Jota Ninos e o cantor e compositor Nilson Chaves
por Jota Ninos (*)
Reafirmando sua posição contrária à criação de novos estados, a partir da divisão do Pará, o cantor e compositor paraense Nilson Chaves (que completa 60 anos amanhã, dia 08) e atual diretor da Fundação Cultural Tancredo Neves, disse no sábado (5) em Santarém que é contrário às posturas fanáticas de ambos os lados contra quem defende o Sim ou o Não no plebiscito.
“O plebiscito faz parte da democracia e eu respeito todos que defendem a criação do Tapajós e do Carajás”, frisou.
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Com relação ao Tapajós, Chaves disse ser uma aspiração legítima da população, muito embora não concorde com ela. “Ao final, espero que todos nós lutemos pela Amazônia”.
Nilson participou do show “Encontros”, juntamente com o cantor amazonense David Assayag e o piauiense radicado em Santarém Nato Aguiar. Este último foi o único a declarar durante o show, de forma indireta (evitando problemas com a Justiça Eleitoral), que é favorável à criação do Tapajós.
“Uma criança cresce, vira adulta e um dia quer se emancipar, vocês sabem do que estou falando…”, disse ele ao público durante o show. Assayag, por sua vez, revelou: “Talvez vocês não saibam, mas minhas origens são no Pará, pois meu pai é de Terra Santa”, levando ao delírio as mais de 500 pessoas presentes no Iate Clube.
MPB e Toadas
O show “Encontros” foi considerado por muitos como “um encontro de três estados”. Muitas pessoas aproveitavam para gritar SIM quando Nilson Chaves cantava como forma de provocá-lo. Mas o respeito a todos foi a tônica do evento, que teve como base um repertório da MPB, de Dalto a Raul Seixas e de Luis Melodia a Renato Russo, além das músicas regionais paraenses e santarenas.
Ao final, Assayag – que tem se apresentado como intérprete de MPB – não escapou do forte apelo para apresentar (até às 5 da manhã) as grandes toadas dos bois Garantido e Caprichoso, de Parintins, que tocou no passado. Uma delas, a famosa “Vermelho”, teve acompanhamento das três vozes, com direito a delírio coletivo do público presente.
* É jornalista e escreve regularmente neste blog
Nato, Davi e Nilson no show do Iate Clube neste final de semana
SIM, VOU SAIR
(Não Vou Sair)
A geração da gente
Não teve muita chance
De se afirmar de arrasar de ser feliz
Sem nada pela frente pintou aquele lance
De se mudar de se mandar desse “Pará”
E aí você partiu pro Nhamundá (no Amazonas)
Mas eu fiquei no “já vou já”
Pois quando tava me arrumando pra ir
Bati com os olhos no luar (do Tapajós)
E a lua foi bater no Alter
E eu fui que fui brincando…
Distante (de Belém) tantas milhas
São tristes os invernos
SIM, vou sair tá mal aqui e vai mudar (com a divisão do Pará)
Os velhos de “Belém”
Não podem ser eternos
Pior que foi pior que tá não vai ficar
SIM, vou sair melhor você votar pra Tapajós e Carajás
Não vou deixar esse lugar (O Tapajós)
Pois quando tava me arrumando pra ir
Bati com os olhos no luar
E a lua foi bater no Carajás
E eu fui que fui ficando…
Esta é uma ode ao burguês… ao burgês níquel (furado), que é contra a criação dos Estados do Tapajós e do Carajás, simplesmente porque não quer que o Pará fique menor, territorialmente.
é um movimento tão legitimo quanto uisque paraguaio !!!!!!
e óculos rayban de manaus….em todos os atores creio q falta uma reflexão mais justa e veridica, com reais pros e contras…e sem essas cobras politicas oferecendo uisque com oculos falsificado
ridícula …respeite-nos !!!!
Percebe-se, no fundo, que os paraenses de Belém e entorno são contra a criação do Estado do Tapajós, simplesmente porque não querem que o Pará fique menor, territorialmente. Ficam tristes ao imaginar um estado tão grande, com o qual já se acostumaram, ser dividido. Portanto, a negativa à criação do novo estado é uma questão meramente emocional.
E assim, esses paraenses sentimentais são hoje os “construtores” de um futuro sombrio que por décadas dará ao Norte a medalha de ouro regional do atraso, e particularmente ao Pará, a medalha de ouro do estado mais atrasado do País.
Para qualquer pessoa que detenha o mínimo de informação, e que se abstraia de sentimentalismos e resolva refletir, não será difícil concluir que a criação do estado será positiva para a população do Pará e da Região Norte, que hoje já é a mais atrasada do País, segundo pesquisa recente publicada no Portal Terra, que está transcrita abaixo.
Note-se que o Norte já está pelo menos DEZ anos mais atrasado que o Nordeste e VINTE anos mais atrasado que o Sudeste.
Não há dúvida que o atraso do Norte é conduzido pelo Pará, estado mais populoso da Região, e com mais desigualdades e mais carente de políticas de desenvolvimento. O atraso da região Norte, que hoje já é enorme com relação às demais regiões, deve-se à má gestão e abandono e dificilmente será contornado se não forem criados novos polos administrativos para a região, e particularmente para o Pará.
NORTE ESTÁ 20 ANOS ATRÁS DO SUDESTE
Enviado por luisnassif, dom, 06/11/2011 – 12:00
Autor: Portal terra
https://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5456665-EI306,00-Firjan+desigualdade+recua+mas+Norte+esta+anos+atras+do+Sudeste.html
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado neste sábado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio, mostra evolução na redução das desigualdades no País. De acordo com o estudo, 69,1% dos 5.565 municípios brasileiros apresentaram crescimento em seus índices em 2009. As regiões Norte e Nordeste têm avançado em termos de desenvolvimento. Ainda assim, o Nordeste estaria cerca de dez anos atrasado em relação ao Sudeste, enquanto no Norte o atraso chegaria a quase 20 anos.
https://pontodepauta.wordpress.com/2011/11/05/iii-congresso-estadual-senadora-marinor-brito-e-a-nova-presidenta-do-psol-do-para/
Enquanto isto, a Marinor Brito e o Edmilson Rodrigues do PSOL cerram fileiras contra a divisão do estado. Vejam em https://pontodepauta.wordpress.com/2011/11/05/iii-congresso-estadual-senadora-marinor-brito-e-a-nova-presidenta-do-psol-do-para/
Marinor e pertencente região oeste do Pará onde educação e o desenvolvimento estão 20 anos atrasados igual os seus pensamentos.
Mais o dia dela já esta marcada com o retorno da cobra velha da “capital” e as próximas
Eleições.
o nilson chaves foi bem clássico e elegante na sua resposta, e ao ver a entrevista do zenaldo coutinho hoje pela manhã, fico me perguntando que fase é esse q estamos vivendo?
faço uma comparação até grotesca, mas na minha visão holistica é fato: “uma moça de cidade pequena, aparentemente sem oportunidade de crescer na vida por não estudar, pais de origem pobre ve no num velho de 75 anos viúvo com fama baseada em adjetivos nada bons para o curriculum de boa indole a chance de sair da pobreza e da foma, mesmo q pára isso seja necessário unir sua indole boa e ingênua ser corrompida ao ter q se casar com o tal velho arisco, incrédulo, prepotente, ardiloso a unica chance de vida” pergunta no ar: ” será mesmo necessário ela se casar? será mesmo a oportunidade única”
então moral da história: a imagem do futuro Tapajós ficou muito desgastada principalmente em virtude das pessoas que lideram o discurso à fora, assim como do carajás e ainda mais o não de Zenaldo coutinho. a discussão virou nada que politica perdendo o foco social e integração ou fortalecimento de região. Mas ao mesmo tempo me pergunto se não aproveitarmo agora serpa q teremos outras de nos emancipar? Será q devemos nos submeter sempre as vontade spoliticas setoriais? porq?