por David Marinho (*)
É boa a iniciativa da Prefeitura de Santarém em executar melhorias de terraplenagem e, talvez, pavimentação, no eixo da avenida Dom Frederico Costa, atravessando os bairros do Urumari, Jutaí e Jaderlândia.
Porém, não ouvimos anúncio pelos técnicos e engenheiros sobre um elemento fundamental nos serviços de pavimentação, representado pela drenagem pluvial. Se não tudo que for feito, será levado ladeira abaixo, causando erosão, carreando material sólido e arenoso para a parte mais baixa dessa área, que é o igarapé do Urumari, que receberá material dos dois trechos dessa avenida: da antiga, já asfaltada, e dessa nova que estão fazendo.
Com isso, o igarapé corre risco de assoreamento.
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O igarapé, aliás, já vem sendo prejudicado ao longo do tempo com as invasões de suas margens e pela galeria de escoamento a céu aberto da avenida Moaçara que, pelo seu declive contínuo e não estanque, não retém as águas para infiltração, jogando toda no seu final, no cruzamento com a avenida Dom Frederico Costa, complicando a vida de quem mora nesse trecho.
E já que estão revitalizando essa avenida, e não existe projeto de drenagem pluvial para absorver toda sua contribuição pluviométrica, aqui vai uma proposta de auxílio para a drenagem pluvial do leito da rua, utilizando-se “canteiros pluviais” ao longo de sua extensão existente e de sua ampliação se for possível.
O método seria o seguinte: no seu atual canteiro central, entre as torres de transmissão, seria escavado galerias com retroescavadeira, instaladas peças premoldadas com secções quadradas, com um lastro de britas e drenos de escoamento das sarjetas para seu interior.
Depois, se reconstituiriam os canteiros centrais e jardinagem. Essas galerias estanques receberiam o excesso de águas das chuvas durante sua precipitação, que seriam em seguida absorvidas pelo solo, eliminando-se o escoamento superficial das destruidoras enxurradas que invadem residências, e dando durabilidade ao asfaltamento.
Precisamos fazer trabalhos de saneamento e infraestrutura definitivas, mesmo as subterrâneas que não aparecem para os eleitores, mas que os beneficiaram com certeza.
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* Santareno, é projetista e gestor ambiental.
Leia também dele:
Proposta de melhorias no trânsito – 2.


Nós não estamos acostumados com soluções tão simples e baratas, que até duvidamos de suas eficácias. Esta proposta, nada mais é do que a reprodução de um “sumidouro pluvial” (poço absorvente) em série, (igual aos sumidouros domésticos), bem acima do nível do lençol freático desta área, o que dá suporte para uma boa absorção, já que esta avenida específica, possui um aclive acentuado em sua topografia, para ambos os lados do igarapé do Urumarí.
Portanto, uma solução simples com a ajuda de um terreno permeável e a dinâmica da “lei da gravidade” para a infiltração dos efluentes pluviais, que além de evitar o escoamento superficial (enxurradas), teria a função de recarga dos lençóis freáticos, muito prejudicados pela impermeabilização do solo urbano com asfaltamentos, pátios cimentados e construções prediais…
Isto só não funcionaria numa cidade como Belém, que tem o nível do mar praticamente aflorando no solo urbano, mas para nossa Santarém, seria sim, uma solução satisfatória e de baixo custo.
David Marinho,
Essa sua idéia não funciona!
O trecho mais baixo da D. Frederico Costa é, na verdade, a área de expansão natural do igarapé do Urumari. Nesse trecho, o igarapé já é um estuário, completamente espalhado. No caminhamento natural desse igarapé, pela margem direita, ele está totalmente espalhado. Se aberto, o alívio de pressão faria surgir as águas do Urumari nesse canal. Dá uma lida sobre princípios de hidrostática.