Tudo indica que o deputado federal Joaquim Passarinho deixou de lado mesmo os interesses do PL, do qual é vice-líder na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), quando o assunto são os municípios paraenses.
Por isso, tem usado o Avante, a quem ele declara aberto apoio e pelo qual está lançando nada mais nada menos do que 110 candidatos entre prefeitos e vereadores, em todas as regiões do estado, principalmente no sudoeste e no oeste do Pará.
Em âmbito nacional, a insatisfação da cúpula do PL com Passarinho é grande. O partido já teria até mandado que ele “resolva sua vida” ao invés de ficar atrapalhando a expansão da legenda no Pará.
O racha entre Passarinho e o PL no estado ficou escancarado no último domingo, quando Bolsonaro veio a Belém e não contou com a presença do deputado federal na comitiva, no evento da Doca de Souza Franco e, muito menos, no badalado almoço em Icoaraci.
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Comissão em Brasília
Há quem aponte rusgas de Joaquim com Éder Mauro, vedete da festa em Belém e com quem Passarinho já não se bica há tempos, como motivo da ausência.
Mas o deputado estadual Cel. Neil, também do PL e igualmente brigado com o Éder Mauro, compareceu ao evento, onde provocou até tumulto.
Passarinho não foi, e nem mandou representante. Justificou a ausência com uma Comissão em Brasília. E Bolsonaro, por outro lado, também não perguntou pelo deputado.
Voo mais alto
A verdade é que Joaquim Passarinho tem plano se lançar candidato ao Senado Federal sem necessariamente precisar da bênção do PL para isso. E somente com um novo partido nas mãos – nesse caso, o Avante – seria possível tanto criar uma candidatura autônoma quanto ter acesso a recursos do Fundo Partidário sem intermediários.
Por isso, o esforço concentrado de Passarinho em fortalecer o Avante nas cidades paraenses.
Por outro lado, em cidades como Itaituba, onde a influência do ex-presidente Bolsonaro ainda é forte entre o eleitorado, Joaquim Passarinho segue se pintando de bolsonarista para que, mesmo apoiando um candidato do Avante, consiga levar ‘no bico’ os que ainda não entenderam seus movimentos.
Nesses redutos, o deputado carimba os candidatos dele de bolsonaristas e de direita, mas não põe na conta do PL.
Xadrez
Em conversa reservada com uma correligionária em Belém, a primeira-dama Michele Bolsonaro afirmou que os planos de Joaquim Passarinho já são de conhecimento da cúpula do PL.
“Todos sabemos que, agora, ele é do Avante e já não tem ligação com Bolsonaro. E isso tem ficado cada dia mais claro”, afirmou Michele. Movimentos que reiteram a semelhança entre a política e um grande jogo de xadrez.
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Melhor assim o PL deve e tem que ser, um partido da contra ordem, radicalizado e de extrema direita.
Fascistas brigando, eu torço pela briga….se merecem.