
Inconformado com o resultado das urnas em Óbidos (PA), o ex-prefeito derrotado à reeleição por Jaime Silva em 2020 Chico Alfaia (PL) decidiu não mais fazer o repasse mensal das contribuições previdenciárias (INSS) obrigatórias à União.
Resultado: em apenas 2 meses (novembro e dezembro passado) a dívida do município com a Previdência Social ultrapassou os R$ 4 milhões.
Com as contas da PMO (Prefeitura Municipal de Óbidos) sob auditoria, o novo governo ainda não descobriu onde e em que Alfaia empregou, por exemplo, o salário família e INSS dos servidores relativos aos 2 últimos meses do ano, bem como do 13º salário – todos descontados e não repassados à Receita Federal.
No jargão jurídico-criminoso, tal prática tem nome e sobrenome: apropriação indébita.
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Os valores não repassados à União pela PMO foram:
💸 Novembro: R$ 1,547 milhão.
💸 Dezembro: R$ 1,573 milhão.
💸 13º salário: R$ 1,070 milhão.
💸 Total: 4,190 milhões.
Administrador de empresa e bancário, Chico Alfaia não deixou sequer um bilhete no fundo dos cofres públicos vazios da PMO explicando o rumo dado à quantia nesse outro provável calote, tal como o que ele aplicou no Banpará – de mais de R$ 1,5 milhão.
O caso Banpará foi parar na Justiça. A apropriação indébita dos recursos do INSS deve seguir o mesmo caminho.
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