
A Polícia Civil do Pará confirmou hoje, 5, a prisão do pistoleiro Bruno Oliveira, 22 anos, acusado de executar o empresário Albenor Sousa, em Itaituba, e o prefeito Jones William, de Tucuruí.
Segundo a polícia, nesta terça-feira, 5, o sergipano Bruno Marcos de Oliveira, o “Bruno Venâncio”, foi preso por policiais civis da Divisão de Homicídios, por volta de 3 horas da manhã, no aeroporto internacional de Val-de-Cans, em Belém.
O pistoleiro se preparava para embarcar em um voo para São Paulo.
Ao ser abordado pelo delegado Eduardo Rollo, ele apresentou uma carteira de identidade com o nome falso de Anderson Barros do Nascimento.
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Assim, ele acabou sendo autuado em flagrante por falsidade ideológica.
Contra Bruno existem 3s mandados de prisão expedidos pela Justiça de Tucuruí, pela morte do prefeito, e de Itaituba, pela morte do empresário, e pela Justiça de Sergipe.
NA FILA DO EMBARQUE
Ele é apontado como autor de mais de 20 homicídios do tipo crime de encomenda.
Conforme o delegado Eduardo Rollo, o preso estava sendo investigado pela equipe policial da DH que tinha informações sobre o deslocamento dele via aérea desde Altamira com destino a Belém, onde faria uma conexão para seguir viagem até a capital de São Paulo.
Ao desembarcar em Belém, o delegado passou a acompanhar os passos do acusado até localizá-lo na fila de embarque.
“Assim que foi ele foi localizado, foi conduzido para a Delegacia-Geral, para ser ouvido em depoimento sobre os crimes”, destalha o delegado.
Bruno nega a autoria dos assassinatos, porém ele foi reconhecido por testemunhas dos crimes.
Segundo o delegado-geral Rilmar Firmino, após a morte do prefeito de Tucuruí, o pistoleiro fugiu da região sudeste e foi para Itaituba, onde assassinou o empresário Albenor Sousa com 2 tiros na cabeça.
Imagens de câmeras de monitoramento do posto de combustíveis, onde a vítima foi executada, registraram o momento em que o criminoso entra no local e atira na vítima.
CRIMES DE ENCOMENDA
Conforme Firmino, Bruno é suspeito de ter cometido outro homicídio, em Novo Repartimento, no sudeste do Pará.
Todos os crimes têm a mesma característica.
“Ele age sempre com o rosto à mostra e à luz do dia. Tanto que a morte do prefeito ocorreu à tarde e diante de várias testemunhas. Ele se mostra uma pessoa fria e calculista”, ressalta Firmino.
As investigações irão continuar visando localizar e prender outras pessoas envolvidas nos crimes. Bruno vai permanecer recolhido à disposição da Justiça.
Com informações da Polícia Civil do Pará e redação do site Jeso Carneiro
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