Réu condenado a 12 anos por matar esposa

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Terminou há poucos a 21ª sessão do júri popular da 10ª Vara do ano de 2010, com a condenação do réu José Vitor de Sousa, garimpeiro, que assassinou com 6 tiros de revólver, calibre 38, sua companheira Maria madelana Vitor de Sousa, fato ocorrido em novembro de 1991, em Santarém.

Os jurados acataram a tese do MP (Ministério Público) do Pará, representado pelo promotor Rodrigo Aquino Silva, e condenaram o réu pelo crime.

O juiz Gérson Marra Gomes, titular da 10ª Vara Penal, aplicou a pena de 12 anos de reclusão em regime fechado, a ser cumprido quando o réu for recapturado. A defensora pública Emilgrietty Silva Santos naõ recorreu da sentença.

José Vítor de Sousa era casado com Maria Madalena e tinha dois filhos com ela, além de outro dois filhos de antigo relacionamento, que vivam com o casal. Ele viajava constantemente a serviço para garimpos no estado do Amazonas, onde passava até um mês longe da cidade.

O casal tinha também um pequeno comércio junto da residência, e segundo informações de pessoas que conheciam os dois, Madalena passou a ter um relacionamento com um jovem conhecido como Corisvaldo Picanço.

No dia do crime, o réu desconfiou pela primeira vez que estaria sendo traído e após uma discussão em frente aos filhos descarregou as seis balas de seu revólver e matou a companheira.

Dias depois, Corisvaldo, segundo consta nos autos, teria se suicidado, ao saber da morte da amante.

José Vitor foi a julgamento em 1996, tendo sido condenado, porém sua defesa recorreu pedindo a anulação do júri, sob a alegação de que não havia sido questionado aos jurados uma das teses da defesa, da defesa legítima da honra.

O TJE considerou que a defesa tinha razão, anulou o júri e mandou realizar nova sessão. Só que entre o período em que o processo ficou no Tribunal, em Belém, e seu retorno para Santarém, o réu, que havia conseguido liberdade provisória, evadiu-se de Santarém, sendo expedido contra ele um Mandado de Prisão até hoje não cumprido.

O júri de hoje não teve a presença nem do réu e de nenhuma das testemunhas arroladas, que também não foram encontradas.

Surgiram informações não confirmadas de que o réu já teria morrido num garimpo. Se vivo estiver, José Vitor está hoje com 60 anos e assim que for encontrado, começará a pagar a pena imposta pelo juízo.

Fonte: 10ª Vara/Jota Ninos


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