A guerra judicial contra a Doxa, alvo de lawfare. Por Dornélio Silva
Sede do TRE do Pará, em Belém

Em ano eleitoral, é época das empresas de pesquisas aumentarem seu faturamento, com vários pedidos dos partidos e de candidatos.

No Pará,  especialmente em Belém, isso não é diferente. Existem mais de 10 empresas de pesquisas do estado cadastradas no TSE e/ou TRE-PA. A Doxa é uma delas, fundada por um paraense legitimo, filho do interior do Pará, da cidade de Santarém, nascido às margens do rio Tapajós.

Dornélio Silva

Como todo jovem de minha idade, vim para Belém com objetivo de continuar meus estudos.

Aluno do curso de Letras da UFPa, fui ficando pela capital, constitui família, continuei meus estudos acadêmicos, tornando-me mestre em Ciência Política.

A empresa que fundei com meus 2 filhos é uma empresa familiar, mas altamente profissional. Meus 2 filhos também têm formação e experiência nas lides políticas e eleitorais.

Desde 2012, nas eleições municipais de Belém, a Doxa vem acertando as pesquisas de intenção de votos para prefeito. E nas eleições de 2014 e 2016 não foi diferente, com a reeleição do governador do estado e do prefeito de Belém.

Desde janeiro 2018, conforme a legislação eleitoral, a Doxa é a única empresa paraense – e do Brasil! – que teve coragem de registrar três pesquisas no TSE e/ou TRE-Pa. Contudo, temos certeza que todas as empresas do ramo fizeram e vão continuar fazendo pesquisa, seja para os partidos, seja para os candidatos, incluindo as “pesquisas para consumo interno”.

Contudo, a Doxa, uma empresa paraense, com faturamento bruto de pouco abaixo do teto do SIMPLES, ano de vacas magras para empresas de pesquisas, está sendo vítima de lawfare, de uma guerra jurídica.

Desde o início do ano, a Doxa vem se defendendo de quase 10 processos judiciais, já teve três auditorias “in loco”, com pedido de entrega de relatório, e ainda não se pode dar ao luxo de escolher partidos, porque todos ou todas as coligações já entraram na Justiça Eleitoral contra a Doxa, como por exemplo: MDB, DEM, Pros e as coligações “O Pará Daqui Pra Frente” e “Lula Livre”.

Uma das manobras do lawfare é sufocar financeiramente o réu, com custos altíssimos de contratação de advogados, e também amedrontá-lo até que sucumba ao medo.

Isso está acontecendo no atual momento contra a Doxa. A empresa acredita na Justiça e na imparcialidade.

Todas as decisões judiciais serão cumpridas, como tem sido feito desde o início do ano, contudo, fica cada vez mais nítido o objetivo de sufocar e descredenciar uma empresa respeitada no meio acadêmico e profissional.

Felizmente, a estratégia só não está dando certo porque advogados amigos, conhecedores da história da empresa e dos desafios que ela tem enfrentado, estão assumindo sua defesa jurídica, enquanto seus sócios e sua equipe estão na linha de frente na defesa profissional e técnica da sua reputação.

Dornélio Silva é sócio-proprietário e fundador da Doxa, e cientista político.

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Um comentário em: A guerra judicial contra a Doxa, alvo de lawfare. Por Dornélio Silva

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  • Celivaldo Carneiro disse:

    Um ladrão de dinheiro público e sua turma, que assumiu a Prefeitura de Santarém, anos atrás, tentou fazer o mesmo com o jornal Gazeta de Santarém, caro Dórnélio. A história você conhece muito bem. Hoje o bandido, está inelegível, com bens indisponíveis e a Gazeta continua sua caminhada de bem informar seus leitores com a certeza do dever cumprido e seus editores com a fé de suas responsabilidades devidamente atingidas. Como bem dizia o poeta Mário Quintana, “eles passarão, nós passarinho”. Siga em frente