Aos olhos dele
Não acredito em nada. As minhas crenças
Voaram como voa a pomba mansa;
Pelo azul do ar. E assim fugiram
As minhas doces crenças de criança.
Fiquei então sem fé; e a toda a gente
Eu digo sempre, embora magoada:
Não acredito em Deus e a Virgem Santa
É uma ilusão apenas e mais nada!
Mas avisto os teus olhos, meu amor,
Duma luz suavíssima de dor…
E grito então ao ver esses dois céus:
Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa
Que criou esse brilho que m’encanta!
Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!
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Florbela Espanca, poeta nascida em Portugal.
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Na ausência do amor, às vezes a fé costuma falhar. Não deveria ser assim!!!!!!
Falha, Maralice, porque o amor é superior, ouso dizer isso, à fé. O amor é o céu… em elevação, em arrebatamento, pois é o mor dos sentimentos. Assim também como é o inferno.
Jeso, que lindo conceito de amor. Nessa trilha, concordo, que a superioridade do amor alimenta a fé.