
Os irmãos de Aparecida Serique Pereira, proprietária da rádio e TV Guarany, afiliada da Record em Santarém (PA), herdaram 98,75% das cotas da emissora. A empresária morreu de covid-19 há 10 dias, em hospital público em Itaituba.
Viúva de 67 anos, Maria Aparecida Serique Pereira não tinha filhos.
Conforme o Blog do Jeso revelou, a Rádio e Televisão Guarany de Santarém Ltda, criada em outubro de 1981, tem 3 sócios. A empresa foi aberta com capital social de R$ 160 mil. Desse total, R$ 158 mil pertencem ao espólio (herdeiros) de Aparecida Serique (98,75%) e o restante R$ 1 mil (0,625%) a Miza Cardoso Lima e R$ 1 mil (0,625%) a Matheus Sousa Serique.
Assim que a dona da emissora testou positivo para coronavírus, a gerência da empresa passou para Miza Lima, sobrinha de criação da viúva. Matheus Serique também é sobrinho, e mora em Belém.
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O blog apurou que é consenso entre os herdeiros, no total de 6 irmãos – Carlos, Fátima, Elias (já falecido), Gilberto, Alberto e Paulo -, que a direção da Guarany deve ser entregue a uma pessoa experiente no ramo, com formação superior e que conheça e circule com desenvoltura no mercado publicitário local. Com esses pré-requisitos, Miza Lima estaria fora cogitação para assumir o comando.

Paulo Serique, 59 anos, o caçula dos irmãos, é hoje o nome favorito da família para tocar a empresa. Ele já dirigiu os negócios da irmã, com êxito. A decisão será tomada em reunião em Belém, possivelmente após a cidade sair do lockdown. A maioria dos 6 herdeiros mora na capital paraense.
Irmãos: a herança
Líder de audiência no rádio por muitos anos, a Guarany experimenta um movimento consistente de ladeira abaixo que parece não ter fim. Entre as FMs da cidade, no total de 5 (Tapajós, Mix, Clube do Tapajós, Princesa e Guarany), é a única que não tem investido na qualidade do som e em profissionais da linha de frente.
Problemas de caixa, traduzidos em atrasos rotineiros no pagamento do salário de funcionários, e judiciais, com processos até de estelionato em tramitação, tingiram não só a boa imagem da emissora como também deram velocidade à sua trajetória decadente.
O baque mais recente – e vexatório – da empresa foi o seu despejo do imóvel que ocupava há mais de 30 anos na travessa Sete de Setembro, bairro de Santa Clara, por pagamento de aluguel.
Há poucas semanas, a gestão de Aparecida Serique embarcou noutra polêmica, ao transferir o escritório e torre da rádio e TV para o imóvel de sua família, na Barjonas de Miranda. Houve reação dos moradores no entorno contra a obra. O caso chegou a ser denunciado ao Ministério Público.
Sabedores da existência desses e outros problemas, os Serique pretendem interromper de imediato a queda livre da emissora, com escolha certeira de um profissional para dirigir a empresa. Se o caçula não topar, eles devem ir ao mercado em busca de um outro nome qualificado.
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Para quem conheceu o início desta família no ramo da Comunicação é muito triste ver toda essa situação. A família pioneira inclusive parace não ter mais nada da empresa.
muito bom!