
A internacionalmente renomada geógrafa Bertha Becker, referência em estudos sobre a geografia política da Amazônia e do Brasil, é a estrela mor do seminário Perspectivas de Emancipação do Estado do Tapajós, promovido pela UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) na próxima semana (22 e 27).
O evento é aberto ao público.
Acontecerá no auditório do Centro de Formação Interdisciplinar, situado na entrada do campus Tapajós, no bairro do Salé.
O objetivo é promover um amplo debate com a população da região sobre a divisão do território do Pará para a criação de novas unidades federativas, como o estado do Tapajós.
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Durante o evento serão discutidos temas relacionados à geopolítica e desenvolvimento regional do oeste do Pará; economia regional e os cenários de desenvolvimento para um novo estado; gestão de recursos e ordenamento territorial; a divisão do Pará como estratégia para o desenvolvimento da Amazônia; entre outros.
Bertha Becker é professora emérita da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e coordenadora do Laboratório de Gestão do Território (LAGET/UFRJ). E ainda: membro da Academia Brasileira de Ciências e doutora Honoris Causa pela Universidade de Lyon III.
Com informações da UFOPA
Se um dos temas será o esquartejamento do PARÁ, por que não convidar algum palestrante contra a divisão, assim oseminário deixaria de monólogo para ser debate.
Jeso,
Quase mudando de assunto: recebi na minha casa em Belém, uma correpondencia da empresa Lotus (administradora de condominios no Pará), creio que existe uma filial em Santarém.
Estão fazendo mala dierta, mandando para todos os condôminos dos prédios de sua gestão, e a carteira é muito grande, uma correpondência com o adesivo “Não e Não Divide o Pará”. Estão sendo oportunistas, se aproveitando que tem acesso aos endereços dos condominos para fazer campanha contra a divisão do estado. A quem interessa não? que políticos estão atendendo?
Já pensou, se todos as empresas, uma operadora de celular por exemplo, resolver entregar adesivos aos seus clientes? que anti ético.
Atc,
Telma
“Fazendo história”
Ao assistir os dois debates promovidos pelas redes de televisão RBA e Record sobre o “plebiscito” da emancipação dos novos Estados do Tapajós e Carajás, quando políticos defensores de ambos os lados com as presenças dos deputados do “SIM-77”; Lira Maia e João Salame e os deputados do “NÃO E NÃO”; Celso Sabino e Zenaldo Coutinho, questionando-se sobre seus suspeitos “ideais”. Deparamo-nos nesta oportunidade com uma pobreza muito grande de argumentos satisfatórios tanto os a favor do “SIM” como os a favor do “NÃO”. As perguntas e respostas foram maçantes e repetitivas, mostrando total despreparo sobre um assunto tão importante para as populações dessas regiões que estão tendo uma oportunidade única em suas mãos para decidirem as mudanças necessárias e fazerem a história geopoliticamente falando desta vasta região tão importante para o Brasil. Onde o mundo inteiro está de olho pela sua importância ambiental e sua rica e imensurável biodiversidade.
É claro e evidente que o “SIM-77”, é a melhor alternativa para o desenvolvimento de nossa região e a valorização de nossa gente, porque “pior do que está, não fica”, onde esse espaço geográfico poderá ser melhor administrado com as sedes dos novos governos mais próximos para gerir as soluções e resolver os problemas que hoje aflige nossa população. O “NÃO”, não tem argumentos convincentes para sua proposta de continuarmos com a mesmice deplorável da nossa situação, com o descaso na educação, na segurança, na saúde e todos os serviços básicos que uma sociedade politicamente organizada precisa para obter uma qualidade de vida aceitável, mínima que seja.
Os defensores do “NÃO” estão forçando uma barra que com certeza vai de encontro até aos seus princípios e desejos, fingindo defender o Pará integral para sustentarem as ordens que vem de cima de uma pequena elite de exploradores sediados em Belém. Mas teimam em dizer o “NÃO”, parecendo “meninos do buchão” quando batem o pé no chão e gritam: “NÃO E NÃO”. Esse refrão negativo e repetitivo sem nenhum objetivo cai no vazio e é a mais pura prova de que contra fatos positivos não há argumentos… A campanha do “NÃO” está pagando um dinheirão para atores, atrizes e jogadores de futebol para fazerem declarações contra o “SIM-77”, quando essas mesmas celebridades foram vítimas do descaso administrativo e do atraso do Estado do Pará. Pois tiveram que se ausentar do Pará para terem sucesso em suas vidas profissionais: a cantora “Fafá de Belém” que pelo cachê que está recebendo derrama até “lágrimas de crocodilo”, quanta falsidade… Porquanto ela mesma tentou sem sucesso mudar até seu nome artístico querendo tirar o complemento “Belém” e deixar somente o “Fafá”, exatamente para se ver livre do nome da capital de um Estado sem expressão nacional na política nem economicamente, que a estigmatizava e que era para ela uma vergonha nacional pelo seu atraso e pobreza de um povo sofrido e sem oportunidades, apesar de sermos ricos em recursos e belezas naturais.
O apático e sem graça jogador de futebol Paulo Henrique “Ganso” que está mais para “pato” do que para o outro bicho, só apareceu como gente depois de abandonar o Pará atrasado e se mudar para São Paulo. Uma atriz global Dira Paes também paraense, hoje goza de fama e dinheiro porque teve de sair do Pará para brilhar nacionalmente em outras regiões do país.
Voltando a falar de Fafá de Belém, a dita cuja, nem mora mais no Pará, investiu em suas mansões no Rio de Janeiro e em Portugal bem longe do Pará que ela a troco de dinheiro tenta defender agora, porque se ficasse no Pará atrasado estaria tomando “açaí” e comendo “fura calça” para matar sua fome como muitos de nós hoje ainda paraenses que não temos outra escolha a não ser viver na dependência de políticos “bitolados” e tendenciosos, sendo vítimas de uma imensa região ingovernável pela sua grande extensão…
Mas o destino é generoso e está nos dando uma oportunidade única que não podemos perdê-la, outra dessa só daqui a 200 anos, então não é mais para nós e sim para nossos bisnetos. Se podemos fazer história hoje e melhorar a geração de nossos netos e bisnetos, que façamos agora!!! Temos lei para a união novamente dos Estados se não derem certo, vamos tentar com determinação que seremos vencedores nesse desafio. Vamos para a vitória do “SIM-77”, pois se nossa votação for expressiva e esmagadora, será decisiva para que os parlamentares em Brasília e a presidente Dilma Rousseff aprovem e sancionem o mais rápido possível a emancipação dos novos Estados, pois irão apenas sacramentar os desejos e ideais de um povo, sofrido, humilde, mas que almeja melhores dias em sua vida!
Façamos coro com Geraldo Vandré, quando segundo sua visão, fazia oposição ao Governo Militar assim: “Vem, vamos embora. Que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora. Não espera acontecer…”. Só depende de nós, e agora com as bênçãos da democracia! Até à vitória do “SIM-77”!!!
Davi Marinho – Gestor Ambiental
”
TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI!
José Ribamar Bessa Freire
09/10/2011 – Diário do Amazonas
Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia.
Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um ano depois da Independência do Brasil, em gosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.
Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém.
Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. É mais fácil vigiar um ladrão do que dois, escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: “Digo, senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.
N um sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos,de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados,dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:
– “Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência”.
Segundo Vieira, os governadores ”furtam juntamente por todos os tempos”.
Roubam no tempo presente , “que é o seu tempo” durante o triênio em que governam, e roubam ainda ”no pretérito e no futuro”. Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, “ vendendo perdões” e roubam no futuro quando “empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos”.
O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:
“Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar.
E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas”.
Numa atitude audaciosa, padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo:
“Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os
mesmos ladrões os levam consigo”.
Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos. Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece:
“Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós”.
“
Alguém sabe qual a posição dela sobre a criação dos novos estados?
Vc sabe, Jeso?
Não sei não, Tapajônico. O seminário nos dará essa resposta.
A mídia, em Belém, aponta o crescimento de casos da doença de Chagas, conforme trecho abaixo retirado do portal ORM. Que tal perguntarmos ao Sr. Flexa Ribeiro, que se intitula “senador do açai”, o que êle acha?? considerando que se gaba de ter derrubado projeto de senador que propugnava pela pasteurização do produto.
“Só no mês de outubro, 22 casos da doença foram confirmados em Belém pela Sesma (Secretaria Municipal de Saúde), saldo maior do que o verificado em todo o ano de 2010, quando foram registrados 14 casos. Desde janeiro de 2011, 39 casos já foram confirmados na capital paraense.”
Quantos desses casos estão relacionados a manipulação e consumo de açaí??????
Creio que a Bertha ,não tenha a clara noção do que é a meso região do baixo amazonas ela tem um teórico bem que mediocre sobre a amazônia
ai da uma clicada em meu blog blz….
https://paulosantarem.blogspot.com/
DIGA SIM A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS.
ESTE É O MAIOR PROJETO DE DESENVOLVIMENTO PARA A REGIÃO DO TAPAJÓS.
SOMOS FORTES
SOMOS GUERREIROS
SOMOS LUTADORES
VENCEREMOS
EMANCIPAÇÃO JÁ
VOTO 77
SIM AO DESENVOLVIMENTO