TCM define que mudança populacional só altera orçamento de câmaras municipais no ano seguinte

Publicado em por em Pará, Política

TCM define que mudança populacional só altera orçamento de câmaras municipais no ano seguinte
Prédio da Câmara de Vereadores de Santarém. Foto: arquivo JC

O TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) do Pará publicou nesta quarta-feira (7) decisão que unifica o entendimento sobre como as estimativas populacionais influenciam o orçamento das Câmaras de Vereadores em todo o estado.

Por meio da Resolução Nº 17.429, a corte de contas determinou que novos dados do IBGE — que impactam diretamente o limite de gastos do legislativo — só terão efeito prático no orçamento do ano seguinte à sua divulgação, e não de forma imediata.

A decisão partiu de uma consulta formulada originalmente em Parauapebas, mas possui força normativa, ou seja, serve como regra para todos os 144 municípios do Pará.

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O que muda na prática

Pela Constituição, o valor que a prefeitura deve repassar para a câmara municipal (o chamado duodécimo) é calculado com base em faixas populacionais. Quanto maior a cidade, maior o percentual da receita que pode ser destinado aos vereadores e à manutenção do legislativo.

A dúvida esclarecida pelo TCM era sobre o que fazer quando o IBGE publica uma nova estimativa no meio do ano alterando o número de habitantes de uma cidade.

Com a decisão, fica estabelecido que o orçamento em execução não deve ser mexido. A nova contagem populacional servirá de base apenas para o planejamento financeiro do ano posterior.

🔍 O que diz a Resolução Nº 17.429/TCM-PA

“As alterações nos dados populacionais divulgados pelo IBGE só devem impactar o limite de despesas das Câmaras Municipais (Art. 29-A da Constituição Federal) no exercício financeiro subsequente, garantindo a segurança jurídica e a execução orçamentária do ano em curso.”


Fonte: Diário Oficial do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará.

Impacto nas regiões do Xingu e Tapajós

A medida é particularmente relevante para o oeste do Pará. Municípios situados nas regiões do Xingu e do Tapajós convivem historicamente com flutuações populacionais atípicas, impulsionadas por atividades como o garimpo, extração de madeira e a instalação de grandes empreendimentos de infraestrutura.

Esses ciclos econômicos costumam atrair ou afastar milhares de pessoas em curtos períodos, o que faz os dados do IBGE variarem com frequência.

Com a resolução do TCM, as câmaras municipais dessas localidades ganham estabilidade para executar seus orçamentos até o fim do exercício financeiro, sem o risco de cortes ou alterações bruscas de repasses causados por uma súbita “redução oficial” da população durante o ano.

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