Não existe hierarquia entre advogados e autoridades do Judiciário, lembra leitora

Da leitora que se assina Tapajônica Até a Alma sobre as notas de desagravo da Ampep e da OAB, a propósito do caso da delegada Fabíola Rebelo:

A associação dos promotores de justiça defendeu os seus membros e a OAB defendeu seus. O breu é de quem acha que em pleno Séc. XXI, e em um Estado Democrático, tem hierarquia entre advogados e autoridades [do Judiciário].

As pessoas têm que entender que o que deve ter é respeito e urbanidade; se “os santos cruzarem”, pode até gerar amizade sadia bacana; mas o resto (todo tipo de arbitrariedade, abuso e crime ) ficou enterrado no obsoleto tempo do coronelismo, onde, pasmem, era normal o fazendeiro rico (antigos coronéis) amigo do governador, escolher o delegado, promotor e juiz da sua cidade. Hoje, não!

 

Todos se esforçam, estudam, investem para obter mais conhecimento, se realizar, conseguir seu lugarzinho ao sol, ser feliz. O debate faz parte; porém, infelizmente, as vezes ocorre de haver excessos, vez ou outra ter barraco. Quem nunca assistiu um tremendo barraco protagonizado por membros no STF , cume do Poder Judiciário brasileiro?

Nem cito o Congresso Nacional que às vezes se equipara a um puteiro de quinta (desculpe a expressão mas é isso mesmo) pelo nível do debate dos parlamentares . Pra finalizar: cada instituição defende seu membro.

A Constituição Federal, Lei Maior, diz expressamente que o mesmo é ESSENCIAL para administração da justiça. Um processo judicial ou administrativo no Brasil, sem a presença de advogado, é nulo! Tem que ter advogado para poder existir o processo legal e/ou administrativo.

 

Os advogados Capual e o Carlos Mota (este é delegado da civil, aposentado) , conheço-os bem , não são criminosos nem bandidos camuflados, são inclusive pais de família honrados, tem esposas, são cidadãos. Excelentes profissionais e ao meu ver, ambos são gente boa.

O Birinha e o Alberto Campos não estão defendendo nenhum bandido, aliás eles estão defendendo a democracia, assim como o presidente da Associação dos promotores de justiça do Pará. Sobral Pinto disse : “A advocacia não é profissão de covardes”. Brilhante!

Eu acrescento: não é profissão de covardes nem de mentirosos! Respeito é bom e todo mundo gosta, ou deveria gostar! O debate é normal, faz parte do sistema. Não existe hierarquia entre advogado e autoridade. Deve haver respeito, urbanidade!Cada um no seu quadrado; e, VIVA A DEMOCRACIA!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *