Dirigente do PT aponta ‘autoritarismo’ como causa do esvaziamento da sigla em Cametá

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Dirigente do PT aponta 'autoritarismo' como causa do esvaziamento da sigla em Cametá
Karol Cavalcante, da executiva nacional do PT

Integrante do diretório nacional do PT, a socióloga Karol Cavalcante, 33 anos, aponta a causa maior da recente debandada geral de militantes da legenda em Cametá: o “autoritarismo parlamentar” reinante na sigla no Pará.

“O que aconteceu em Cametá é reflexo do que há meses venho denunciando: autoritarismo parlamentar”, relatou a dirigente em sua página no Facebook neste domingo (5).

 

“Infelizmente essa política autoritária que persegue minorias, que terceiriza direção para assessores e que tenta a qualquer custo impor vontades mandatárias em detrimento de construções coletivas, virou prática rotineira na atual gestão e tem levado nosso partido ao esfacelamento”.

O PT no Pará é presidido pelo deputado federal Beto Faro. Karol Cavalcante participou da disputa interna, realizada no ano passado, e ficou em 2º lugar.

“O PT é muito maior que o oportunismo e o carreirismo de alguns dos seus dirigentes”, criticou a dirigente.

Eis a íntegra do texto que ela postou na maior rede social do planeta.

Inúmeras desfiliações de dirigentes importantes do PT de Cametá aconteceram nos últimos dias. Lamento muito a saída desses companheiros/as que durante anos construíram o nosso partido no município e nos movimentos sociais.

Tenho certeza que essa decisão não foi fácil pra eles, pois muitos deles, carregam o PT como sobrenome. O que aconteceu em Cametá é reflexo do que há meses venho denunciando: autoritarismo parlamentar!

Infelizmente essa política autoritária que persegue minorias, que terceiriza direção para assessores e que tenta a qualquer custo impor vontades mandatárias em detrimento de construções coletivas, virou prática rotineira na atual gestão e tem levado nosso partido ao esfacelamento.

O modo de fazer política da atual maioria empurrou o PT de Cametá ao declínio e tornará o partido em diversos municípios em linha auxiliar de oligarquias que sempre combateu.

Infelizmente a atual maioria partidária tem fragilizado os processos democráticos internos ao ponto de institucionalizar o PT da pior forma: como uma agremiação de pequenos casos.

 

Seguirei no PT, mesmo que muitas vezes descontente, e ultimamente assustada com o nível de perseguição patrocinada por aqueles que se consideram donos do partido.

Espero que o episódio de Cametá leve a maioria dirigente a algum nível de reflexão e autocrítica. Não é possível que esse autoritarismo siga destruindo sonhos.

Aos companheiros que foram para outras agremiações políticas desejo sucesso e que possamos nos encontrar nas lutas por democracia e justiça social em qualquer instância de organização social e política.

Sigo no PT e cada vez mais disposta a lutar por mudança de rumos. Não vão calar nossa voz! O PT é muito maior que o oportunismo e o carreirismo de alguns dos seus dirigentes.


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