
por Airton Faleiro (*)
Em tempos de crise temos que criar, inventar e correr atrás do que, em um primeiro momento, parece ser impossível. Diante da aprovação da PEC 55, que limitou os gastos públicos por 20 anos, atacando ferozmente a saúde e a educação no Brasil, parecia que o sonho da expansão da Ufopa não se tornaria realidade.
Mas a criatividade, acompanhada da persistência, da ampla articulação política e da legitimidade das demandas locais do ensino superior, resultou na consolidação de 6 novos campi, com início de funcionamento já no ano de 2017, nos municípios de Alenquer, Monte Alegre, Óbidos, Juruti, Oriximiná e Itaituba.
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Ao mesmo tempo, se buscou negociar junto ao Ministério da Integração Nacional, a implantação de quatro polos universitários em municípios não contemplados com campus, atendendo Almeirim, Novo Progresso, Jacareacanga e Rurópolis, cuja previsão de implantação é para 2018.
Para atender os municípios não contemplados com campus e polos universitários, se conquistou o credenciamento da Ufopa para executar cursos na modalidade de Ensino a Distância (EaD), a serem ofertados em parceria com os municípios.
Vale ressaltar que, os seis campi planejados não contavam com aprovação do MEC para contratação de professores e técnicos e com recursos para aluguel de espaço de funcionamento.
Mesmo diante desse cenário, aos poucos, comemoramos os anúncios da direção superior da Ufopa. Em primeira ordem, veio a repactuação, em que de forma inteligente, a direção da universidade diminuiu o número de cursos para os novos campi, e assim, assegurou sua implantação nestes seis municípios.
Logo a frente, veio a autorização do MEC para alugar os espaços que faltavam para o funcionamento dos campi. Em etapas, o MEC autorizou os 8 cursos e o concurso público para contratação de mais professores e técnicos visando a expansão da universidade.
Desde 2016 foram mais 100 professores empossados. Sendo 52 para Santarém, 52 para a sede e municípios vizinhos, 26 divididos entre a sede e outros campi, mais 32 técnicos educacionais destinados aos campi fora da sede. Já neste semestre, foi realizado o Processo Seletivo Regular (PSR) Campi 2017, para 280 candidatos, dos quais 140 beneficiados com a política de cotas raciais, uma marca da universidade.
Por último, veio a autorização do MEC também para os cursos a distância.
Somos motivados a parabenizar a juventude do interior da região, que terá a oportunidade de ingressar no ensino superior mais próximo de suas residência, com a chance de cursar engenharia civil e engenharia de minas, graduações de ponta não ofertadas por nenhuma universidade pública da região.
É gratificante ver a Ufopa com a missão de estar alinhada com a realidade do interior da Amazônia e cumprindo com eficiência, mesmo em momentos de crise, a sua função social.
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* É deputado estadual do PT no Pará. E escreve regularmente neste portal.
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Todo investimento é bem vindo na Ufopa, mas eu ainda não entendi porque levaram o curso de eng. civil para Itaituba e outros cursos da Ufopa para outras cidades, sem antes consultar a comunidade acadêmica, sabemos que não é sustentável a criação desses curso e a longo prazo teremos problemas com a falta de professores e salas de aula para essas turmas, no meu ponto de vista, teria que fortalecer a base da Ufopa e a base, é em Santarém, e não fazer da UFOPA um palanque político. PRONTO FALEI!!!!
E esperar mais quantas décadas para essa “base” ficar fortalecida?????
Quero ver é se esses “investimentos” da bancada do PT irão permanecer se quem ganhar pra reitor for de oposição como o Jarsen ou o Hugo. Vamos ver se eles realmente têm algum interesse no desenvolvimento da região ou se é somente um engodo pra eleger os protegidos da Raimundinha/Faleiro e CIA.
Só quem mora nestes municípios sabe o quanto significa ter acesso ao ensio superior para seus filhos em seu local de moradia. Parabenso os técnicos, a Profa. Dra. Raimunda Monteiro, bem como a todos que se envolveram para expandir a UFOPA em nossa região.
A UFOPA tem um importante significado político para a região do Oeste do Pará. Tanto na consolidação da/na vida acadêmica de muitos adultos e jovens, jovens esses que veem de uma geração que, por algum motivo, não conseguiram acessar um curso superior; quanto na legitimidade política, cultural, social e ambiental dessa região. Parabéns a equipe de aceitou o desafio de tornar a UFOPA uma referência para Brasil, parabéns especial para a reitora Raimundo Monteiro, que dedica sua vida para que esse projeto seja concretizado.
Parabéns também aos parlamentares, que de maneira direta ou indiretamente contribuem para a captação de recursos e na articulação política. E não podemos negar, que entre os parlamentares, o deputado Airton Faleiro é o que mais se mobiliza para que o projeto UFOPA tenha êxito. E, como disse Airton em seu artigo, parabéns as juventudes da região do Tapajós, que, com muita luta, suor e garra, fazem da UFOPA seu projeto de vida.
Valorizar o cidadao é ter coragem de garantir educaçao de qualidade, pois sem educaçao nao há desenvolvimento, parabens a reitora e sua equipe e ao deputado Airton Faleiro, pelo empenho em prol da Ufopa e da populaçao do Oeste do Pará.
Parabéns Senhora Raimundo Monteiro pelo belo trabalha a frete da UFOPA e ao senhor Deputado Airton Faleiro, por seu um marido parceiro e companheiro da Reitora e da UFOPA, acompanho sua luta pela criação da UFOPA e para levar o ensino superior a municípios; Certamente a pessoa que pode contar com tamanha colaboração lhe é muito grata, assim como os alunos que foram e que ainda serão agraciados com ensino superior, fruto de seus esforços..
Tenho acompanhado essa luta com muita ansiedade,desde o momento dá construção do plano dá Br 163 sustentável,pelo que considero a Ufopa,um dos maiores legados do plano é hoje vendo a universidade federal do oeste do Para, chegando ao nosso município é motivo de alegria e comemoração.
Concordo plenamente! Mais investimento significa mais ensino de qualidade! Super válido a iniciativa e tem sim que ir adiante!
A expansão do ensino superior no Estado do Pará é de fundamental importância, Parabéns à reitoria da Ufopa, que mesmo em momentos de crise, está conseguindo avançar na interiorização do Ensino Superior. Nosso Estado tem dimensões continentais, o Ensino a Distancia, cria mecanismos que facilitam o acesso a educação e isso merece elogios.
Na era digital a tecnologia aliada a educação, abre um leque de oportunidades, que facilita e democratiza o acesso a educação, direito garantido a todos os cidadãos.
Ele é reitor da UFOPA e eu não sabia! Hilário!
O “primeiro-damo” da UFOPA já deve estar procurando um cargo para sua consorte ocupar depois de sair da Reitoria, já que com certeza ela não voltará para a sala de aula…
Ele tem é que rezar para ser reeleito, já que, no andar da carruagem, isso não está garantido, mesmo surfando na onda da UFOPA como plataforma eleitoral.