Criação da 1ª cooperativa de enfermagem no oeste do PA repercute positivamente
Adalgisa, Odeize, Irlaine e Josiel: opinião sobre a Coopenopa

A criação da Coopenopa (Cooperativa de Enfermagem do Oeste do Pará), a 1ª da região — e a 2ª no estado –, conforme o blog noticiou nesta terça-feira (18), repercutiu positivamente entre os profissionais que trabalham na área.

A maioria dos enfermeiros e enfermeiras entrevistados pelo blog aplaudiu a iniciativa, e enxerga na Coopenopa o pontapé inicial da valorização, sem interfências políticas, dos profissionais que atuam na área.

— Adalgisa Lima, delegada do Coren-PA/Subseção Santarém:

“Com o advento da Cooperativa de Trabalho de Enfermagem, foi de grande relevância para o empoderamento dessa classe trabalhadora. É sabido que o estado do Amazonas é o nosso referencial nesta modalidade de prestaçao de serviços assistencial ao paciente/cliente.

Pelo pioneirismo, parabenizo a iniciativa das profissionais, enfermeiras para criarem a primeira cooperativa de enfermagem no oeste do Pará, enfermeiras estas, com larga experiencia em cooperativa e que já atuaram como cooperadas na cidade de Manaus e, valendo-se dessa primoroza experiência, idealizaram para esta regiao a Coopenora, com o propósito principal de garantir uma assistência dos serviços de enfermagem com qualidade e segurança aos usuários, fundamentado na moral e da ética, com responsabilidades administrativa, civil, penal e do direito do consumidor.

Dos riscos inerentes, faço apenas uma observação, dentre outras, no que diz respeito ao contrato do pagamento em tempo hábil aos cooperados, que é de fato praxe acontecer e faz necessário que o contrante possa honrar e valorizar esta prestaçao de serviço que é essencial a vida”.

— Josiel Colares, enfermeiro e liderança política:

“Como profissional da saúde, eu não poderia deixar de apoiar e incentivar os colegas a seguirem em frente com essa idéia. Hoje o profissional de enfermagem procura ter sempre dois empregos para que possa ter uma renda razoável. Com uma coperativa talvez isso possa mudar, pois ser for como todos nós esperamos com certeza o profissional enfermeiro poderá se interessar em ser mais um cooperado.

Hoje com uma cooperativa em Santarém, só quem vai ter seu espaço será o cooperado, isso onde ela for atender, porém com certeza não vai deixar de ter a velha concorrência no mercado de trabalho, sendo que nem todas as instituições hospitalares, pública ou privada, vai querer adotar essa nova maneira de oferecer o serviço através de uma cooperativa. Por ser um profissional da saúde, estou na torcida pra dar tudo certo, e esse novo modelo de serviços de saúde seja tirado como exemplo para todos nós que somos da área”.

 

— Odeize Feio, enfermeira e servidora pública estadual

“Veja com muita satisfação, como uma atitude realmente positiva a chegada da Coopenopa. Será, tenho certeza, um enriquecimento para todos da área, que tem sido muito massacrada, principalmente, no tocante à nossa valorização profissional.

Ao apostar na competência técnica, curricular dos enfermeiros, a cooperativa vai diminuir com certeza a interferência política que existe hoje na contratação de quem atua na profissão. E estimular o aparecimento de novas cooperativas, pois mercado para tem qualificação existe”.

— Irlaine Figueira, enfermeira e sindicalista:

“Coopenopa, um mal necessário? Cria-se a primeira Cooperativa de Enfermeiros do Oeste do Pará que, na minha perspectiva, com objetivos claramente evidentes que são para suprir uma exigência de modalidade de trabalho empregado pela OS IPG do Hospital Municipal de Santarém.

Os enfermeiros perderão o direito a carteira assinada e passarão a trabalhar por cooperativa com quais direitos trabalhistas? Retrocedemos há anos de lutas sociais e sindicais? E se este grupo de enfermeiras(os) não se movimentasse para a criação desta cooperativa viriam outras cooperativas atuar em nosso município ou as OSs cumpririam o dever trabalhista de contrato “celetista”?

Como enfermeira que atua nas causas em favor de nossa classe, espero que esta cooperativa não use das mesmas prerrogativas cruéis de terceirização e que, ao mesmo tempo, não enfraqueça nossas lutas por estabilidade através de concursos públicos, direito a férias, 13°, PCCR, insalubridade.

Enfim, ainda acredito na força da enfermagem, assim como acredito que nossos direitos não serão cerceados! Vejamos!

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