A disputa pela presidência do Crea-PA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará) ganha um novo capítulo. Em decisão de segunda instância, a Justiça Federal derrubou o bloqueio que impedia a atual presidente da entidade, Adriana Falconeri, de disputar a reeleição para o triênio 2027-2029.
Com a medida, a engenheira retoma imediatamente a sua campanha para o pleito, que está marcado para o próximo dia 3 de julho.
O responsável por essa mudança no cenário da eleição é o juiz federal convocado José Márcio da Silveira e Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília. O magistrado reavaliou o processo a partir de um recurso urgente apresentado pela defesa da própria candidata.
Para entender a reviravolta, é preciso esmiuçar os motivos que levaram o juiz a mudar o rumo da disputa.
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O magistrado fundamentou sua decisão no surgimento de um “fato novo” e decisivo: a Comissão Eleitoral Federal do Confea — a instância máxima administrativa que regula as eleições do sistema — analisou o caso e validou oficialmente a candidatura de Falconeri por meio da Deliberação nº 81/2026.
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Ao avaliar esse novo documento, o juiz José Márcio da Silveira e Silva concluiu que a proibição inicial (dada pela Justiça em Belém) havia perdido o seu alicerce.
Para o magistrado, manter a suspensão da candidatura neste momento, quando a própria comissão federal já atestou a sua regularidade, seria um erro. Ele explicou que, como a eleição ocorrerá de forma iminente no dia 3 de julho, manter Adriana de fora da campanha causaria um prejuízo enorme e irreversível ao seu direito de participar da disputa em igualdade de condições.
O embate jurídico que paralisou a eleição foi iniciado por uma ação movida pelo concorrente direto de Falconeri nas urnas, o engenheiro civil Danilo da Silva Begot.
Ele havia acionado a Justiça questionando a legalidade da nova candidatura de Adriana, sob o argumento de que a soma de sua primeira gestão provisória (conhecida como mandato “tampão”) com o atual mandato configuraria uma tentativa ilegal de se manter no poder pela terceira vez consecutiva.
Embora o processo principal ainda vá passar por um julgamento final, a atual decisão do TRF1 é clara e de cumprimento imediato. A Justiça já determinou que a Justiça Federal no Pará seja comunicado com urgência para retirar as amarras que barravam a atual presidente, confirmando o embate direto entre Adriana Falconeri e Danilo Begot pela preferência dos engenheiros e agrônomos paraenses no início do próximo mês.
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