Areia, projeto de assentamento do Incra localizado entre os municípios de Itaituba e Trairão, é palco de uma das maiores operações criminosas de roubo de madeira na Amazônia.
Num único dia, segundo testemunhas, cerca de 3.500 metros cúbicos de madeira – o equivalente a 140 caminhões carregados de toras -, principalmente ipê, é transportada para o mercado internacional.
– Pelo menos 15 assassinatos foram cometidos na região nos últimos dois anos por conflitos pela posse da terra e controle da madeira – denuncia a jornalista e escritora Eliane Brum, relacionando o assassinato João Chupel Primo, em outubro do ano passado em Itaituba, como o caso mais recente.
— ARTIGOS RELACIONADOS
Ela detalha esse esquema na reveladora reportagem A Amazônia, segundo um morto e um fugitivo, levada ao ar ontem à tarde (28) na revista Época Online.

Na melhor das hipóteses, o Estado (Ibama, ICMBio, Incra, Polícia Militar, Polícia Federal, Exército…) vai cercar a Unidade de Conservação, vai prender meia dúzia de coitados (motoristas de caminhão, motosserristas, carregadores de toras etc.), fazer algumas apreensões (alguns milhares de metros cúbicos de madeira, motosserras, caminhões, tratores etc.), gastar alguns milhões de reais do erário público na operação, e, aí, um juiz qualquer (ou qualquer juiz) vai mandar devolver tudo que foi apreendido, quem foi preso… bom, quem foi preso nem importa, porque era só gente miúda mesmo, pra esse serviço, sobra gente na região, e, o principal, quem manda em todo o esquema (os grileiros e as grandes madeireiras) vai continuar financiando campanha eleitoral pra quem está no Estado se reeleger e, aí, Na melhor das hipóteses, o Estado (Ibama, ICMBio, Incra, Polícia Militar, Polícia Federal, Exército…) vai cercar a Unidade de Conservação, vai prender meia dúzia de coitados…
É a indústria do contrabando de madeira. Indústria aliás, que financia o PT na região. Assim como pecuaristas e sojeiros bancam o PSDB/PMDB. Não há muito pra onde correr.
Prezado Jeso,
Lendo atentamente a reportagem, vejo muitas ilações e nenhuma prova concreta. Acho que a jornalista, que fez a sua “checagem” por telefone, sem de fato ir ao local, poderia ter feito um trabalho mais correto, se tivesse ouvido mais pessoas e exigido provas documentais. A “reportagem” ficou no terreno das ilações e acabou misturando o nome de pessoas idôneas com o de outras nem tanto, colocando todos no mesmo saco. Sabemos que a ilegalidade realmente existe na Amazônia e, no setor madeireiro, também, mas já ficou provado que esta estratégia de apontar culpados sem esperar pelas devidas apurações gerou injustiças. Também vejo que alguns nomes foram omitidos da reportagem, o que sugere que a mesma pode estar a serviço de disputas comerciais, principalmente considerando que todas as reservas florestais da região devem ser objeto de concessão por parte do governo.
Então, de credibilidade ao assunto dizendo quais as pessoas idôneas na reportagem.
“mas já ficou provado que esta estratégia de apontar culpados SEM ESPERAR pelas devidas apurações gerou injustiça”, faça então um contraponto, aponte as injustiças contra esses anjinhos.
Chico Corrêa
Pelo cometário do Sr Paulo Leandro Leal, ele conhece a fundo a história, já que conhece quem é idôneo e “outras nem tanto”; diz que a matéria errou (sem apontar onde estão os erros) e que “nomes foram omitidos da reportagem”. Deveria, como jornalista que se apresenta e como profundo conhecer do assunto, revelear precisamente tudo isto (nomes, erros, omissões, etc.) sob o risco de recorrer aos erros que ele aponta à jornalista que escreveu a matéria. Portanto, vamos esperar a verdade dos fatos pela pena do Paulo Leandro Leal (com provas).
Essa é a arte de tentar “esconder o sol com a peneira”, ou de “falar muito sem dizer nada”.
Parabéns ao responsável pela reportagem, muito boa, muita coragem, mexeu com peixe graúdo, infelizmente já tem gente tentando deslegitimar, “a serviço de disputas comerciais”, que piada! Parece o capitão do barco que naufragou, depois de uma “boa” conversa com um “bom” advogado, disse que caiu no bote e desse para o mar. Que prove o contrário quem o acusa de negligência.
A famosa malandragem.
Caro Paulo,
Ora, os próprios criminosos falando que grilam terra pública, que tinham a intenção de aprovar plano de manejo sem terem o documento da terra, um sujeito com uma bala na cabeça e outro fugindo pelo mundo devem ser, no mínimo, indícios bem contundentes, não?
Num plano em que assassinos são considerados, por estelionatários, pessoas muito razoáveis, realmente querer desqualificar a matéria é desespero de causa.
GK,
caro internalta.
Ainda nao presenciei este tipo de corrupçao, mas e do meu conhecimento do seginte fato ocorrido na regiao de dom elizel: fiscais do ibama nao aceitaram a propina de mais de R$ 1000000,00 e aplicaram a multa, mas por algum motivo ela nao foi paga e ficou sem efeito pela agencia central em brasilia. Agora, onde era pra dar o exemplo agiu desta maneira. O que os fiscais podem fazer em campo, tapar o sol com a peneira ou engordor os de brasilia.
De qualquer forma ela chega em brasilia
Jeso, estava em belem no dia 24/05 do ano passado quando mataram o casal de ambietalistas e que virou noticia internacional. Foi intensa a pressao sobre a SEGUP, so depios de tres pedidos de preventiva e pressao da familia e que o judiciario decretou. Os assassinos, mandantes ja haviam fugido. Agora com todos presos passaram o julgamento pra justiça federal. Jeso, se ela e competente para julgar, porque nao e competente pra investigar, pra prender, pra fiscalizar e etc.. Esta onda de assassinatos ja começa no assentamento (INCRA)e passa pelo IBAMA/ICMBIO e acaba na policia estadual (que paga o pato). Jeso, o projeto principal para o desenvolvimento e incentivo pra toda regiao ja perdemos, o estado do TAPAJOS, quem sabe em 2016.
Os únicos responsáveis é o poder público, a começar pelo IBAMA, Já estive nessa região e presenciei o pagamento de propina aos fiscais do IBAMA que vieram de Brasilia e retornaram de olhos fechados e bolsos cheios.. A madeira vai pro exterior, mas tem muita gente grande ganhando em Brasilia, por isso é dificil combater o desmatamento pois o orgão que deve combater é o que mais ganha desmatando.