir no rol dos culpados a política e, em especial, o esquema de Poder que assume o palco em 2002.

    Na minha opinião o ministro Ayres de Brito manchou sua biografia de maneira indelével com essa postura. E tudo isso por uma migalhas de atenção da mídia. Essa mesma mídia que daqui a seis meses, quando já despido da toga, de nada mais servirá para os seus desígnios políticos-ideológicos

    por Daytona

    Joaquim Barbosa causou muita revolta por seu comportamento no julgamento da AP 470, mas eu ainda acho que ele realmente acredita no que está fazendo, bem diferente de Ayres Britto, este sim, o ministro mais patético de toda essa trama. Foi ele quem armou o circo, de acordo com os desígnios maiores da mídia corporativa e da elite partidária da extrema direita, ele quem tentou cercear o trabalho do ministro revisor, e ele quem aventa as teses mais especificamente direiconadas contra a democracia brasileira.

    Ministro Ayres Britto, poeta e juíz fracassado, vai do esgoto do STF para a lata de lixo da história.

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