Quanto do Pará se investiu no Tapajós

Publicado em por em Artigos, Contas Públicas, Política

por Evaldo Viana (*)

A luta pela emancipação de Tapajós e Carajás sempre foi uma luta essencialmente por liberdade e por igualdade. Liberdade para podermos decidir sobre a escolha do que julgamos ser o melhor caminho para desenvolvermos nossas regiões e com elas proporcionar melhor qualidade de vida ao nosso povo; e igualdade porque histórica e sistematicamente Belém, com o patrocínio do governo do Estado, vem usurpando e se apropriando ano a ano de recursos que por direito pertencem às regiões do Tapajós e Carajás.

Essa usurpação, essa apropriação indevida, esse esbulho que Belém pratica contra o nosso povo, que a enriquece ao mesmo tempo em que depaupera, empobrece e condena nossas regiões a eterna miséria, pode ser facilmente percebido quando se analisa o que os municípios do Tapajós, por exemplo, recebem – ou que não recebem – de recursos do estado a título de investimentos e quando confrontamos com os destinados à capital que, fato inconteste, se apropria de praticamente de todos os recursos originados dos impostos que pagamos aos cofres estaduais.

Ao analisar apenas dois exercícios (2010 e 2011), pois o que os números abaixo mostram é prática histórica incorporada na sistemática de distribuição de investimentos do governo do estado do Pará, vemos com absoluta clareza o tratamento profundamente injusto e desigual, para não dizer cruel e desumano, que caracteriza, irrefutavelmente, o desprezo que os políticos de Belém, sua elite e os mandatários estaduais têm por nossas regiões e por nosso povo.

Vamos aos números:

Em 2010, o governo do Estado, após contrair empréstimo de R$ 780,00 milhões ( o que demonstra uma extraordinária capacidade de mau gerenciamento dos recursos públicos), conseguiu investir R$ 1,25 bilhões, o que significa que a cada paraense, se distribuídos igualitariamente, deveria ser destinado, a título de investimentos (obras e aquisição de bens de uso permanente) em média R$ 166,66.

Pois bem, vejamos o primeiro grupo de municípios do Tapajós:

Ord.

Municípios

Investimentos 2010 (R$)

População Invest. Per capita
1 Alenquer

3.876.028

52.714 73,53
2 Almeirim

2.269.168

33.665 67,40
3 Altamira

574.362

105.030 5,47
4 Aveiro

352.119

15.767 22,33
5 Belterra

3.511.117

16.324 215,09
6 Brasil Novo

1.550.028

17.960 86,30
7 Curuá

310.000

12.262 25,28
8 Faro

1.422.967

8.181 173,94
9 Itaituba

3.790.815

97.343 38,94

Percebam que, exceção de Belterra e Faro, todos os municípios tiveram investimentos per capita abaixo da média estadual de R$ 166,66. Alguns casos, como Altamira, Aveiro, Curuá e Itaituba, os investimentos não representam um terço a que teriam direito se houvesse isonomia na distribuição dos recursos.

Vamos ao segundo grupo:

Ord. Municípios Investimentos 2010 (R$) População Invest. Per capita
10 Jacareacanga 929.786 14.040 66,22
11

Juruti

1.735.871 47.123 36,84
12 Medicilândia

3.459.412

27.442 126,06
13 Mojuí dos Campos

0

0 0,00
14 Monte Alegre 2.135.012 55.459 38,50
15 Novo Progresso 2.323.958 25.106 92,57
16 Óbidos 1.576.318 49.254 32,00
17 Oriximiná 2.865.650 62.963 45,51
18 Placas 1.162.697 23.930 48,59

Nesse grupo fica claro que todos os municípios foram ‘tungados’, no sentido de usurpados, ou roubados mesmo, quando se leva em conta o que receberam em confronto com os recursos que lhe eram de direito. A maioria do grupo recebeu menos de um quarto do que lhe era devido.

E agora, o último grupo:

 

Ord. Municípios Investimentos 2010 (R$) População Invest. Per capita(R$)
19 Porto de Moz 2.688.739 33.951 79,19
20 Prainha 53.171 29.265 1,82
21 Rurópolis 387.856 40.068 9,68
22 Santarém 19.418.545 294.774 65,88
23 Senador José Porfírio 916.823 12.998 70,54
24 Terra Santa 250.000 16.952 14,75
25 Trairão 100.944 16.885 5,98
26 Uruará 1.083.942 44.720 24,24
27 Vitória do Xingu 994.040 13.480 73,74

Nesse grupo vê-se o mais do mesmo: profunda injustiça com municípios extremamente carentes aos quais deveriam ser concedido tratamento diferenciado, não no sentido de subtrair o que lhes pertencem, mas, o contrário, de a eles se destinar mais recursos para minimizar, ao menos minimizar, a dura vida do sofrido povo desses municípios.

Destaque no grupo para Prainha (investimentos de R$ 1,82 por habitante), Rurópolis e Trairão, que receberam menos de 1/16 da média estadual.
Mas não dá para falar só de miséria, de pobreza, de escassez e de injustiça. Se há usurpados é porque alguém se habilitou a figurar no pólo de usurpador. E a quem se pode, com justiça, atribuir essa posição?

Belém!

E vejam como foi contemplada com os investimentos a cidade de Simão Jatene, de Zenaldo Coutinho, de Celso Sabino e da mesquinha e egoísta elite econômica e empresarial do Pará em 2010:
Investimentos = R$ 605,45 milhões.
População = 1.392.031 (censo 2010).
Investimentos per capita = R$ 434,94.

Que isso quer dizer? Que o governo do Estado, ao desviar investimentos dos municípios mais pobres e desassistidos e transferi-los para Belém está descumprindo nossa Constituição Estadual que tem como um dos mais importantes objetivos a diminuição das desigualdades sociais e regionais.

Quer dizer, também, que se o nosso sonho de liberdade foi momentaneamente adiado, por uma visão egoísta, inconseqüente e malsão do povo de Belém, potencializada pela nanograndeza do governador Simão Jatene, que tem o dever de defender os interesses de todo o povo do Pará e fez odiosa opção exclusivamente pelos interesses da elite belenense, quer dizer que é nossa missão inarredável e prioritária lutar aguerrida e até raivosamente, quando necessário, para que o governo do estado nos trate com isonomia e igualdade e destine os recursos a que temos direito.

Na seqüência, trataremos dos investimentos realizados no ano de 2011, já no governo Jatene, e da destinação que o governo dá às demais despesas.

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* Nascido em Alenquer, é servidor público federa e especialista em orçamento público. Escreve regularmente neste blog.


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É servidor público federal, com especialização em orçamento público. Escreve regularmente neste blog.

42 Responses to Quanto do Pará se investiu no Tapajós

  • NÃO HÁ CITAÇÃO DA FONTE DE ONDE FORAM EXTRAIDOS ESTES DADOS PARA QUE SE POSSA FAZER A DEVIDA CONFIRMAÇÃO E ENTÃO DAR OU NÃO CRÉDITO AO ESTUDO FEITO PELO AUTOR DO ARTIGO. CITE AS FONTES, POR FAVOR, SE FOR DE ALGUM SITE, CITE O ENDEREÇO ELETRÔNICO. OK?

  • Em campanha eles se autodenominaram “parazinho” mas eu preferia chamar ” PARAZITO”. Após a leitura do artigo do Evaldo estou em dúvida se continuo chamando de “PARAZITO” ou passo a chamar “PARAZITÃO”.

    1. Essa é muito boa Eduardo, muito criativo. Também só vou me referir aos de lá como PARAZITÃO.

  • Sou seguidor do blog há uma penca de anos. E faço isso religiosamente porque adoro Santarém e a região do Baixo Amazonas. Mas durante e depois do plebiscito o que vejo é só ânimos exaltados, incitação à guerra, apologia do ódio, como se, por causa de uma livre escolha que por acaso não foi a que um dos lados esperava, tivéssemos de nos transformar obrigatoriamente numa Palestina x Israel, ou vive-versa. Até um médico da cabeça parece que ainda está de cabeça quente. E o pior é que o que menos se nos post e comentários vê são argumentos, déias, proposições. Até o uso da Bandeira, que deveria orgulhar todos os paraenses, virou pecado. Uma coisa tão séria como o desmembramento/emancipação de um Estado parece que caiu no perigoso terreno da galhofa. E vejo que é apenas uma meia dúzia de exaltados, sempre os mesmos, à destra ou à sinistra. Assim, hoje tomei uma decisão: daqui por diante, passarei ao largo desses post relacionados ao plebiscito que já passou. Em vez de reler as mesmas bobagens que ninundam o blog ultimamente, prefiro ler as outras notícias de Santarém e do Baixo Amazonas, principalmente as que exaltarem seus encantos, sua cultura, suas tradições,a pujança do seu povo, as que reivindicarem melhorias para a região e, acima de tudo, a depuração, o quanto antes, da sua representação política, hoje tão minada e bichada como está a do Pará inteiro. O povo paraense, de todas as regiões, precisa aprender a votar, e, obviamente, precisa parar de desperdiçar o seu voto. Se não, será inútil chorar o leite derramado.

    1. Caro Anônimo, com certeza vc não mora nas áreas desassistidas pelo Governo do Pará. Não sabe o que sofremos com o esquecimento. Moro, em Manaus, mas meus pais ainda moram em Santarém, e estão muito revoltados, com PROPANGANDA TERRORISTA que fizeram o aderentes do Não. Ao entender dos meus pais, só a parte interessada deveria ser ouvida. Porque RMB, deveria ser ouvida se ela não se interessa por nós.

    2. Discordo em genero, numero e grau do anômimo. Parafraseando Lula: Nunca antes na historia do Tapajós, a Sociedade Civil Santarena demonstrou de maneira tão voraz sua insatisfacao com o modelo de desenvolvimento imposto pela capital. Imposto sim, afinal na democracia impera a vontade da maioria, mas isso não significa que isso seja o melhor pra toda a coletividade. Temos que fazer barulho sim, e fico muito feliz por ver que os mais insatisfeitos sao conterraneos bem sucedidos profissionalmente, mas que nao sao indiferentes com o descaso do poder publico, mesmo sabendo que os mais atingidos sao os pobres. Pense nisso seu anonimo e todos que comungam de sua posicao, nao ler os posts, fazer de conta que o problema nao existe nao vai resolver nada, pelo contrario so vai contribuir para o agravo das desigualdades entre capital e interior

  • Tá na hora da aula de português pros ufanistas!

    Aos que tentam dizer que os tapajônicos estão incitando a xenofobia:

    De acordo com a Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Xenofobia)
    Xenofobia (do grego ξένος, translit. xénos: “estrangeiro”; e φόβος, translit. phóbos: “medo.”[1]) é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros,[2] a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país.

    Ex: Chamar pessoas de outros estados de ladrões; Dizer de forma generalizada que por serem de outro estado não tem interesse legítimo em defender a sua terra; Dizer que de alguma forma são inferiores aos que nasceram neste estado.

    Liberdade (https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade)
    Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

    Ex: Vontade de mais de 1 milhão de Tapajônicos de terem sua autonomia, de não serem mais submissos aos que não se preocupam com seus anseios e suas necessidades.

    Entenderam ou querem que eu repita?

    PS: Meu pseudônimo é igual ao de Paracelsus 😉

  • Cara, tu e esse blogger continuam pregando um revanchismo sem sentido que beira a xenofobia contra o povo de belém, mas pergunto, a troco de que? Vocês perderem, isso é um fato que não vai mudar. Pare com esse recalque!

    A propósito, já viu o estudo do IPEA? vão dizer o que agora, que foi um técnico que produziu tb? Que é um estudo dirigido? Tapajós e Carajás jamais vão existir!

    Sinto pena, Jeso, tu tinha tanta esperança, massssssssssssssssssssssssssssss

    1. Tapajós e Carajás juntos com os 11 estados separatistas e uma certeza agora tu em 2014.
      Tu e Jatene já era, ta no olho da rua do “parazinho”

    2. O que diz o IDESP (que utilizou como base o IPEA).
      https://www.idesp.pa.gov.br/paginas/divisaoEstado.php (página29)
      Os custos dos novos estados foram calculados de acordo com a seguinte fórmula:

      DTi = 1,417E9 + 627,679 POPi + 117.848,561 PIB

      Sendo “DTi” o custo estimado de cada estado, levando em consideração que a despesa média total fixa de uma unidade de federação (de R$1,4 bilhão) e que (um) habitante a mais aumentaria o gasto público estadual em R$ 627,68 e um incremento de um milhão de reais no PIB desta unidade elevaria o gasto público em R$ 117.848,56.

      Usando ela no Pará atual:

      DTi = 1,417E9 + 627,679 POPi + 117.848,561 PIB
      DTi= R$ 1.417.000.000+ R$ 627,68 x 7.581.051+ R$ 117.848,56 x 58.519
      DTi= R$ 1.417.000.000+ R$ 4.758.484.713,32 + R$ 6.896.379.941,16
      DTi= R$ 13.071.864.654,48

      De acordo com a fórmula o Pará atual deveria ter uma despesa de R$ 13 bilhões! Mas de acordo com o balanço de 2010 (https://www.contaspublicas.caixa.gov.br/sistncon_internet/consultaDeclaracoes.do?acao=imprimir&numeroDeclaracao=313524) o governo gastou R$ 11,9 bilhões e arrecadou R$ 12 bilhões.

      Vamos usar a fórmula em outro estado?

      – São Paulo teria despesas de R$ 145 bilhões, mas no balanço de 2010 (https://www.contaspublicas.caixa.gov.br/sistncon_internet/consultaDeclaracoes.do?acao=imprimir&numeroDeclaracao=322677) teve despesas de R$ 113 bilhões.

      Agora eu não vi NENHUM ufanista do “Não e Não” provar que as estimativas do Evaldo ou de qualquer outro argumento do SIM estão errados, é sempre a mesma ladainha de “dados oficiais”. Claro, gerados após o GOVERNADOR DO ESTADO PARÁ se posicionar contra a liberdade de Tapajós e Carajás.

      Um exemplo claro de imagens “oficiais” são as milhares de pessoas chorando pela morte do ditador Kim Jong-il, credibilidade total!!

    3. E tu, Andrei Monteiro, já viste o estudo do IBGE sobre as favelas brasileiras. Por esse estudo mais de 53% da população de Belém vive nas baixadas, ou seja, literalmente, na merda. É esse o resultado da exploração perpetrada por essa elite burra, usurpadora e egoísta, da qual, certamente, fazes parte. Vocês não cuidam da casa de vocês, como podem cuidar daquilo que consideram seu quintal, ou seja, tudo aquilo que se estende além do Shopping Castanheira.

      Parazinho, NÃO E NÃO !!!

      Belém, capital do parazinho, uma cidade atolada na merda, NAO E NÃO !!!!

      Estado do TAPAJÓS, SEMPRE !!!

      Nilson Vieira

  • Jeso, secretário do governo Jatene está envolvido em extração ilegal de madeira.

    “Operação conjunta da Polícia Federal, Incra e Ibama descobriu a extração ilegal de madeira no Assentamento Abril Vermelho, município de Santa Bárbara do Pará. Na segunda-feira, foram apreendidos tratores, motosserras e um caminhão. Dois assentados foram detidos para prestar esclarecimentos, e depois liberados.

    Hoje, a equipe voltou ao local e verificou que a atividade continuava. Foram apreendidas mais máquinas, do Grupo Rosa Indústria Madeireira, de propriedade de Shydney Jorge Rosa, secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do governo do Pará. Um assentado foi preso por desacato a autoridade. A PF vai abrir inquérito para apurar o caso. A informação é de O Globo.

    A operação foi planejada a partir de denúncia ao Incra, de que o Grupo Rosa estaria extraindo e comercializando a madeira dos lotes desde o dia 12 de dezembro. O Incra estima que cerca de 200 metros cúbicos de paricá já foram extraídos em uma área de 1 hectare. O valor da madeira cortada chega a R$ 100 mil.

    A defesa do Grupo Rosa alega que solicitou à Secretaria de Meio Ambiente autorização para extrair a madeira, com base em legislação estadual, mas o Incra diz que qualquer atividade produtiva nos lotes só poderia ser feita após a conclusão do Plano de Desenvolvimento do Assentamento, ainda em elaboração.”
    Êta Pará paid’égua!

  • O pior cego é o que não quer ver, dizem que estamos nos lamentando, que somos xenófo, dizem para cobrarmos de nossos deputados estaduais, federais, prefeitos. Mas esquecem que a maioria dos recursos são centralizados na capitar do parazinho. Uma coisa é certa, vamos cobrar sim, e agora muito mais, e eu quero ver quando começarmos a receber o que nos é de direito, se ainda vão defender a bandeira do “Meu Pará Grande”.
    Para eles somos forasteiros, estrangeiros, usurpadores, mas quem na verdade eles que são os ladrões dos povos esquecidos das regiões que buscam sua independência político-financeira.
    Santarém – Tapajós – Brasil!!!!!!

  • Evaldo, podes ter certeza de que esses investimentos não apareceram e Belém. Alagamentos, ruas esburacadas, mal asfaltadas, pobreza, desemprego, miséria é o que mais se observa pela cidade. Enfim, os investimentos em serviços e bens coletivos não aparecem, mas os edifícios de luxo de um apartamento por andar, os condomínios de super luxo, luxuosos carros importados e os shopings com grifes de fina estampa continuam borbulhando por aqui, e boa parte dos beneficiários desses acontecimentos são funcionários públicos enriquecidos ou empresários vinculados ao setor estatal. A impressão cada vez maior é de que a elite belemense se tornou uma elite parasitária: nada produz, nada oferece de vantajoso à sociedade, nada tem a oferecer que possa contribuir para o desenvolvimento do estado e mantém seu status e sua fortuna porque parasita o que os outros produzem.

    1. Bom dia Valber!

      Bom, os dados que publiquei tem origem na prestação de contas do governo do Estado e pelo menos é o que oficialmente dizem que aconteceu. O grosso dos investimentos em Belém tem sido destinados a obras faraônica, inúteis, caras, dispendiosas e que não entrariam na lista de prioridades de governos com pretensão de serem alcunhados de sérios e responsáveis. Agora, compartilho com a tua opinião de que uma parte significativa desses recursos correm célere pelo duto da corrupção, da roubalheira, da ladroagem. Acho que o povo de Belém está no dever de acompanhar, fiscalizar e denunciar os desvios desses recursos. E o mesmo devemos fazer por aqui quando tomarmos conhecimento que verbas foram liberadas para alguma obra. Agora, é preciso primeiro que esses recursos aportem nos 27 municípios do Tapajós, esse, o primeiro desafio. Um abraço Valber!

      1. Boa tarde Evaldo.
        Veja, os dados que você nos disponibilizou nos permitem não somente comprovar a injusta distribuição dos recursos do estado entre os municípios paraenses, mas também inferir da importância que a manutenção desta estrutura administrativa arcaica sobre esta vasta extensão territorial que compõe o Pará possui para as elites da capital: para mim, está claro que o poder desta elite reside, na atualidade, na sua capacidade de gerir o fundo público do estado, o que somente reforça a minha impressão do parasitismo da mesma. E esta gestão, escandalosamente, favorece largamente as suas empresas e seus negócios, daí porque eles amam tanto o “Pará Grande”.

  • Uma vez me contaram o seguinte: um matemático ou estatístico calculou a profundidade média de um lago em 0,50m. Ao tentar provar que estava certo, o dito matemático ou estatístico morreu afogado, porque pulou no único perau de 10,0m de profundidade que havia no lago…

    Eu sempre lembro dessa historinha quando vejo trabalhos recheados de dados estatísticos e procentagens.

    Olha aí num dos quadros: o investimento per capita em Senador José Porfírio foi de R$ 70,54 – maior que em Santarém, que foi só R$ 65,88.

    Mas em Santarém foi investida a bagatela de quase 20 MILHÕES (exatos R$ 19.418.545,00), enquanto que em Senador José Porírio não chegou nem a 1 MILHÃO (exatos R$ 916.823,00).

    Quantos “lagos estatísticos” haverá entre Santarém e Senador José Porírio?

    1. Excelente parecer, mais este povo de Santarém não que aceita a derrota, mais virão engolir a Democracia, caso contrario poderá fica isoladas, pois na própria região do oeste ele não tem prestigio que diga Altamira que em peso disse Não e Não.

      1. Se engana se saímos derrotados, esse plebiscito mostrou que mais de 90% da população do Tapajós é a favor da criação do nosso estado. Isso prova que a vontade da população diretamente interessada (que é a que vive no local) quer a liberdade.

        Podem dizer o que quiser, mas só uma coisa foi provada nesse plebiscito:

        A vontade absoluta do povo do Estado do Tapajós e do Estado do Carajás de se libertar!

        E o egoísmo comprovado, e registrado em cartório, do povo do parazinho!

        1. Deixa um tunguista bater a tua carteira e depois me diz se o “diretamente interessado” era só ele ou se eras tu também.

          1. Vamos usar a lógica:

            A carteira era minha? Estava sobe minha posse? então eu fui roubado.

            A carteira eu digo que é minha, mas estava com outro? Era da posse de outro? Então eu que to querendo roubar…

            Simples assim…

    2. Inteligente a questão não e a comparação entre as cidades e sim a ridícula renda per capta da região uma das mais baixas do país
      Anônimo,
      Tu só te esqueceste de falar na história do teu matemático quanto à turma do não se vangloria dessa miséria do estado.

      Agora quem pagara a conta dos problemas será “parazinho” bem diferente se a divisão tivesse ocorrido, portanto segura o pepino porque a melancia ta chegando…

  • Belém enriquece as custas do Tapajó? Bem, amanhã dare uma olhada no extrato de minha conta bancária, já que até hoje não vi a cor desse dinheiro “desviado”, “roubado” pelos políticos de Belém. Bem, talvez fosse necessário o Sr., como especialista na área, tentar descobrir porque os políticos do Oeste do Pará, se não me falhe a memória 09 Deputados Estaduais, não conseguem deliberar mais verbas para a região por meio da votação orçamentária.
    Quem sabe, questionar os parlamentares federais que representam a região sobre quais benefícios os mesmos levaram para a região. Lira Maia ainda é Deputado Federal? Seria interessante também, procurar saber do executivo e legislativo municipal da região, o que os mesmos tem feito dos parcos recursos repassados pelo Estado e pela União. Será que eles também não tem culpa no cartório?
    Cabe lembrar que sem os votos da capital o NÃO venceria.

    1. Egua mais e muito estúpido este elemento, dizer que nos enriquecemos a custa do Oeste do Pará que nada tem e muita pretensão, acorde nos que sustentamos vcs que só fazem reclamar, produzam e trabalhem, imagina que queriam se capital de um estado, Deus nunca vai permitir isto.
      Acordem pois Altamira vai coloca vcs no bolso e vai se a metrópole do Oeste do Pará daqui a alguns anos pois de preguiçosos Santarém dispensa apresentações.

    2. Dinheiro desviado nao transita em conta corrente meu caro, ladrao experiente guarda em cueca, biblia e etc … A proposito tenta aprovar o orcamento do estado da forma que voce entende ser justa com apenas 09 deputados estaduais.

  • Não podemos esquecer que a gestão dos recursos estaduais no referido ano civil era feito pela governadora Ana Julia do PT. Essa mesma que acabara de ser nomeada para gerir um fundo financeiro – Brasilcap -, que possui como sócio majoritário o Banco do Brasil seguros e participações, recebendo a bagatela de R$ 30.000,00 mil reais mês.
    Foi na gerência dela que o Estado do Pará se afundou em uma de suas maiores crises financeira, ou seja, o governo anterior deixou o estado definitivamente quebrado.
    Entretanto, referido legado está sendo sanado pelo Jatene/Helenilson.

    1. Apesar das criticas ao governador simao jatene, acho ele menos pior que a ana julia, porem o desejo de se criar o estado do tapajos e secular e as desigualdades que apontamos como existentes entre capital e interior nao sao fruto da vontade de um individuo mas consequencia de um sistema politico viciado, que se agravam com o passar do tempo e que de pouco adianta trocar o comandante, pois o resultado sempre e o mesmo

  • Evaldo esquecestes que 2010 quem governava o Para era o PT? Porque ja condenas o Jatene <Zenaldo etc ? O PT e Melhor?

  • Parabéns Evaldo Viana! Você com uma visão panorâmica de economia e com base em estudos bem embasados, tem dado informações plausíveis ao povo do oeste do Pará, pelo que se vê, se não continuarmos a luta pela valorização do povo do oeste e a nossa independência, estamos fadados ao perpetuamento da opressão do povo colonizador da insaciável metrópole!!

  • E agora “parazinho” a mascara caiu!!!

    Quem vai pagar a conta?

    Acredito que o “parazinho”

    Sugestão divulgue esses dados mensalmente só assim o povo não se esquece do sonho do tapajós.

    1. Egua, quando será que esta turma vai para de se lamentar, chora e espernear, já era a coisa já foi decidida no voto, Oeste do Pará continuara sendo o que sempre foi, OESTE DO PARÁ e nada mais.
      Assunto encerrado, estou entrando em recesso forçado por não agüentar mais tanta lamuria, deveriam ir todos vcs ate o oriente médio precisamente em ISRAEL e chorar no lugar certo que e o murro das lamentações.
      BOAS FESTAS E PROSPERO ANO NOVO OESTE, SUL E SUDESTE DO MEU PARÁ AMADO.

      1. Em complementação ao comentário acima vcs deveriam cobrar o pessoal do PT, Claudio Puty e companhia, pois em 2010 era o Pará administrado pela incompetente Ana Julia Carepa, aliada política e do mesmo partido da Prefeita de Santarém Marionete do Carmo ao qual pela lógica e amizade com o Lula e com a Incompetente governadora ambos de 2010 deveria exigir maior investimento, não concordam seus bandos de mal perdedores.

      2. Ja vai tarde o dotô… e vem cá ta fazendo o que aqui mesmo?

        Tá com medinho do sentimento egoísta imposto pelo parazinho a todo o povo do Tapajós e Carajás?

        Mas fica com medinho mesmo, que egoísmo não engana ninguém, egoísmo não é união, egoísmo não é “Paratriotismo”, egoísmo é na farinha pouca meu pirão primeiro.

        Pois bem dotô o nosso pirão vai ter que começa a vir pra gente, se não a gente vai ter que ir aí pegar!

    2. O Nobre Especialista esqueceu de informar de onde vem essa arrecadação; onde se deu o fato gerador dessa arrecadação, caso contrário seu “estudo” me parecerá mera bravata partidária ou política, eivada de sentimentalismo e xenofobia barata.

      1. Alexandre Pires, vc. não leu o artigo e não gostou. Pelo menos é o que denota o seu comentário. Evaldo Viana escreveu sobre investimentos. Qto se investiu aqui no Tapajõs e na capital do Parazinho.

      2. Alexandre
        Certíssimo seu comentário, eles arrecadam pouco pois possui infinitamente habitantes a menos que a capital e região metropolitana e reclamam de que a maior fatia do bolo vem para região metropolitana, mais esse especialista só vê o lado deles, deveria mostrar para acabar com esta discussão quanto cada município arrecadou para a divisão do bolo e para poder compara com quanto Belém e região metropolitana contribuiu, ai sim poderá fazer um parecer coerente e justo.

      3. Aulinha rapida de macroeconomia ao “pagodeiro de belem”: A arrecadacao e proporcional ao patrimonio e a renda das pessoas. Uma das formas mais eficazes de aumentarmos a renda, por exemplo, é concentrando os investimentos publicos em uma regiao ou em um grupo de pessoas, assim elas aumentam seu padrao de vida e assim contribuirao ainda mais com a arrecadacao pagando tributos. Obviamente meu caro alexandre, se os governantes forem aplicar o que arrecadam de maneira proporcional nos locais que arrecadam, isso so vai aumentar a desigualdade entre as regioes. Esse modelo perverso de desenvolvimento que combatemos! O correto é que os investimentos do estado priorizem as regioes mais carentes para que elas se desenvolvam, gerem riquezas e contribuam com mais tributos.

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