Laudo da PF confirma que parte de restos mortais é do jornalista Dom Phillips

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Laudo da PF confirma que parte de restos mortais é do jornalista Dom Phillips
Um dos corpos carregado por agentes da PF em Brasília. Laudo de identificação ainda em curso. Foto: Reprodução

Após resultado do laudo, a Polícia Federal (PF) informou, nesta sexta-feira (17) que um dos corpos achados no Vale do Javari (AM) na quarta-feira (15) é do jornalista inglês Dom Phillips. O local foi apontado por Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, um dos suspeitos de terem cometido o crime.

“A confirmação foi feita com base no exame de Odontologia Legal combinado com a Antropologia Forense. Encontram-se em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes, para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos”, informou a corporação.

Os restos mortais atribuídos ao jornalista britânico Dom Phillips e ao indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília precisamente às 18h34 dessa quinta-feira (16). Ambos foram executados no Vale do Javari (AM) e estavam desaparecidos desde 5 de junho.

Os corpos desembarcaram no hangar da Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Os agentes da Polícia Federal carregaram os caixões para fora da aeronave.

A PF informou mais cedo que as investigações sobre a morte do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira prosseguem, e há indicativos da participação de mais pessoas nos assassinatos.

Entretanto, a corporação afirma que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) contestou a versão anunciada pela Polícia Federal de que não há mandante. “O requinte de crueldade utilizado na prática do crime evidenciam que Pereira e Phillips estavam no caminho de uma poderosa organização criminosa que tentou à todo custo ocultar seus rastros durante a investigação”, frisou nesta sexta-feira (17/6), em nota, a Univaja.

Para a entidade, o posicionamento da Polícia Federal “desconsidera as informações qualificadas” oferecidas pela associação.

Desde o segundo semestre de 2021, de acordo com a Univaja, ofícios apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes na reserva do Vale do Javari.

A Univaja afirma que os dois principais suspeitos de envolvimento no assassinato, os irmãos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, e Oseney da Costa de Oliveira, ou Dos Santos, fazem parte desse grupo criminoso.

Com informações do portal Metrópole

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