Ministério Público aperta o cerco à banca advocatícia contratada por Mojuí dos Campos
Giussepp Mendes e Marco Antônio Lima: negócio fechado no início do ano sob o cerco do Ministério Público. Foto montagem: BJ

Subiu um degrau no MPPA (Ministério Público do Pará), numa escalada que pode chegar à Justiça, o controverso processo de contratação da banca de advocacia Mendes e Mendes, no início deste ano, pela Prefeitura de Mojuí dos Campos, gestão do prefeito Marco Antônio Lima (MDB).

O caso deixou o status de “notícia de fato” (investigação preliminar) e assumiu agora a condição de “inquérito civil”, ainda sob o comando do promotor de Justiça Diego Belchior Santana, da 9ª Promotoria de Justiça de Santarém.

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Tendo como um dos sócios o advogado Giussepp Mendes, atual presidente do Igreprev (Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará), o escritório foi contratado em março, via inexigibilidade de licitação, por R$ 144 mil, valor global, parcelado em 12 meses.

Mendes e Mendes é alvo de investigações e ações ajuizadas em diversas comarcas do Pará por, entre outras acusações, tráfico de influência, além de não ter notória especialização.

O inquérito civil pode virar ação civil pública se o promotor for convencido pelas provas e depoimentos da materialidade do ato de improbidade administrativa.

Figuram como investigados nesse caso, além da Mendes e Mendes, o secretário municipal Helcias Coelho Lima (Gestão Administrativa).

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