Será levado ao ar amanhã (7), às 15h35, o programa que Socorro Pena, professora da UFOPA (Universidade Federal do Pará) e ex-número 1 da pasta estadual de Pesca (Sepaq), gravou semana passada para o Canal Futura (programa Conexão Futura) sobre a criação do estado do Tapajós.

Ela é relatora do GT (Grupo de Trabalho) Tapajós, criado pela universidade para debater questões que vão além do viés político, no que se refere à criação do novo estado.

O Canal Futura pode ser sintonizado, gratuitamente, através de antena parabólica, em todo o Brasil, na polarização vertical 20, ou por meio de TV aberta, em canais UHF e VHF (em algumas localidades do Brasil).

O Futura é transmitido, ainda, pelas TVs por assinatura (cabo e miniparabólicas); a programação pode ser vista também no YouTube: https://www.youtube.com/canalfutura.

Com informações da UFOPA

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Um comentário em: Tapajós no Canal Futura será nesta 4ª

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  • Paulo Sérgio disse:

    Em 2001, quando o Congresso brasileiro aprovou projeto permitindo a divisão do Pará e a criação de um estado do Tapajós, um dos santarenos mais paraenses de todos os tempos, o poeta Ruy Barata, escreveu uma pequena e ao mesmo tempo imensa frase: “eu sou de um país que se chama Pará”. Ruy Barata é o patrono do Grão-Pará livre: ligado ao Brasil por opção, mas com sua soberania, com sua dignidade, preservadas.
    Neste momento que o Congresso brasileiro aprovou a realização de plebiscito sobre criação do estado do Tapajós, é oportuno divulgar o grito de guerra de Ruy Barata que sugere uma reflexão: quem tem interesse na divisão do Pará? Que futuro podemos esperar se essa divisão se concretizar?

    “Sou paraense e, como tantos bons paraenses, nascido em Santarém.
    Acho inadmissível a intenção de dividir o Pará.
    Idéia obtusa de maus santarenos e de maus paraenses, guiados por ambição desmedida e por interesses pessoais, a divisão do Pará em tudo compromete o futuro desenvolvimento da região.
    Maus santarenos que se deixam levar pela ilusão de que essa figura institucional que é ser capital de estado lhes trará melhores dias.
    Maus paraenses movidos pelo interesse politiqueiro de ter mais cargos públicos a sua disposição.
    Maus santarenos que ofertam gratuitamente ao estado brasileiro a sua verdadeira cidadania – de grão-paraenses, de amazônidas.
    Maus paraenses que se esquecem da lição da história.
    Maus santarenos e maus paraenses que se esquecem que o Grão-Pará já foi um país independente e que, se faz parte do Brasil atual, é porque foi constrangido, obrigado a isso.
    Que não percebem que a divisão do Pará enfraquece a sua verdadeira, única e profunda identidade – a de grão-paraenses.
    Que não percebem que é somente nesse fundo ideológico comum a todos os amazônidas, nessa idéia adormecida, que estão suas melhores chances de porvir.
    Dividam o Pará, maus paraenses, maus santarenos, e terão mais 150 anos de adormecimento.
    E quando falo em Grão-Pará não estou falando em independência política da Amazônia – uma idéia estapafúrdia no mundo atual, o qual corre em sentido inverso.
    Estou falando em soberania, dignidade cultural, no orgulho saudável de que tanto precisamos para reivindicar nossos direitos de amazônidas e crescer com felicidade e justiça.
    Estou falando, em síntese, de identidade.
    A soberania do Pará, neste momento, tem a oportunidade de renascer em Santarém, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Oriximiná.
    Da mesma forma como nasceu no Tapajós o grito de guerra de Ruy Barata: “Eu sou de um país que se chama Pará”.
    É todo o Tapajós que grita, na sua essência: “Eu sou de um país que se chama Pará”.
    E não teremos nem dignidade e nem identidade se nos dividirmos.
    O Pará não se divide, da mesma forma que nossa dignidade, nossa soberania, nossa cultura não se dividem.
    O Pará não se divide. O Pará apenas se une. Porque é na união, e não na divisão, que encontraremos o rumo do futuro”.