
Marcado para o dia 24 de março deste ano o julgamento, por júri popular, do acusado de matar o pároco da catedral de Santo Antônio, em Belterra (PA), José Ronaldo Gomes Brito, 38 anos à época. O crime ocorreu em janeiro de 2021 na periferia de Santarém (PA). O padre foi morto à facada.
Preso e trancafiado em Cucurunã (penitenciária Sílvio Hall de Moura) dias depois de cometer o crime, Christian Roberto da Silva, 20 anos, está foragido. Ainda que “em lugar incerto e não sabido”, o réu será julgado pela vara especializada em júri popular, a 3ª Vara Criminal, sob o comando do juiz Gabriel Veloso de Araújo.
O julgamento inicia às 8h. Christian Silva é acusado pelo Ministério Público do Pará de homicídio qualificado por motivo fútil, “e pela prática mediante recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”. Ele pode pega de 12 a 30 anos de prisão.
José Ronaldo Brito foi morto com uma certeira facada no pescoço. Estava na cama de seu quarto em casa, no bairro Bela Vista do Juá. Foi encontrado despido, conforme laudo pericial anexado ao processo. O padre tinha um relacionamento sexual com o acusado de cerca de 3 anos.
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Depois do crime, Christian fugiu da casa no veículo Fiat Strada Freedom, preto, pertencente ao sacerdote. Levando também outros bens da vítima, como celular, relógio, cordão, dinheiro etc. Ele, em blitz da Polícia Militar, chegou a ser preso no dia 1º de janeiro por dirigir embriagado, sendo liberado em seguida. Mas sem ter confessado a prática do homicídio.
O corpo do padre só foi descoberto no dia 3 de janeiro. Nove dias depois, Christian Roberto foi preso pela Polícia Civil do Pará. Interrogado, confessou o homicídio. A defesa dele tem sido feita desde então pela Defensoria Pública do Pará.
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