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Polícia ainda não desvendou morte de santareno decapitado com motosserra em Manaus
O corpo do santareno foi encontrado em terreno baldio. Fotos: Diário Manauara

A Polícia Civil do Amazonas ainda não conseguiu identificar os envolvidos no assassinato de um empresário santareno em Manaus (AM) que foi decapitado com uso de motosserra. O crime, ocorrido na quarta-feira (15), está sendo investigado por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

O corpo de Helton Lennon Rodrigues Bandeira, de 38 anos, foi encontrado em terreno baldio ao lado da fábrica Musashi da Amazônia Ltda, no Distrito Industrial de Manaus. A cabeça da vítima estava alguns metros do corpo.

 

Segundo informações do tenente Freire Hidalgo, da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), funcionários da fpabrica avistaram no momento do jantar um carro Pálio prata, de placa não identificada, entrando de ré no terreno descampado. Em seguida, dois homens desceram carregando uma lona e jogaram no local.

“Os vigilantes responsáveis pela segurança da empresa que produz componentes eletrônicos e conjuntos de transmissão para veículos duas rodas, foram acionados pelos funcionários. Um supervisor da segurança patrimonial foi ao local em uma motocicleta e encontrou o corpo. Depois comunicou o fato para a polícia”, disse.

Informações revelam que o santareno foi sequestrado, torturado e decapitado. Conforme análise da perícia criminal, a decapitação ocorreu em outro local da cidade. Os criminosos usaram uma motosserra para decapitar a vítima, que, inclusive, teve ainda o joelho esquerdo quebrado.

Ficha na Polícia

Consulta feita no sistema nacional de segurança pública consta que Helton Lennon era natural de Santarém, oeste do Pará, onde ele tinha passagem pela 16ª Seccional de Polícia Civil pelo crime de adulteração de sinal de identificador de veículo.

Conforme a polícia, Helton mantinha uma oficina e negócios com a venda de carros no estado de Roraima (RR), onde não respondia processos criminais.

Helton Bandeira tinha 38 anos

O sistema da Polícia Civil do Amazonas mostra que Helton agrediu a ex-companheira em 2013 por não aceitar o fim do relacionamento. Pelo fato de infração ser de menor potencial, ele assinou apenas o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

 

Na capital amazonense, a polícia descobriu que Helton era dono de uma oficina mecânica no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste. Os levantamentos apontaram também suposto envolvimento de Helton com a facção criminosa Comando Vermelho (CV) do estado de Roraima.

A polícia desconfia que o empreendimento “certamente” era usado para lavagem do dinheiro da facção criminosa. Entretanto, ainda não há provas se Helton era envolvido diretamente no tráfico de drogas, mas indícios apontam que ele usava carros para transporte de entorpecentes.

Com informações do Diário Manauara

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