Na Folha de S. Paulo
O STF (Supremo Tribunal Federal) começa hoje à tarde a julgar os 38 réus do mensalão, escândalo de corrupção que marcou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
O julgamento terá início sete anos depois que o esquema de financiamento que beneficiou o PT e seus aliados foi denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson em entrevista à Folha.
O destino dos 38 réus, que incluem o ex-ministro José Dirceu e políticos de quatro partidos, só deverá ser conhecido em meados de setembro, depois que os 11 ministros do STF se pronunciarem sobre os sete crimes de que os réus são acusados.
Há dúvidas sobre a participação de dois ministros. Cezar Peluso terá que se aposentar ao completar 70 anos, em 3 de setembro. Dias Toffoli trabalhou para o PT no passado e tem sofrido pressões para se declarar impedido.
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Ministro defende desmembramento do mensalão.
Nota do blog:
O ex-deputado federal paraense Paulo Rocha (PT) é um dos réus do mensalão.
Vergonha essa corja de PilanTras que surrupiaram o dinheiro do povo brasileiro, a turma do caPeTa está se desintegrando aos poucos e isso vai acontecer aqui em Santarém, pessoas que sempre pregaram uma coisa e vivenciam outra coisa totalmente vergonhosa. tá na hora de dá um basta nesta situação.
Do jornalista Paulo Moreira Leita, da revista Época da “governista” Globo. No blog do Nassif:
“Constrangimentos no mensalão, por Paulo Moreira Leite
Enviado por luisnassif, qui, 02/08/2012 – 21:30
Autor:
Paulo Moreira Leite – Revista Época
Por implacavel
Sabemos que os esquemas financeiros da política brasileira são condenáveis por várias razões, a começar pela principal: permitem ao poder econômico alugar o poder político para que possa atender a seus interesses. Os empresários que contribuem com campanhas financeiras passam a ter deputados, senadores e até governos inteiros a seu serviço, o que é lamentável. O cidadão comum vota uma vez a cada quatro anos. Sua força é de 1 em 100 milhões. Já o voto de quem sustenta os políticos é de 100 milhões contra 1.
Por isso sou favorável a uma mudança nas regras de campanha, que proíba ou pelo menos controle essa interferência da economia sobre a política. Ela é, essencialmente, um instrumento da desigualdade. Contraria o princípio democrático de que 1 homem equivale a 1 voto.
Pela mesma razão, eu acho que todos os fatos relativos ao mensalão petista precisam ser esclarecidos e examinados com serenidade. Casos comprovados de desvios de recursos públicos devem ser punidos. Outras irregularidades também não devem passar em branco.
Não vale à pena, contudo, fingir que vivemos entre cidadãos de laboratório. Desde a vassoura da UDN janista os brasileiros têm uma longa experiência com campanhas moralizantes para entender um pouco mais sobre elas. Sem ir ao fundo dos problemas o único saldo é um pouco mais de pirotecnia.
No tempo em que Fernando Henrique Cardoso era sociólogo, ele ensinava que a opinião pública não existe. O que existe, explicava, é a “opinião publicada.” Esta é aquela que você lê.
O julgamento do mensalão começa em ambiente de opinião publicada. O pressuposto é que os réus são culpados e toda deliberação no sentido contrário só pode ser vista como falta de escrúpulo e cumplicidade com a corrupção.
Num país que já julgou até um presidente da República, é estranho falar que estamos diante do “maior julgamento da história.” É mais uma opinião publicada. Lembro dos protestos caras-pintadas pelo impeachment de Collor. Alguém se lembra daquela da turma do “Cansei”?
Também acho estranho quando leio que o mensalão foi “revelado” em junho de 2005. Naquela data, o deputado Roberto Jefferson deu a entrevista à Folha onde denunciou a existência do “mensalão” e disse que o governo pagava os deputados para ter votos no Congresso. Falou até que eles estavam fazendo corpo mole porque queriam ganhar mais.
Anos mais tarde, o próprio deputado diria – falando “a Justiça, onde faltar com a verdade pode ter mais complicações – que o mensalão foi uma “criação mental”. Não é puro acaso que um número respeitável de observadores considera que a existência do mensalão não está provada.
A realidade é que o julgamento do mensalão começa com um conjunto de fatos estranhos e constrangedores. Alguns:
1. Roberto Jefferson continua sendo apresentado com a principal testemunha do caso. Mas isso é o que se viu na opinião publicada. Na opinião não publicada, basta consultar seus depoimentos à Justiça, longe dos jornais e da TV, para se ouvir outra coisa. Negou que tivesse votado em projetos do governo por dinheiro. Jurou que o esquema de Delúbio Soares era financiamento da campanha eleitoral de 2004. Lembrou que o PTB, seu partido, tem origens no trabalhismo e defende os trabalhadores, mesmo com moderação. Está tudo lá, na opinião não publicada. Ele também diz que o mensalão não era federal. Era municipal. Sabe por que? Porque as eleições de 2004 eram municipais e o dinheiro de Delúbio e Marcos Valério destinava-se a essa campanha.
2. Embora a opinião publicada do procurador geral da República continue afirmando que José Dirceu é o “chefe da quadrilha” ainda é justo esperar por fatos além de interpretações. Deixando de lado a psicologia de botequim e as análises impressionistas sobre a personalidade de Dirceu é preciso encontrar a descrição desse comportamento nos autos. Vamos falar sério: nas centenas de páginas do inquérito da Polícia Federal – afinal, foi ela quem investigou o mensalão – não há menção a Dirceu como chefe de nada. Nenhuma testemunha o acusa de ter montado qualquer esquema clandestino para desviar qualquer coisa. Nada. Repito essa versão não publicada: nada. São milhares de páginas. Nada entre Dirceu e o esquema financeiro de Delúbio.
3. O inquérito da Polícia Federal ouviu 337 testemunhas. Deputados e não deputados. Todas repetiram o que Jefferson disse na segunda vez. Nenhuma falou em compra de votos para garantir votos para o governo. Ou seja: não há diferença entre testemunhas. Há concordância e unanimidade, contra a opinião publicada.
4. A opinião publicada também não se comoveu com uma diferença de tratamento entre petistas e tucanos que foram agrupados pelo mesmo Marcos Valério. Como Márcio Thomaz Bastos deve lembrar no julgamento, hoje, os tucanos tiveram direito a julgamento em separado. Aqueles com direito a serem julgados pelo STF e aqueles que irão para a Justiça comum. De ministros a secretárias, os acusados do mensalão petista ficarão todos no mesmo julgamento. A pouca atenção da opinião publicada ao mensalão mineiro dá a falsa impressão de que se tratava de um caso menor, com pouco significado. Na verdade, por conta da campanha tucana de 1998 as agências de Marcos Valério recebiam verbas do mesmo Banco do Brasil que mais tarde também abriria seus cofres para o PT. Também receberam aqueles empréstimos que muitos analistas consideram duvidosos, embora a Polícia Federal tenha concluído que eram para valer. De acordo com o Tribunal de Contas da União, entre 2000 e 2005, quando coletava para tucanos e petistas, o esquema de Marcos Valério recebeu R$ 106 milhões. Até por uma questão de antiguidade, pois entrou em atividade com quatro anos de antecedência, o mensalão tucano poderia ter preferência na hora de julgamento. Mas não. Não tem data para começar. Não vai afetar o resultado eleitoral.
É engraçada essa opinião publicada, concorda?”
Devem “condenar”, sim (acredito nisso), uma boa parte dos acusados, por conta da mídia e pela cobrança da sociedade em geral. Agora, observem que o termo “CONDENAR”, aqui utilizado está entre aspas. Essa “condenação”, estatisticamente falando, não levará nenhum desses infelizes para a cadeia. Traduzindo, é muitíssimo mais fácil que as sumidades do STF condenem a 30 anos atrás das GRADES a velhinha pensionista cega e manca de 95 anos de idade de cadeira de rodas que mora num lugar sem água tratada e não consegue encontrar médico no posto de saúde do município onde reside, município este que também não dá condições de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência física – que é o caso dessa “senhora” dócil indefesa (é nisso que eu mais acredito).
Falando em “velhinha” (e a indecência da IMPUNIDADE PODRE e CORRUPTA), os links abaixo tratam de matérias já bem manjadas, para os que conhecem o nosso MOVIMENTO, mas vale relembrar:
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra.html
https://www.escolabiblicadominical.net/agua/roubo.html
https://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/motoristas.html
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra/junho12.html
https://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/22perguntas.html
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra.html
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra/abril12.html
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra/fevereiro12.html
https://www.escolabiblicadominical.net/palavra/maio12.html
https://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/descarrego.html
https://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/paraisodacorrupcao.html
Eduardo Moraes de Mattos – Coordenador do MOVIMENTO Escola Bíblica Diferente – http://www.escolabiblicadominical.net – A DIFERENÇA está no IR ALÉM, sem conversa fiada
Tibério, o PT começa a descer a ladeira Avenida BRASIL apartir de hoje as 14 horas. Quem viver verá.
Mesmo a Globo colocar o Galvão Bueno para comentar o “mensalão”…. não vai pegar.
O Povo não é burro e já sabe o que isso significou.
Se a tentativa de “golpe” não funcionou em 2005… não é agora que vai funcionar
Brasil não é Honduras e nem Paraguay.
Golpes Midiáticos…. só quem gosta do Bandijornalismo da VEJA e da Globo.
Mas a “batata” de Serra, Perillo, Gilmar Mendes, Gurgel e cia continua assando…. Mesmo sem a “cobertura” da Globo.
Tiberio Alloggio
Até os cachorros do Mercadao 2000 sabem que o MENSALAO existiu e foi criado com as digitais do PT.
Agora pelo que passa em todos os telejornais sao informaçoes jornalistica nao vejo o “Bandijornalismo da Veja e Globo”, vejo sim, informaçoes. Em resumo no primeiro mandato do Lula, como tinha medo de tudo e de todos o PT criiou o MENSALAO e hoje o PT será julgado.
Nas reportagem, da ISTOÉ, somente percebemos que os 38 réus sao: Ex-socio, ex-deputado, ex-gerente, ex-diretor, ex-presidente de banco, ex-tesoureiro, ex-assesor, ex-ministro, SÓ FALTOU O EX-LULA, que alias nada sabia, e pra caba.
Cadeia neles STF
Jeso,
Lendo a revista ISTOÉ desta semana, podemos pensar na mudança da sigla
do STF (Supremo Tribunal Federal), para SMPT (Sociedade dos Amigos do “Partido dos Trabalhadores”), aliás e uma vergonha saber que o Ministro Dias Toffolli participará do julgamento.
Que tal vc fazer repostagem neste sentido, MENSALÃO e da PARTICIPAÇAO DO MINISTRO TOFFOLI para que o povo coloque a sua opiniao sobre o assunto.
Quando a Ministra e Corregedora do CNJ, Eliana Calmon, declarrou que o STF será julgado pela populaçao ela nao estava errada.