
Grande parte do dinheiro arrecadado com a venda do combo diplomas falsos e emprego garantido na Secretaria Municipal de Educação de Santarém (PA) foi repassado à Flora Costa, que à época do esquema criminoso dirigia a Coordenadoria de Educação Infantil, vinculada à Semed.
É o que revela a denúncia oferecida pelo MPPA (Ministério Público do Pará) à Justiça, neste ano, contra 17 pessoas acusados de participação direta no caso, no âmbito da , operação deflagrada no final de 2017 para desmantelar o crime.
O repasse do dinheiro à Flora Costa, esposa do ex-chefe de Gabinete da Prefeitura Erasmo Maia (DEM), foi detalhado por Sandra Eli Campos de Sousa e Andrea Almeida de Vasconcelos em depoimento à polícia.
Flora Costa, de acordo com as investigações, tinha o papel de alocar as compradoras do combo nas diversas escolas de educação infantil do município. Como aconteceu com Adriana Frota da Silva, que pagou R$ 500 à Andrea Almeida, e conseguiu vaga como professora contratada na UMEI (Unidade Municipal de Educação Infantil Aeroporto Velho).
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As operadores do esquema (Sandra Eli e Andrea Almeida) cobravam valores que variavam de R$ 500 a R$ 2 mil por diploma falsificado, grande parte deles fornecidos por Naldo Picota (João Jucinaldo Cunha de Almeida), ex-diretor da 5ª URE/Seduc.
Flora Costa e Naldo Picota negam qualquer participação no esquema.
Quem é quem no combo
— Sandra Eli Campos Sousa
Ingresso na Semed: Fevereiro de 2017
Lotação: Semed/Coordenadoria de Educação Infantil
Cargo: Auxiliar administrativo Situação atual:
Lotada na Escola de Arte, com salário de R$ 1.460,16
Função no esquema: Operadora
— Andrea Almeida de Vasconcelos
Ingresso na Semed: Fevereiro de 2017
Lotação: EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) da Área Verde
Cargo: Secretária
Salário bruto em março: R$ R$ 999,47
Função no esquema: Operadora
— Flora Aparecida Almeida Costa
É concursada da Semed.
Função no esquema: Chefe
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No Brasil pode-se pensar que às vezes o crime compensa, como nesse caso, nenhuma das três figuras foram exoneradas, se fosse em uma empresa privada, tinham sido demitidas por justa causa.
Tem que investigar em São miguel do Guamá também gente que não cursou faculdade, é pedagoga