Interesse nacional

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Professora doutora da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), Raimunda Monteiro comenta o post Plebiscito em rede nacional:

Jeso,

Estava em São Paulo quando começou a veiculação do anúncio do TSE. É incrível o interesse despertado no assunto em quem não é paraense e não vive no Pará. As pessoas querem entender por que a divisão e a tendência inicial é de atribuir a interesses “espúrios”. Somente a partir de uma análise que certamente não chegará ao formador de opinião dos quatro cantos do país, se desarmam os argumentos e intuições simplistas.

Percebi que o assunto chega a um certo público lá de fora, como se esta iniciativa não tivesse legitimidade. Infelizmente, o tempo reduzido e os meios limitados de comunicação sobre as razões históricas e o contexto que mobiliza a população do interior do Pará a lutar por emancipação, pode levar a contaminação das opiniões por preconceitos.


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5 Responses to Interesse nacional

  • OS MOCORONGOS ESTÃO COMEÇANDO A COLHER O QUE PLANTARAM !!!! NÓS QUE TINHAMOS RESPEITO E CARINHO POR VCS, AGORA NEM PENSAR EM OUVIR FALAR EM VÁRZEA CITY !!!!!! MEXE COM QUEM TÁ QUIETO !!!! O ESPÍRITO CABANO VOLTOU COM TODA A FORÇA !!! E A MALES QUE VEM PARA O BEM !!! TODOS OS LEGÍTIMOS PAPA CHIBÉS ESTÃO UNIDOS EM TORNOS DE UMA SÓ CAUSA !! NINGUEM DIVIDE E ESQUARTEJA O NOSSO ESTADO IMPUNIMENTE !!!!!

  • A questão dos interesses espúrios é fácil de entender. Atribui-se a divisão ao interesse de lideranças corruptas, ao coronelismo, ao empresariado e – no caso de Carajás – aos invasores (alielígenas, na visão paroara). Embora haja verdade quanto a este aspecto, além da insofismável questão financeira (o país vai pagar a conta), oculta-se outro: o Pará dividido não pode e não quer investir nessas regiões. Não pode, porque não tem e quando tem, não quer. A divisão seria uma forma de obrigar a União a investir nos novos Estados, daí a repulsa do resto do país à divisão. Nada mais natural, portanto. Por outro lado, oculta-se os interesse espúrios paraoras (semelhanes aos das regiões separatistas). Aqui em Belém, ontem, houve uma passeata programada por jovens contra a divisão. Houve colégio em que, na semana da pátria, os funcionários e professores a se vestiram com camisas do Pará e os alunos tiveram que carregar bandeiras do Estado. No prédio que está pra cair, há uma gigantesca bandeira do Estado, assim como em outras residências. Nunca se viu isto antes em Belém. Mas se pedirmos para eles cantar a capela o hino do Estado, duvido que consigam. Falso “paraensismo”, como diria o político. No RS isso é normal no cotidiano, porque eu vi; não no Pará. Após o plebiscito, acaba.

  • Não quer calar, por que a frente PRÓ-TAPAJÓS não entrou na justiça contra a ação do “NÃO” de fazer o plebiscito em todo o Pará?

  • Para pensar:

    “Não odiar a bandeira certa por estar em mãos erradas”
    Dom Hélder Pessoa Câmara OFS —bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro.

    e ….
    – O político passa o Estado fica.

    – Nós devemos construir o Estado do Tapajós não para nós, e sim, para nossos netos.
    – Todo Estadista é político, contudo poucos políticos são Estadistas.
    – O Estadista trabalha para futuras gerações, o político trabalha para a próxima eleição.

    ***SIM ao Estado do Tapajós.

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