Sob holofotes desde o final de março deste ano, por determinação do ministro relator Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), o inquérito 3036 passará mais 60 dias nas mãos da Polícia Federal, para que investigações penais continuem.
O cipoalense Lira Maia (DEM), deputado federal, é o alvo das investidas da PF.
Ele, neste processo, é acusado de crime de responsabilidade, consequência dos 8 anos que esteve à frente da Prefeitura de Santarém (1997-2004).
A PGR (Procuradoria Geral da República) ratificou o pedido de dilação do prazo das investigações feita pela PF.
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O inqúerito 3036 tramita desde outubro do ano passado no Supremo. Tem 760 folhas distribuídas em 3 volumes. Não é o único que o parlamentar santareno coleciona na mais alta corte do país.
Vocês vão ter que engolir o Lira como futuro prefeito. E, se ele, quando eleito, patrocinar com uma boa ponta este blog, tudo passará…. o silêncio reinará. E viva o Lira Maia!!!!
Ei Santareno do PT.
Quando Maria ganhou do Von estava em andamento a obra do PAC lá na área verde, a prestação de contas com a Caixa e Ministério Público esta enrolada, o que vc acha?
O que vc acha da garfada da Ana Julia no emprestimo do BNDS.
E amigo o PT e fino.
Blog do Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo.
10/04/2011
Dilma como sucessora de Lula
Os 100 dias podem ser representativos ou não de um governo. Pela primeira vez temos uma presidenta eleita como sucessora e não como oposição, dando continuidade a um governo de sucesso sem precedentes na história politica brasileira e ao maior líder popular do país depois de Getúlio Vargas.
A posse de FHC chegou a ser saudada pelo principal órgão tucano na imprensa com um caderno especial que anunciava a “Era FHC” – deferência que Lula que, sim, instaurou uma nova era no país, não recebeu – e que se perdeu na intranscendência, quando foi ficando claro que FHC era apenas o capitulo nacional dos presidentes neoliberais da região, acompanhando a Menem, Fujimori, Carlos Andrés Perez, Salinas de Gortari, entre outros, no fracasso e na derrota.
O balanço dos 100 primeiros dias de Lula prenunciava as armadilhas em que cairiam seus críticos, tanto à direita, como à esquerda. Os primeiros buscaram desconstruir sua imagem de representante do movimento popular, dando ênfase à continuidade e à dissolução assim das novidades tanto tempo anunciadas pelo PT, especialmente a prioridade do social. Os críticos de esquerda se apressaram, numa linha similar, a dissolver o governo Lula num continuismo coerente com o governo neoliberal de FHC, apelando para os tradicionais epítetos de “traição”, ”capitulação”, ”conciliação”. O governo Lula estava condenado, pelas duas versões, já nos seus primeiros 100 dias.
O enigma Lula – título do capitulo do meu livro “A nova toupeira” que analisa o “decifra-me ou te devoro” em que constituiu Lula para seus adversários – não tardaria em descolocar esses críticos de direita e de ultraesquerda e derrotar a ambos. Não por acaso na sua sucessão ambos se aliaram contra ele, seja pela força popular que este havia adquirido, seja porque disputavam os supostos méritos de derrota-lo pela campanha de denuncias.
Ambos foram derrotados, quando ficou claro que os 100 primeiros dias eram transição da “herança maldita” – uma espécie de acumulação primitiva – para a geração das condições de um modelo econômico e social de retomada do desenvolvimento e de distribuição de renda, que responderia pelo sucesso inquestionável dos dois governos Lula.
Os 100 dias do governo Dilma são inéditos, por serem continuidade de um governo e de uma liderança de sucesso inéditos no Brasil e, de alguma forma (como apontou Perry Anderson em seu artigo sobre O Brasil de Lula, na London Review of Books), no mundo. Discutia-se, há alguns meses, o que seria o pós-Lula: se o oportunismo de Serra ou o “poste” da Dilma. Nem um, nem outro.
Da mesma forma que a anunciada ruptura de Lula em relação a FHC fez com que se pusesse a ênfase nos elementos de continuidade , deixando de lado as rupturas na politica internacional – com a consequente e transcendental reinserção do Brasil no campo internacional – e as novas politicas sociais que começavam a se esboçar e a ganhar prioridade -, agora se busca destacar as diferenças. Os dois enfoques se equivocaram e se equivocam: o governo Lula não foi continuidade do governo FHC e o governo Dilma não é de ruptura em relação ao governo Lula.
Os elementos essenciais do governo Lula se mantem e se reforçam com Dilma: o modelo econômico e social sofre as adequações que o próprio Lula teria feito, a partir de elementos novos, como a conjuntura econômica internacional, com os fatores cambiários em continuidade com o peso que foram tendo ao longo dos últimos dois anos, em particular. O governo busca enfrentar seus desafios, na estreita ponte entre evitar o descontrole inflacionário, sem aprofundar os desequilíbrios na balança comercial, circunstância que tem no manejo da taxa de juros e de outros instrumentos contra a valorização excessiva da moeda suas difíceis alavancas. O governo Lula não teria feito nada de muito diferente, não por acaso há continuidade nos cargos econômicos, até com maior homogeneidade, pelas mudanças no Banco Central.
Da mesma forma que as politicas sociais preservam seu papel central no modelo que articula o eixo fundamental do governo: desenvolvimento com combate às desigualdades sociais. O PAC continua blindado aos ajustes orçamentários, mantendo seu papel de motor geral do governo na continuidade da expansão econômica e do resgate da pobreza e da miséria no plano social. As adequações do núcleo central do governo melhoraram a harmonia e a capacidade de gestão do eixo essencial que dá continuidade às realizações do governo Lula.
As mudanças tem que ser abordadas no seu marco específico. As da área da saúde se destacam como claramente positivas e dinamizadoras naquele que é um dos problemas sociais mais graves do país – a saúde pública. A Secretaria de Direitos Humanos , em continuidade com o mandato anterior, ganha nova dimensão e capacidade de iniciativa, que a projeta para o centro dos objetivos políticos do governo, com a Comissão da Verdade. O IPEA, felizmente, dá continuidade ao extraordinário trabalho que vinha desenvolvendo. O Ministério das Comunicações, por sua vez, passa a integrar-se nos objetivos fundamentais do governo, assumindo tarefas essenciais na democratização das comunicações no país.
Os problemas – que abordaremos em artigo posterior – têm que ser abordados neste marco: o da continuidade do governo Dilma com o governo Lula, para não se perder em visões impressionantes, ou que isolem aspectos parciais da totalidade do governo ou que se deixem levar por fáceis abordagens jornalísticas – que costumam cair na visão descritiva, nas aparências, sem capacidade de analise politica de fundo e na proporção de vida, das questões.
Os problemas – para enunciá-los já – residem na área econômica: nas dificuldades das medidas de adequação, sem colocar em risco os objetivos centrais do governo. Nas condições socais de realização das obras do PAC – os problemas sociais mais graves que o governo enfrenta. Nos matizes da politica internacional. E na politica cultural.
Mas o principal avanço do governo Dilma está na sua capacidade de ampliar o potencial hegemônico do governo, isto é, de manter o eixo essencial das politicas que marcaram o governo Lula, em um marco de alianças e de legitimidade social e politica mais ampla, estendendo a capacidade de diálogo e interlocução com outros setores sociais – como a classe média –, assim como com a oposição. Nisso consiste a arte essencial da construção de alternativas ao neoliberalismo: avançar em um modelo alternativo, garantindo as condições econômicas, sociais, politicas e culturais de sua reprodução e consolidação. Uma disputa hegemônica em que o governo Dilma herda não apenas um país muito melhor daquele que Lula herdou há 8 anos atrás, mas uma direita enfraquecida, derrota e desmoralizada, tanto no seu vetor politico partidário, como no midiático.
É esse o cenário em que deve ser avaliado o governo Dilma, nos seus avanços e nos problemas que têm pela frente, nos seus milhares de outros dias.
Pessoal, a justiça só esta atuando no Estádio Barbalhão, isso para prejudica o São Raimundo. Pro Lira Maia tudo PRESCREVE, ele terá mais 60 dias, mais 90 dias, e mais, e mais………….. assim ele vai ganhado tempo até prescrever, é um jogo de ping-pong esses processos, é uma enrolação um ORGão bate para outro e ficam nessa brincadeira. É mais fácil um Camelo entra no buraco de uma Agulha do que os processos serem julgados e se ter um resultado final.
Caro Jeso,
Acho q seria interessante uma reportagem sobre o cartel dos postos de gasolina de Santarém, pois essa semana todos os postos rajustaram seu preços para quase R$ 3,00. Isso é um absurdo!!!!
Jeso, arranja outro inimigo mais fraco para o combate. Com o Lira não ganhas uma, ele é forte e será o futuro prefeito de Santarém.
Sabino, acho que rogas praga pra todos nós santarenos. Vira essa boca pra lá, menino! rsrsrs
Caro amigo Jeso.
Acho que o Sabino tem razão.
Maria do Carmo recebeu muito mais dinheiro que o Deputado Lira Maia quando prefeito e Santarém esta acabada. Acho que na proxima eleiçao ele vai ganhar. Quando outro grupo político entrar na prefeitura de Santarém vc vai ficar pasmo com o que o governo Maria I e II fez e esta fazendo com o dinheiro dos santarenos.
Voce já esta sabendo o que aconteceu com os R$ 360 milhões que a Ana Julia pegou do BNDS?
Um abraço.
Paulo, talvez você devesse pesquisar um pouco mais… tipo:
O preço de uma escola construída hoje, depois de 8 anos de Maria ainda é mais barato que no tempo do que você quer de volta (Maia)
Obras de infra-estrutura, aquelas que não aparecem, que ficam, embaixo da terra, ou escondidas…. Maria fez, Maia???
Você acha que Santarém está acabada??? as ruas sim, hoje, estão, mas puxe na sua memória se você andava sobre asfalto em determinadas ruas… lembrou??
Santarém está acabada para pessoas hipócritas, para pessoas que não merecem abrir a boca para falar contra nossa cidade.
Governo perfeito!!?? nunca haverá, nunca chegaremos aos 100%, quiçar aos 70%, mas rogo a Deus e a um pouco de consciência e lembrança de nosso POVO a não trazerem de volta a figura NEFASTA de Lira Maia, que usurpou a saúde e educação de Santarém nos seus 8 anos.
Amigo Santareno do PT.
As ruas que a Maria construiu em Santarém já foram recapeadas varias vezes, as “revitalizações” que o PT faz e mais caro que construir uma escolas.
Isto e honestidade?
A pior coisa que o PT faz e pessar que é honestos.
Fala sério! Sabino + Paulo Afonso = Puxa-saco 🙂
Fala sério…? Gosto de argumentar….
Isso não é puxa-saco não… isso é a realidade, isto é Fato!
Jeso, CONCORDO EM GENÊRO, NÚMERO E GRAU, e vou mais além, o quão é curta a memória deste povo, o quão desgraçados fomos nos tempos de MAIA.
Mas só para deixar nosso amigo mais informado, LIRA MAIA, não descerá mais a prefeitura de Santarém, não por vontade de abocanhar mais ainda o dinheiro dos coitados de nós santarenos e sim por PERDER sua imunidade, o que lhe salva até hoje. Ele, Maia, vai, TENTAR, nos enfiar goela abaixo a Von, seu fiél escudeiro, que hoje na imprensa e governo Jatene II é conhecido por tartarugão, por sua inécia politica.
Mas, Sabino, lembre-se, que Maria ganhou Von e EXPLODIU LIRA MAIA nas urnas no segundo mandato.
EU, ainda espero uma terceira, ou quem sabe, quarta opção…