O presidente do Ibama, Messias Franco, foi exonerado do cargo a pedido. A saída está oficializada na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União.
Para o lugar de Messias foi nomeado Abelardo Bayma de Azevedo, que chefiava a Diretoria de Planejamento, Administração e Logística do instituto.
Além de Roberto Messias, também deixaram o Ibama o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas, José Humberto Chaves, e a diretora de Qualidade Ambiental, Sandra Regina Klosovski.
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Messias presidiu o Ibama durante a gestão do ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que deixou a pasta na última quarta-feira (31) para disputar uma vaga de deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Em um ano e dez meses, Messias foi alvo de pressões de ambientalistas e de representantes das áreas econômica e energética do governo, principalmente pelos licenciamentos ambientais.
Entre as licenças assinadas por Messias, estão a autorização para o início das obras da Usina de Jirau, no Rio Madeira, e para a Usina Nuclear Angra 3 e a licença prévia para a polêmica Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).
Enquanto a gestão ambiental estiver acoplada a interesses políticos, com nomeações de apaniguados políticos, sem currículo e histórico ambiental, os resultados sempre serão os mesmos, as estatísticas concernentes as multas, fruto da repressão, denominada na instituição como fiscalização. Ora, o que todos auguramos, é um IBAMA com diretrizes focadas na preservação e pesquisas dirigidas ao meio ambiente, cujo resultado seria praticamente a elição das famigeradas multas.
ELIELSON AYRES DE SOUZA
Procurador Federal em exercício no IBAMA/AC