Da Agência Brasil:

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou hoje (18) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha orientado o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), a aguardar mais alguns dias antes de decidir pela renúncia ao cargo.

Segundo Padilha, o presidente Lula não emitiu nenhuma opinião sobre a possibilidade de renúncia porque se trataria de uma decisão pessoal do governador em exercício.

“O presidente não fez nenhum pedido específico ao governador Paulo Octávio. O presidente deixou claro que não vai emitir nenhuma opinião sobre o GDF [governo do Distrito Federal] enquanto a Justiça não tomar uma decisão”, disse o ministro, em entrevista no Centro de Convenções, onde está sendo realizado o Congresso Nacional do PT.

Segundo Padilha, em reunião na manhã de hoje, a pedido de Paulo Octávio, o governador chegou a comentar com o presidente sobre a renúncia, mas Lula preferiu não emitir qualquer recomendação sobre o assunto.

Antes de receber Paulo Octávio, o presidente teve um encontro com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e com o advogado-geral da União, Luiz Adams, para se inteirar das questões técnicas da situação do Distrito Federal, que está sendo analisada pela Justiça.

Padilha garantiu que o governo federal não pretende se pronunciar sobre a situação institucional do DF – que tem um governador preso e o substituto também acusado de participação no suposto esquema de corrupção – enquanto a Justiça não decidir sobre o pedido de intervenção federal feito pela Procuradoria-Geral da República.

“É claro que há uma anormalidade institucional no GDF”, afirmou.

De acordo com o ministro, o governo “estará preparado” para obedecer a determinação da Justiça, qualquer que seja ela. No entanto, Padilha disse que não há nomes para a possível necessidade de indicação de um interventor. “Essa discussão sobre nome não foi feita”, afirmou.

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