
O governo deve apresentar em até 8 meses o resultado dos estudos técnicos e processos administrativos sobre a viabilidade da construção da Ferrogrão, indicou o ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta terça-feira (22).
A ferrovia, que ligaria o Mato Grosso ao Pará, está prevista dentro do novo PAC, apresentado pelo governo este mês.
Em evento na Fiesp, em São Paulo, Renan Filho elogiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, em maio deste ano, que autorizou a retomada dos estudos sobre a ferrovia.
O projeto, sob impasse legal debatido no STF, é alvo de críticas ambientais e defendida pelo agronegócio como caminho para aumentar a produtividade no escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.
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“Nossa estimativa é atualizar os estudos em oito meses. Com tudo equilibrado do ponto de vista financeiro, econômico e ambiental, vamos dar os próximos passos”, afirmou o ministro.
Aos empresários, o ministro indicou que o governo espera que o projeto de lei que muda regras para o financiamento ambiental seja votado no segundo semestre para “destravar os investimentos” e “garantir sustentabilidade com agilidade”. Segundo ele, o governo deseja ter uma nova saída para os licenciamentos ambientais, mas sem “flexibilização”.
“O Brasil pode se destacar internacionalmente se a gente assumir o compromisso de elevar a produção com sustentabilidade ambiental. É isso que o mundo deseja e não há uma incongruência insanável entre uma coisa e outra”, defendeu Filho.
“Estamos atualizando os estudos (da Ferrogrão), do ponto de vista financeiro e vamos apresentar os resultados em breve”.
PAC
O Novo PAC projeta R$ 280 bilhões em investimentos em transporte, incluindo R$ 94,2 bilhões para ferrovias e R$ 185 bilhões para rodovias. Além do que está previsto no Novo PAC, o ministro voltou a indicar que a pasta irá apresentar um Plano Nacional Ferroviário.
Com informações de O Globo
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Apoiar eleição de Lula da Silva e esperar a prisão do Boso é uma coisa necessária para nós brasileiras/os. Mas como defensores da vida na Amazônia não podemos apoiar e nem calar diante do absurdo de um projeto ferrogrão que vai violentar floresta, Parque Nacional do Jamanxin, 14 aldeias indígenas. apenas para atender o lucro dos produtores de soja e milho do mato Grosso. O governo não pode continuar submisso ao agronegócio tão prejudicial aos povos da nossa região. Temos que lutar firmes contra a ferrogrão. Quem gosta de veneno agrícola no corpo que apoie a ferrogrão.