Um candidato alvinegro

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por André Cavalcante (*)

Recentemente, ao fazer uma análise sobre o custo efetivo da participação azulina na 2ª Divisão do Campeonato Paraense de Profissionais, encerrei o texto com a colocação despretensiosa de que já era hora do SÃO RAIMUNDO E. C., na condição de único time de massa de Santarém, ter um representante político efetivamente comprometido com a causa do clube.

Não sei se preocupado com a iminente concorrência (em relação ao apoio político), meu amigo Bruno Moura contestou minha análise financeira e aproveitou para me chamar de ingrato em relação aos políticos que compuseram a caravana azul na FPF o que, logicamente, refutei, sendo particularmente incisivo em relação ao direito que assiste ao São Raimundo de levantar a bandeira de um candidato próprio.

Não sei se os dois fatos tiveram alguma relação, contudo, após a publicação da minha réplica meu telefone não parou mais de tocar. Eram diversos alvinegros não só apoiando a idéia como sugerindo nomes, alguns já políticos, que, segundo eles, poderiam perfeitamente encarnar o espírito do Pantera Negra e lutar pelo clube e toda população santarena, seja na Câmara dos Vereadores, seja na Assembléia Legislativa ou mesmo na Câmara Federal.

Esse clamor todo me fez relembrar que dentro da diretoria do SREC já travamos uma discussão parecida, sendo que na ocasião pedi aos meus pares que deixássemos a ingenuidade de lado e pensássemos, sim, em apoiar de forma contundente alguém que demonstrasse que, ao assumir o mandato, manteria seu compromisso com a causa alvinegra.

Lembro, ainda, que citei os exemplos do Vandick Lima, vereador em Belém, e do Robgol, deputado estadual, políticos extremamente comprometidos com a causa alviceleste, já que a torcida do Paysandu é o principal reduto eleitoral de ambos.

Hoje, além de manter meu posicionamento, percebi com este episódio que a idéia é perfeitamente factível e que pelo momento que o clube vive podemos e devemos apostar em um candidato que, além de possuir um lastro moral e um perfil de luta em prol do povo, se mostre, também, comprometido com nossas cores e com nossa torcida.

Portanto, para preocupação de uns e desespero de outros, VEM AI O CANDIDATO ALVINEGRO.

Aguardamos sugestões.

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* É advogado, santareno e ex-dirigente do São Raimundo.


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26 Responses to Um candidato alvinegro

  • Infelizmente vejo que o futebol santareno quer se moldar nos padrões de times como o Paissandu,agora vejamos em que série o Paissandu está? Para se espelhar em algum time por favor vejam outra agremiação,André sou seu conteporâneo de tempo de Dom Amando,acho primeiro que vc não precisa desse desgaste vc tem uma profissão,por mas amor que vc tenha ao clube no final não vão te reconhecer em nada como não reconheceram até agora. Acho que o Pantera tem que ir bater em portas de empresas grandes para ter um patrocínio grande e não eleger um político, o dinheiro público é sagrado e não deve financiar só uma agremiação e sim financiar nossa saúde que está falida,infraestrutura das cidades como tapar os buracos de nossa cidade, não André acho que não é por esse caminho.

    1. Caro Obidense

      Pena que você não revelou seu nome, gostaria de interagir com um conteporâneo do CDA, bons tempos né parceiro?

      Mas, tratando do comentário. Obidense, acho que você e alguns outros leitores confundiram minha intensão, eu não estou me lançando a Candidato a nada, nem posso. Eu só dei uma idéia e quis fomentar o debate que, como você pode constatar também agradou alguns. Portanto, não vejo qualquer desgaste a minha pessoa em relação a esta idéia.
      A sua sugestão do Clube buscar a iniciativa privada já é empregada a algum tempo, tanto é verdade que a ajuda estatal (leia-se Prefeitura) representa pouco mais de 15% do que o SREC arrecada em patrocínios, o resto vem justamente da iniciativa privada. E antes que se fale que menos em menor escala o dinheiro público não deveria ser empregado, lembro que não se trata de despesa pública e sim um investimento público. Investimento na divulgação da cidade e em um setor que gera inúmeros empregos diretos e indiretos, ou você acha que as atividades do SREC não tem representação significativa na cadeia procutiva da cidade?
      Por outro lado saiba que se for comparado o recurso que a Prefeitura investe no SREC e o valor que ela arrecada com o aluguel do Estádio em dia de jogos (10% da renda bruta) posso afirmar sem medo que o Clube mais dá do que recebe. Acesse o site da FPF e da CBF e veja os borderôs das partidas do Paraense 2009 e do Brasileiro da Série D 2009, você verá o quanto o Clube pagou para a Prefeitura. Portanto, repense nesta argumento de que a Prefeitura financia o SREC.
      Um forte e alvinegro abraço.

      Ah! querendo mande uma mensagem para: andrecavalcanteadv@hotmail.com, poderemos debater mais esta idéia.

  • André, concordo com a idéia de um candidato alvinegro, vamos levantar essa bandeira, penso que Alberto Tolentino é o mais preparado, se isso acontecer ja tem meu voto.

  • Andre Cavalcante é da época em que o prefeito custeava viagens e alimentação, o vereador dava a bola para o clube, o deputado as fardas e o Senador as chuteiras…para se eleger…. para manter o eleitorado…e tirar as lasquinhas
    A lógica é a mesma das empreiteiras e das, tirar vantagens na política.

    Se não tiver capacidade e pernas para estar no mercado….muda-se de ramo. Sozinho, o ocioso barbalhão, custa uma fortuna aos cofres públicos.

    1. Bola

      Faço a mesma sugestão que fiz para o Junio Aguiar, leia a réplica ao comentário do leitor Paulo Lima, você vai ver que ao diferente do que você me acusa, penso justamente ao contrário, defendo que seja criada uma política clara, transparente, adequada, que contemple o futebol e não só o São Raimundo, pois só assim será erradicada de vez esta prática clientelista. O futebol e o esporte como um todo é hoje um dos maiores meios de inclusão social, e só quem é muito desinformado não sabe disso.
      Hoje em Ananindeua, na área do Distrito Industrial (uma das mais violentas da área metropolitana) o SREC é parceiro de uma iniciativa que tirou das ruas mais de 100 jovens que participam das equipes Sub-15, Sub-17, Sub-18 e Sub-20, e isso sem gastar um centavo, pois, na verdade, o Clube entra apenas com sua marca o que já é muito para aqueles jovens até então sem perspectiva… Você tem idéia o que é para um jovem excluido, sem qualquer possibilidade de treinar em Remo ou Paysandú, jogar em um Clube que ostenta um Título Nacional? É muita coisa, tenha certeza.
      No caso do Barbalhão ele só “custa uma fortuna para os cofres públicos” JUSTAMENTE PORQUE FALTA UMA POLÍTICA PÚBLICA ADEQUADA PARA O ESPORTE. É uma estrutura sub-utilizada e que ao invés de ser o elefante branco restratado por você poderia estar servindo de estimulo à prática de diversos esportes e outras atividades, espaço tem. Para vôcê ter idéia do que falo é verdade, dê uma passada sábado a tarde no Estádio, vá na antiga entrada, você vai ver inúmeros jovens (e alguns nem tanto) praticando vôlei em uma quadra improvisada naquele espaço, até Campeonato organizam lá. Se sem uma destinação adequada o Estádio já é uma opção para aquela turma, imagine com sua estrutura bem explorada.
      Uma outra saída é a que o SREC já estuda há algum tempo e que já foi inclusive discutida com alguns Titulares da SEEL que é a celebração de uma Parceria Público-Privada para administração do estádio pelo Clube nos moldes do que foi feito no “Engenhão” com o Botafogo (por ocasião da Copa do Brasil tive a oportunidade de conhecer melhor como se deu a negociação, já que o pessoal do alvinegro carioca foram muito gentis ao nos receber e expor todo o processo). A Diretoria esta amadurecendo esta idéia.
      Para finalizar meu amigo que usa farda é soldado, atleta usa uniforme.

      Um forte e alvinegro abraço.

  • Concordo plenamente com o Paulo LIma. Além dos exemplos por ele citados, temos exemplos locais e relativamente recentes, que fazem tremer e temer diante dessa possibilidade de mistura política x futebol. Ou alguém já esqueceu aquela aberração chamada WILMAR FREIRE???!!!!

    1. Pantera

      Vou transcrever só a parte final do texto:

      “podemos e devemos apostar em um candidato que, além de possuir um lastro moral e um perfil de luta em prol do povo, se mostre, também, comprometido com nossas cores e com nossa torcida.”

      Por favor, não confunda alhos com bugalhos…

  • Fico muito preocupado com essas idéias, pois estamos tornando o ser político o representande de um grupo (dos evangélicos, dos ruralistas, dos empresários e agora dos clubes de futebol) e perdeu-se o direito e o dever de ser representante do POVO. Não concordo com esta idéia e até pergunto ao Sr André Cavalcante quais os projetos de Wandick e Robgol que foram aprovados e que são de interesse do POVO, lembro que quando morava em Belém não soube de nenhum. Espero que a população e os torcedores não sejam massa de manobra e realmente consigam votar num candidato pelo seu passado, presente e futuro e por sua plataforma e agora mais importante por ser um FICHA LIMPA e não por ser representante do meu clube de futebol. Caro André também sou um torcedor fanático. André vc é candidato?

    1. Não Junio não sou Candidato.
      No texto minha idéia, tida pelo senhor como vaga, não pode por motivos óbivios ser detalhada no texto, mas, peço que leia a replica ao comentário do leitor Paulo Lima abaixo.
      O senhor irá entender que longe de ser uma aventura, a proposta tem critérios e motivos.

      1. Caro André em momento nenhum classifiquei sua idéia ou posicionamento político como vago, pois se assim o fosse não daria nem o trabalho de questionar. Se questiono é porque não concordo. E outra coisa se fosse vago não seria usado por tantos clubes. Pelo visto nos outros comentários, não sou o unico e caro André nem quero que isso seja uma unanimidade. Quanto a pergunta que fiz foi só foi por curiosidade pois sempre acompanho o que você escreve e sua devoção pelo seu time. André espero que essa idéia não ganhe força nem no São Raimundo, nem no São Francisco. Ah ainda aguardo os projetos de wandick e robgol conforme citado por você. Abraços

  • André, novamente não vou polemizar com você. Mas acho que você não leu ou não quis entender meu comentário. Não contestei nenhum número de sua análise financeira. Absolutamente nenhum. Releia meu comentário novamente. E nem poderia contestar, já que como escrevi, “passei apenas uma vista” em sua análise. Seu planejamento, seus números e sua análise correspondem a um planejamento de um clube que não é o São Francisco. E ultimamente todos os diretores azulinos dedicam-se exclusivamente a assuntos relacionados ao Leão Santareno. Só para lembra-lo que o SR disputa em pouco tempo a competição mais importante de sua história. E precisará de muito planejamento, análises e etc
    Boa sorte na vida política.
    Eu to fora! Não pretendo usar o São Francisco como trampolim político.
    Abraço André

    1. Caro Bruno

      Mais uma vez afirmo que só quis ajudar. Logicamente que os planejamentos são diferentes, só usei os dados do São Raimundo porque tinha que ter um parâmetro.
      Por outro lado meu texto não teve a pretenção de ser um “planejamento”, pois apenas mostrei alguns números, planejamento é fazer com que aquelas despesas não tenham que ser arcadas pelo Clube o que, aliás, com muito esforço já conseguimos fazer com o SREC, pois já algum tempo o Clube não precisa arcar integralmente com aquels despesas uma vez que contamos com parceiros e patrocinadores em várias áreas tanto em Santarém como em Belém como, por exemplo, despesas com material esportivo, atendimento médico hospitalar, hospedagem, alimentação, campos de treinamento, etc….
      Quanto ao trampolim político sua ironia não me afeta por um simples motivo, NÃO SOU CANDIDATO A NADA, mas, se Deus me der força vou manter meu intuito de eleger um candidato que tenha verdadeiramente compromisso com o Clube e tenho certeza que nossa torcida não só apoiará esta idéia como arregimentará forças para colocá-la em prática.
      Boa sorte no planejamento do seu time. Precisando, como seu amigo, pode chamar.

      Um forte e alvinegro abraço.

  • O André sabe do meu posicionamento quanto a sua íntima ligacão com o Campeão Brasileiro. Mesmo que Ele, temporariamente não queira admitir, seu comprometimento com o futebol do Pantera estará sempre correndo nas vêias !

  • Concordo com você Jeso, em numero, genero e grau.

    A sua força de vontadade o seu comprometimento de defender, ajudar, apoiar a equipe do SÃO RAIMUNDO, é clara, só não ver quem não quer, seu trabalho em prol de um SÃO RAIMUNDO melhor.Por isso você nada mais justo ser você um cantidato apoiado pela nação ALVINEGRA.Porque até que me prove ao contrario você uma pessoa séria e honesta e é disso que Santarém e a nossa região precisa.E não desses politicos que só se lembram dos times Santarenos vespera de eleição.

    Essa é a minha opinião.

  • Eu gosto muito de futebol. Mas futebol e política não dá um bom samba. Afinal como é que a gente avalia um político? Não é por projetos de lei, por participação em debates, por colocar temas importantes nas pautas políticas? Não faz sentido na democracia termos candidatos representando interesse de clubes. Até a torcida do Vasco já sabe disso, Eurico Miranda, não foi re-eleito. Roberto Dinamite e Márcio Braga foram, como muitos outros políticos que usaram os clubes como trampolim, deputados medíocres. É preciso colocar na balança o que é mais importante. É o nosso clube ganhar por que tem um lobby forte na assembléia legislativa ou na câmara federal ou é escolher um representante preocupado e comprometido com o desenvolvimento de nossa região, com a FICHA LIMPA e com a noção de que o mandato é missão, baseada em plataforma política e uma visão do que se quer para o país?

    1. Paulo Lima

      Na mesma forma que existem estes exemplos ruins, podemos citar diversos exemplos bons, como os dois políticos citados no texto, o Vandick Lima e o Robgol, mesmo ajudando bastante o Paysandú, ambos não negligênciam com seus demais afazeres enquanto representantes do povo.
      Por outro lado, quando defendo uma candidatura alicerçada na nossa imensa torcida é porque o futebol e o esporte como um todo, como qualquer outro ramo da sociedade, precisa ser defendido, com políticas públicas adequadas e compromisso, para que não fique a mercê de interesses particulares e/ou de pires na mão. Há quanto tempo o futebol Santareno roga por uma política adequada? Porque o custeio do Campeonato Municipal, que aliás tem previsão expressa na Lei Orgânica do Município (assim como a Cultura), não possui previsão orçamentária? Porque temos que depender da boa vontade de quem ocupa o cargo majoritário na Cidade? Será que o futebol é um assunto de menor importância, mesmo já sendo notório seu importante papel de inclusão social? Será que já paramos para análisar os benefícios que o São Raimundo com suas recentes conquistas trouxe para Santarém e seu povo, tando em bens fungíveis como infungíveis?
      É esse tipo de política que defendo Paulo e não a politicagem dos exemplos citados por você.
      De qualquer forma parabéns por fomentar o debate, sempre acreditei que é da divergência que surgem as soluções.
      Obrigado por comentar meu artigo.

  • As evidencias são cristalinas como outrora era a água do tapajós. Pronto, o candidato tá posto Junior Tapajós, desfila como futuro simbolo do pantera. Agora pode? é a politica santarena, se funciona vamos então ,entra pai, sai pai, entra filho, sai filho, entra sobrinho, e assim vai o time todo.

    1. João

      Você de fato é muito bom em julgar as pessoas. Aliás, estou preparando uma respostas as suas acusações de que os Diretores do SREC são incompetentes, aguarde só mais um pouco.
      Em relação ao Júnior Tapajós acredito que você não o conhece. O Júnior é um rapaz inteligente e bem intencionado. Se ele quiser se candidatar posso lhe assegurar que pelo menos ele tem onde sustentar sua pretenção, uma vez que ele já construiu uma história dentro do Clube, ou seja, ele muito fez antes de querer algo em troca. Tem compromisso, tem lastro, coisa que muitos não podem ostentar porque se conformam em ficar no discurso vazio da crítica pela crítica como, ao que parece, é o seu caso.
      O fato do Júnior ter um pai político não o infeioriza, já que não se pode culpar alguém pela atitudes de outrem. Aliás, pelo pouco que convive com o Júnior e o Pai dele tenha certeza que a comparação será muito bem vinda já que é notório não só o amor, como o respeito e admiração entre ambos.
      Portanto, sugiro maior respeito no trato com as pessoas, tenho certeza que você não iria gostar que falasse de você ou do seu filho com tanto preconceito.
      Esta lançada mais uma sugestão de Candidato: JÚNIOR TAPAJÓS.

    2. JOÃO Q PENA SE VC NÃO TEM CAPACIDADE E LEMBRANDO O PAI DELE O SEU J.M.TAPAJÓS TEM 6 MANDATOS DE VEREADOR E 6 MESES DE PREFEITO E ALIAS É O VEREADOR COM MAIOR NUMERO DE VOTOS NA HISTORIA 5.599. TÁ BOM OU QUER MAIS.

  • Não sei, André, se vc. está filiado a algum partido. Mas não vejo ninguém mais qualificado dentro do clube para assumir esse papel. Vc. encarna como poucos o amor, a dedicação, a raça, o desejo e um Pantera grande e nacional,

    1. Jeso

      Valeu pelas palavras, mas, acredito que para chegarmos a um nome precisamos discutir bastante a idéia com todos os Alvinegros (e colorados, tricolores, alvirubros, alvinegros e mesmo azulinos, porque não).
      Estamos esperando as sugestões.

      Um forte e Alvinegro abraço.

  • É…È
    O GATO PRETO FOGUETEIRO…..Vem ai com nova CAGALHOPANÇA
    Das Inumeras que já fizeram este ano é PREOCUPANTE.. sim… Vindo dessa DIRETORIA….
    Com certeza é baseado nos politicos como EURICO MIRANDA , do VASCO da Gama no minimo.
    Agora sim…. é balaio com certeza…
    Gato Preto Fogueteiro……faz isso sim…faz…..E capitaniado pelo Andre….iiiiiiiiiiiiiiiiii
    Quero que alguem citi uma coisa que deu certo…..uma….. nem quero um kilo…Não….950gramas serve…uma em uma em.

    1. Campeão Brasileiro idiota…
      Vai torcer pro teu chiquinho infeliz…
      Vcs vão ter que engolir mais essa.

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