No JM: Transamazônica é liberada

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Com reportagens de Genildo JúniorEdivaldo Santos foi ao ar hoje (1°), entre 6 e 6h30, o JM (Jornal da Manhã), da Rádio Rural AM, com as seguintes manchetes, na voz de Francimar Farias e Raik Pereira.

# TRE treina mesários para as eleições.

# Começa hoje a programação da Semana da Pátria.

# Manifestantes liberam rodovia Transamazônica.

# Hippies causam transtornos em Alter do Chão.

# Falta de CEP dificulta a vida de moradores da Vigia.


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  • Jeso, gostaria que fosse postada a matéria abaixo. Grata.
    Foi assinada ontem, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, a ordem de serviço que autoriza o início da construção do Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Belém. A obra terá investimentos de R$ 34,5 milhões do Ministério da Pesca e tem previsão de conclusão em 12 meses.

    O TPP servirá de entreposto de recepção e comercialização de pescados da região, tendo ainda uma área de beneficiamento do produto. Funcionará no Km 15 da rodovia Arthur Bernardes, no Distrito de Icoaraci, nas instalações que pertenciam às Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). O espaço, totalmente tomado pelo mato e por um prédio deteriorado, será reaproveitado para abrigar uma obra que há tempos vinha sendo reivindicada pelos pescadores artesanais. Colô-

    nias de pescadores e a indústria da pesca estiveram representados na cerimônia.

    O local adquirido tem 38 mil metros quadrados, sendo que o TPP será construído em um espaço de 20 mil metros quadrados e dotado de equipamentos para a realização de todas as etapas de manipulação do pescado até chegar ao consumidor, do cais para desembarque até áreas de lavagem, evisceração, estocagem, classificação, congelamento, filetagem e comercialização. Segundo o ministro da pesca, haverá também uma câmara fria para a estocagem do peixe e uma fábrica para produção de gelo que possibilitará a venda do produto mais em conta, além de um posto de abastecimento de óleo diesel.

    O TPP de Belém será administrado pelo Ministério da Pesca desde sua criação, organização, fiscalização sanitária, administração e processos de exportação. No local, funcionará ainda uma unidade de beneficiamento de pescado e de apoio à navegação de embarcações pesqueiras.

    Na parte superior do terminal, será instalada a Superintendência Federal do Ministério da Pesca, que hoje funciona nas dependências do Ministério de Agricultura. O novo prédio vai compor o complexo pesqueiro do Pará. Além da comercialização e o armazenamento do pescado, haverá a emissão de documentos como, Registro Geral de Pesca (RGP), Certificado de Registro de Embarcação e licenças pesqueiras.

    No complexo onde funcionava uma unidade da Eletronorte, mais precisamente onde foi realizada a assinatura da ordem de serviço, está prevista a construção de um centro técnico de pesca voltado à realização de cursos e reciclagem para o profissional da pesca.

    Segundo o ministro Gregolin, o terminal de Belém está entre os outros 19 terminais e entrepostos que já foram entregues ou que estão sendo construídos no Brasil. No Pará, além de Belém, haverá a entrega de um terminal em Jacundá e um entreposto em Outeiro.

    Ele observa que o Brasil, apesar de ter importante potencial para a pesca, ainda precisa superar gargalos que atravancam o setor. “É preciso melhorar a estrutura, bem como o preço ao consumidor. Precisamos agregar valor ao pescado. Esse terminal vai possibilitar que o pescado seja vendido diretamente ao consumidor”, valorizou.

    Obra poderá mudar papel do Ver-o-Peso

    Apesar de prestigiar a cerimônia que marca a autorização para o início das obras do Terminal Pesqueiro, o presidente da Associação dos Balanceiros do Ver-o-Peso, Daniel Matos, diz que a categoria prefere aguardar o desenrolar dos acontecimentos para opinar a respeito da obra. “Tudo vai depender das futuras conversações. Já temos mais de 60 anos trabalhando na pedra do Ver-o-Peso. É uma tradição e vamos ver como esse terminal influenciará nosso trabalho”.

    A preocupação do pescador é o fato do TPP estar planejado para ser o grande entreposto centralizador da venda do pescado. O próprio ministro, em seu pronunciamento, disse que será necessário um estudo para encontrar uma solução para a situação dos vendedores de peixe do Ver-o-Peso. “Será preciso encontrar um diálogo, pois o Ver-o-Peso tem tradição, é conhecido nacionalmente”.

    Já para o presidente da Colônia de Pescadores de Icoaraci (Z-10), Mateus Souza, o TPP será muito bem-vindo. Ele não esconde o entusiasmo, acha que a obra será construída no local ideal e que beneficiará principalmente o pescador artesanal. “Esperamos por isso há mais de dez anos. Inclusive fomos ouvidos quanto à escolha do local para a construção do terminal”.

    O TPP ficará apenas a um quilômetro a sede do Z-10. Ligados à colônia, são pelo menos 5 mil associados que vivem da pesca artesanal e industrial. “Vai ser positivo porque será um espaço para onde poderemos levar o pescado para ser beneficiado e angariar recursos sem intermediário”, diz Mateus. “Atualmente, um quilo de dourada sai ao consumidor, entre R$ 10 e R$ 12 porque passa pela mão do atravessador. Ao vender diretamente, esse preço cai para R$ 6”.

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